Sabe de uma coisa que eu gostei na Portela esse ano?
Não sei se irão concordar, mas com o atraso da decisão
sobre qual seria o enredo a escola saiu com mais de um
mês de atraso em relação as outras do mesmo grupo. Mas
a diretoria teve a sabedoria de dar um mês para os
compositores trabalharem com calma, antes de iniciarem
as disputas. Esse é o mesmo tempo médio de todas as
escolas. E a diretoria ainda teve a incompetência de
não escrever uma sinopse detalhada por conta do
atraso, o que foi ótimo ... deixou os compositores
mais livres para criarem e saíram excelentes sambas
... foi uma visão minha ... não sei se concordam.

Carlos Linhares
21 9815-0458

--- Jorge Moraes <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> A indústria cultural tem essa contradição difícil de
> resolver, né Roberto? Ao mesmo tempo que ela paga
> melhor ao artista para produzir mais, não paga para
> produzir melhor. 
>    
>   Então os sambas- enredos, e outras artes feitas à
> base de inspiração e  paixão, vão perdendo essas
> essências em função da preocupação com o dinheiro.
> Produto de indústria cultural é como todo e qualquer
> produto: orientado para o consumo, e não
> necessariamente para o desenvolvimento do ser
> humano. Ganham a indústria, os artistas e até os
> consumidores ganham com ofertas e divertimento às
> vezes. 
>    
>   Mas a história, infelizmente, perde. Porque a
> indústria cultural não tem tradição e tampouco
> memória. Tem modernidade, descarte e, quando houver
> uma possibilidade futura de lucro, arquivo morto.
>    
>   Abraço,
>   Jorge Moraes
> 



                
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