O grande barato disso tudo, é que cada um tem a liberdade de fazer o que quiser. E isso, é uma conquista que talvez a nova geração, não se dê conta da importância. Se alguém não gosta de determinada mistura, ótimo! Escute o que lhe agrade. Se alguém gosta, ótimo também! O importante nisso tudo é não impor barreiras pré-concebidas antes de avaliar um resultado final. Da mesma maneira que deve existir a liberdade para misturar, deve existir também a liberdade para ser tradicional (e também o respeito a escolha do artista - que não precisa ser famoso, pode ser eu ou você as vezes numa roda de violão num fim de semana entre amigos). Quanto aos "estilos musicais", cuidado! São grandes rótulos comericiais. O importante é que se identifique uma determinada célula rítmica tocada por determinados instrumentos - mas isso também seria impor uma certa barreira (tipo: Ah se não for tocado desse jeito não é estilo tal!). Só pra lembrar, como nasceu o choro? Da interpretação de músicas européias (polcas, etc...), por músicos brasileiros. Leia-se INTERPRETAÇÃO e não TRANSCRIÇÃO. Outro detalhe interessante: por brasileiros (compostos por negros, índios e europeus), ou seja cada um deu a sua contribuição. Ninguém sentou num piano na chegada da família real portuguesa e tocou apanhei-te cavaquinho, brasileirinho ou pedacinhos do céu. Houve todo um processo até chegar a esse ponto. Já pensou se algum músico mais conservador tivesse mandado cortar as mãos de quem não tocasse "como deveria"? Provavelmente estaríamos aqui debatendo na tribuna da polca e schottisch... O importante nisso tudo, repito, é ter horizontes abertos numa mente sem barreiras. Claro, se o resultado for ruim: rejeita-se. Senão, porque não abraça-lo? Ninguém é obrigado a gostar do que ouve, mas tem obrigação de respeitar o que ouviu (mesmo que não tenha qualidade nenhuma). Quanto a deixar o samba na dele, o rock na dele e a lambada na dela... Infelizmente meu caro, ninguém é dono da música, e a arte - graças a Deus - não deve ser presa a nada
Artur de Bem <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: é... mas eu discordo da Sandra de Sá... Ela é daqueles músicos que apóiam todo e qualquer tipo de mistura musical. Eu sou mais da filosofia, cada um no seu cada um... Se for pra misturar tudo, criemos apenas um estilo musical. Iria acabar também com o preconceito entre os estilos... Mas ae vai surgir alguém que vai querer misturar esse estilo musical único, com alguma outra coisa........ Acho também que ela quis se achar um pouco Luther King... Sei q o q ela quis dizer com a UNIÃO MUSICAL BRASILEIRA não foi de misturar os estilos... mas seria um passo... Deixa o samba na dele, deixa o rock na dele, deixa a lambada na dela... -----MENSAGEM ORIGINAL----- De: Marcelo Neder Enviada em: Sex, 25 Ago 2006 19:22:32 Assunto: Res: Re: Res: Re: [S-C] Novo DVD da Beth Carvalho >Gostaria muito que a liberdade de expressão que a internet possibilita, fosse >usada com educação e respeito, principalmente entre um público que admira um >nível de música como é o samba e o choro. Infelizmente, não é isso que de vez >em quando aparece por aqui. Sou cavaquinhista profissional, trabalhei como >assistente de um importante Luthier de Aracaju, Elifas Santana - que constrói >as guitarras baianas de Armandinho (do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e >Osmar); e hoje, pelo mercado de trabalho, moro em Salvador. > Atualmente estou contratado pela Uneb como Monitor de Música do Projeto > Universidade, Cultura e Arte, voltado para os Alunos do Pro-Uni. > Curiosamente, a aula que vou dar amanhã aos alunos será justamente sobre > preconceito musical. É importante que cada um tenha sua opinião quanto a cada > estilo musical, esse é o gosto - que por sua vez não se discute. Mas talvez, > respeitar o gosto alheio seja mais importante ainda. > Sinceramente. Não me importa a opinião que cada um tem sobre samba, axé ou > qualquer outro ritmo, mas me incomoda muito - em alguns casos me ofende a > maneira como abordam certos temas. Não quero levantar nenhuma bandeira contra > preconceito, mas ele está presente - em alguns casos escancarado - em vários > comentários que já li por aqui. Felizmente preconceito é crime. Infelizmente, > as pessoas não tem consciência disso (ou então acham que só é preconceito > quando é contra negro). Aliás falando em negro, talvez o excesso de vogais > nas letras da Axé Music tenha alguma influência da lingua Africana... Não > sei, nunca parei pra pensar nisso. Fica aí pra cada um pensar se de repente > não tem uma certa sombra de preconceito pairando no ar. Cada um tem a > liberdade de pensar e de se expressar como quiser, mas também corre o risco > de ver suas idéias contestadas. > Uma das coisas que mais admiro no universo musical da Bahia é a > permissividade, a falta de barreiras experimentais. Em alguns casos o > resultado é bonito, em outros não... Aliás uma das frases mais bonitas que eu > ouvi de uma cantora, foi aqui na Bahia: Sandra de Sá na gravação do DVD do > Harmonia do Samba (alguns vão torcer o nariz rsrsrs) "Eu ainda sonho com o > dia em existirá a UNIÃO MUSICAL BRASILEIRA" > (Espero que não vire nome de partido lançando alguém a candidato de alguma > coisa). > Espero não ter sido mal-educado ou ofendido alguém. Se fui, me desculpe. > Talvez falte mesmo um pouco de educação por aqui Artur http://www.arturdebem.blogspot.com E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina, arresolveu se casar..." (Sérgio Porto) _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta --------------------------------- Yahoo! Search Música para ver e ouvir: You're Beautiful, do James Blunt _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
