Olá tribuneiros!!! Perfeita Sandra, a sua "breve" síntese. Parabéns pelas belas referências. Leonardo Braga
SANDRA FARÁ <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: Olá Tribuna! Envio a mensagem para esclarecer um equívoco. Por muito tempo Paulo da Portela não promoveu nenhum partido político ou sindicato. Considerando que a organização das escolas de samba, na década de 40, envolviam mais de cem mil pessoas e Paulo era considerado seu líder, é possível imaginar um constante assédio por parte de políticos em busca de promoção. No entanto, sempre manteve-se ocupado com as entidades organizadoras do carnaval e atividades recreativas e artísticas em geral. Em termos ideológicos, jamais se pronunciou de forma que expusesse suas convicções. No entanto, há alguns episódios que devem ser destacados, embora não sejam provas de militância política. Em 1945, o Partido Comunista ganhou a legalidade. O jornal que o representava era o Tribuna Popular. O Sr. Vespasiano Lírio da Luz, secretário do partido e jornalista, propôs uma campanha visando a aproximação da massa proletária: realizar um grande desfile das escolas de samba no Campo de São Cristóvão no dia 15 de novembro de 1946. Embora o Partido Comunista pudesse considerar os sambistas como gente alienada e avessa à organização da classe trabalhadora, a idéia concretizou-se com a promoção do Tribuna Popular. O desfile fora de época foi um total sucesso e contou com as presenças de Luiz Carlos Prestes e um ministro polonês como convidados de honra. Entre os jurados, estavam o maestro Francisco Mignone e o compositor Mário Lago, além de outros intelectuais. Formou-se também uma comissão de honra com nomes importantes da imprensa e da vida literária e artística como Aníbal Machado, Jorge Amado, Dorival Caymmi e Paulo da Portela, que já ocupava uma posição de destaque entre a intelectualidade brasileira na década de 40. Naquele desfile, Paulo representava o GRES Lira do Amor, pois já havia deixado a Portela. Quando sua escola passou diante do palanque com os convidados de honra, cantaram o seguinte samba: Prestes, Cavaleiro da Esperança Foi o homem que pelo povo relutou Seu Nome foi disputado dentro das urnas Oh! Carlos Prestes Foi bem merecida a cadeira de Senador És o cavaleiro que sonhamos De ti tudo esperamos Com todo amor febril Para amenizar nossas dores E levar bem alto as cores Da bandeira do Brasil Mesmo ligado a uma escola pequena Paulo foi figura de destaque. Mais tarde, soube-se ser ele o autor do samba. Não se comprometeu politicamente, mas o que se reflete nesses versos é o reconhecimento público da figura histórica de Luís Carlos Prestes. Em 1946, Paulo se filiaria ao Partido Trabalhista Nacional, propondo um programa que apoiasse integralmente o recreativismo, facilitasse a locomoção das escolas de samba, criasse um serviço de assistência social nas sedes das escolas, inaugurasse escolas diurnas e noturnas nos morros, protegesse a infância abandonada e a velhice desamparada e incentivasse o folclore nacional. Bibliografia: SILVA, Marília T. Barboza DA. Paulo DA Portela: traço de união entre duas culturas / Marília T. Barboza DA Silva e Lygia dos Santos Maciel. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1979. Um abraço, Sandra Fará _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta --------------------------------- Novidade no Yahoo! Mail: receba alertas de novas mensagens no seu celular. Registre seu aparelho agora! _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
