É isso aí !! As pessoas tem que parar com essa besteira de achar que por que
gostam de um gênero os outros são umas porcarias. Isso é muito babaca.
----- Original Message ----- 
From: "M N" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Caio Tiburcio" <[EMAIL PROTECTED]>; "Tribuna Livre"
<[email protected]>
Sent: Tuesday, November 08, 2005 8:28 PM
Subject: [S-C] Pela União Musical Brasileira


> Por quê a dualidade? Será que é proibido gostar de samba e de rock?
> A música é universal
> Vamos tomar cuidado com rótulos comerciais
>
> Caio Tiburcio <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Que rock que nada.
>
> Jovens brasilienses de 17 a 30 anos aderem ao samba e ao choro, atuando
como músicos, produtores ou apenas consumidores dos gêneros musicais
>
>
> --------------------------------------------------------------------------
------
>
> Irlam Rocha Lima
> Da equipe do Correio
> Identificado com o rock desde a década de 80, quando a cidade entrou para
o mapa da música brasileira, por conta dos Paralamas do Sucesso, Legião
Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, o jovem em Brasília nos últimos anos
vem demonstrando preferência por outros gêneros, principalmente aqueles
tidos como gênese da música popular brasileira: o choro e o samba. Além de
ouvinte, ele tem formado grupos que ocupam palcos de bares e casas noturnas,
e trabalha na produção de shows. Tem mais: protagoniza histórias que
reafirmam o gosto pelas raízes da MPB.
>
> Uma delas: o Tartaruga, trêiler onde os estudantes do Instituto de Artes
da Universidade de Brasília costumam se reunir no intervalo das aulas,
entrou para a história do música na cidade. Lá, em julho de 2002, teve
início uma despretensiosa roda de choro que deu origem ao Plano B,
atualmente um dos melhores programas no fim de semana - ocorre às
sextas-feiras, no Arena Futebol Society, no Setor de Clubes Sul.
>
> Tudo começou quando Rafael Dietzch, 27 anos, passou a reunir jovens para
tocar e ouvir choro no Tartaruga, criando descontraído ambiente musical no
campus da UnB. "Aos poucos as pessoas foram chegando e a roda de choro das
sextas-feiras, às 18h, tornou-se acontecimento aguardado com expectativa
durante toda a semana", conta o produtor. A muvuca, porém, não foi bem vista
pela prefeitura do campus, que correu com a gente", lembra o produtor.
>
> Como a roda de choro se transformou num grande sucesso, Dietzch tratou de
levá-la adiante. E, em dezembro de 2003, se instalou, juntamente com os
músicos, no bar Pôr do Sol, na 408 Norte. O público os seguiu. Mas lá
ficaram apenas durante um mês e meio. "A roda ia até 23h e quando terminava
as pessoas queriam saber qual era o plano B. Aí, depois da festa do meu
aniversário, no Arena, nos mudamos para lá, onde já estamos há um ano e
meio, às sextas-feiras."
>
> Exemplo típico de projeto produzido, apresentado e consumido por jovens, o
Plano B, desde que se transferiu para o Arena, se transformou em roda de
choro e samba e costuma reunir, em média, 500 pessoas por dia. Da abertura,
às 22h30, até a meia noite, ouvem-se chorinhos de mestres como Pixinguinha,
Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth e Waldir Azevedo. Em seguida, depois de
breve intervalo, já com a pista de dança cheia, o samba rola solto.
>
> Quem comanda a roda é o grupo Sete na Linha, formado por Rafael dos Anjos
(violão), Márcio Marinho (cavaquinho), Leonardo Benon (cavaquinho centro),
Paulo Córdoba (bandolim), Dudu Sete Cordas (violão), Emir Godim (surdo) e
George Lacerda (vocal), músicos com idades entre 19 e 30 anos. "O que
fazemos aqui é um trabalho de valorização dos gêneros que são a base da
música popular brasileira. Tocamos os mestres dos choro e levamos ao público
clássicos da tradição do samba, assinados por Noel Rosa, Cartola, Nelson
Cavaquinho e Paulinho da Viola, e também criações de Zeca Pagodinho, Jorge
Aragão e Fundo de Quintal", diz o vocalista.
>
> Proposta cultural
> Coordenado agora por Bruno Maciel, parceiro de Rafael Dietzch desde o
começo, o Plano B é visto por Eduardo Clark, um dos sócios do Arena, como
uma das melhores noites da casa. Embora a princípio seja uma festa, ele
destaca a preocupação da produção e dos músicos em levantar a bandeira do
choro e do samba. "Percebo que as pessoas - jovens na maioria - vêm para se
divertir, mas porque têm, também, compromisso com a proposta cultural do
projeto."
>
> Sexta-feira da semana passada, a peruana Arlena Nitidieri, estudante de
Jornalismo, moradora de Brasília há oito anos, mostrava que já conhece tudo
de samba, dançando com o publicitário e documentarista Lelê Teles. "Gosto de
vários ritmos brasileiros, mas aprecio especialmente o samba", comentava.
"Gosto do Arena, pela música, as pessoas e o ambiente."
>
> Rafael dos Anjos, violonista do Sete na Linha, é um músico muito
requisitado. Da geração que teve contato inicial com o chorinho na Escola
Brasileira de Choro Raphael Rabello, ele integra, também, os grupos Cai
Dentro e Choro Livre, com o qual se apresentou nos Emirados Árabes, no
primeiro semestre. "O fato de participar de três formações contribui para
minha bagagem musical, pois cada um dos grupos desenvolve linguagem própria.
Com o Sete na Linha aumento meu conhecimento de samba", explica, aos 20
anos.
>
> Companheiro de Rafael no Cai Dentro e no Choro Livre, Henrique Neto, 19
anos, que toca violão de sete cordas, é considerado por mestres do
instrumento uma das revelações da música na capital. Há duas semanas ele
estreou como produtor, à frente do projeto Circuito do samba, que trouxe a
Brasília, para três apresentações, o sambista carioca Sombrinha,
ex-integrante do Fundo de Quintal.
>
> "Ganhei muita experiência ao produzir essa série de shows. Tive que correr
atrás de apoio, divulgação, além da parte operacional. Os resultados, porém,
foram positivos. O público lotou tanto o Feitiço Mineiro como o Bar do Calaf
e o Clube do Choro", comemora. Além de produzir os shows, Henrique tocou com
o sambista.
>
> Um dos palcos onde Sombrinha esteve, o do Bar do Calaf, é ocupado aos
sábados, a partir das 13h, pelo grupo Samba & Choro. A roda ali tem
diferentes platéias. Do início até as 17h, o público é mais adulto. "Em
seguida começa a chegar a galera mais nova, na faixa dos 18 aos 30 anos, que
vem aqui praticamente todo sábado", constata o ritmista Kunka. Ele, mais
Evandro Barcellos (violão), Valerinho (cavaquinho e vocal), Leander Motta
(bateria) e Chico Lopes (sax e flauta) estão à frente da roda de choro do
Calaf há três anos e meio.
>
> Sábado passado, a médica Flaviane Prado, 29 anos, ocupava a mesa em frente
ao palco, com as amigas Maíra Gonçalves, Daniela Assad e Jamille Carneiro.
"Venho aqui com freqüência há cinco meses, e tenho boas razões para isso.
Além da descontração do ambiente, da alegria das pessoas, posso ouvir o
melhor do samba, um dos pilares da nossa cultura popular", justifica a jovem
médica, de 29 anos.
>
> Os mesmos motivos foram determinantes para que o servidor público Gustavo
Dorella, 26 anos, de Belo Horizonte, há um ano na capital, elegesse o Calaf
um dos lugares preferidos. "A roda de samba contribui bastante para quem,
como eu, em fase de adaptação à cidade, possa conhecer melhor a alma
brasiliense. Costumo chegar mais cedo, pois antes do samba de raiz sempre
rola uma roda de choro", observa, entusiasmado.
>
> Entusiasmo semelhante têm os que vão nas tardes de sábado ao Café Cancun.
Ali, a partir das 13h, se apresentam os mais jovens chorões brasilienses, a
garotada do Choro Moleque. Mesmo demonstrando reverência com criadores do
gênero, Vinicius Viana (violão), Pedro Berto (bandolim), Renato Rocha
(cavaquinho), Bruno Patrício (sax) e Artur Souza (pandeiro) - média de
idade, 17 anos - não se atêm ao tributo. Eles ganham aplausos calorosos dos
freqüentadores do restaurante ao mostrar arranjos que criam para choros de
Pixinguinha e outros mestres. "No nosso repertório tem samba e outros
estilos, mas tocados à nossa maneira", explica o pandeirista Artur, 20 anos,
o "veterano" do grupo. "Todos tivemos o primeiro contato com o chorinho na
Escola Brasileira de Choro, que vem formando muitos instrumentistas."
>
>
> ONDE OUVIR
>
> Bar do Calaf
> (Edifício Empire Center, Setor Bancário Sul) - Sábado, a partir das 13h
>
> Café Cancun
> (Shopping Liberty Mall, Setor Comercial Norte) - Sábado, a partir das 13h
>
> Clube do Choro
> (Eixo Monumental, ao lado do centro de Convenções Ulysses Guimarães) - De
quarta a sexta-feira, às 21h30
>
> Clube do Samba
> (Feitiço Mineiro, SCLN 306) - Segunda-feira, a partir das 21h
>
> Plano B
> (Arena Futebol Society, Setor de Clubes Sul) - Sexta-feira, a partir das
22h30
>
>
>
> http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_32.htm
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