Querida G.O.

Eu entendo a sua revolta e acho que você tem razão em se sentir assim.
Infelizmente, eu não posso fazer nada pra mudar o passado, só o presente.

Uma vez que é claramente grande interessada e entendida no assunto,
acredito que você tenha propostas bastante claras e plausíveis para
solucionar o problema. Estou torcendo para que a sua luta se
concretize num futuro bem próximo.

Faço votos - de verdade - pelo seu sucesso e o de todos aqueles que se
sensibilizam pelas causas da justiça e da igualdade humana.

Se você me permite, gostaria de sugerir alguns livros que ajudariam
você na sua jornada:

- ALENCASTRO, Luiz Felipe de, O trato dos viventes: Formação do Brasil
no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII, (São Paulo: Companhia das
Letras, 2000, 525 p.)

- KARASCH, Mary. A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro (1808-1850).
São Paulo: Compª.das Letras. 2000.

- COSTA E SILVA, Alberto. A manilha e o libambo: a África e a
escravidão de 1500 a 1700. Nova Fronteira: .Rio de Janeiro, 2002.

- FLORENTINO, Manolo. Em costas negras: uma história do tráfico de
escravos entre a África e o Rio de Janeiro: séculos XVIII e XIX. São
Paulo: Cia. das Letras, 1997.

- CALDEIRA, Jorge. Mauá, Empresário do Império. São Paulo, Companhia
das Letras, 1995.


Espero ter colaborado. Estou à disposição para conversarmos sobre o
conteúdo dos livros sempre que quiser. Tenho certeza de que o debate
acadêmico só tem a contribuir para o progresso da humanidade.

Um abraço carinhoso,
Aline






On 8/27/06, Gata Oxum <[EMAIL PROTECTED]> wrote:



Querida o pagamento e remuneracao pelo trabalho escravos e danos sociais e
psycologicos seria uma forma de justtica e igualdade, e prova que branco
brasileiro tera um dia dignidade.

Alias foi bom voce mencionar a questao judia pois os Alemaes pagaram aos
Jedeus pelos danos morais e sociais causado durante a época de Hitler, voce
sabia ?

Acho que essa discurssao mostra bem o complexo de superioridade e rancor que
o Euro-Brasileiro tem em relacao aos pretos.

Como ja falei a ausencia de valores Afro_Brasileiros e invisibilidade do
negro se faz, no cimema, e na literatura, no sistema judiciario, no
parlamento, nas academias, na televisao e meios de comunicacao em geral e no
mercado de trabalho.

Raramente as radios se dedicam ao Samba, mas nao é dificil encontrar
programas so bre a vontade que o brasileiro tem de se tornar europeu ouvindo
LIzt, Chopin Mozat etc..

Existe duas radios no RJ com programas dedicados ao samba. Um é de madrugada
e outro as 9 da manha aos sabados, tem outro ao meio dia na radio mec aos
Sabados,

O Brasil nao tem racismo eu é que estou inventando.

GataOxum.


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