Nada como os títulos sugestivos dos anos 30, com uma mão na agulha do gramofone e a outra no porrete...

Só dando com uma pedra nela (Lamartine Babo) c/ Mário Reis & Lamartine Babo
Vou te ripar (Noel Rosa) c/ Noel Rosa
Dá nela (Ary Barroso) c/ Francisco Alves

e tem o clássico do homem que apanha da patroa :

Ele não dorme sem apanhá (Cícero Nunes) c/ Barbosa Júnior & Dircinha Baptista


abs.

roberto de azevedo.






----- Original Message ----- From: "Wallace Roberto Santos de Farias" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Sunday, October 22, 2006 12:21 AM
Subject: [S-C] Re: letras samba e violência contra a mulher


Que tal esse bem moderno? Atente para as duas últimas estrofes.

Faixa Amarela - 1997
Zeca Pagodinho / Jessé Pai / Luiz Carlos / Beto Gago - Mercury

Eu quero presentear
A minha linda donzela
Não é prata nem é ouro
É uma coisa bem singela
Vou comprar uma faixa amarela
Bordada com o nome dela
E vou mandar pendurar
Na entrada da favela

Vou dar-lhe um gato angorá
Um cão e uma cadela
Uma cortina grená para enfeitar a janela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordado com o nome dela
Que eu vou mandar pendurar
Na entrada da favela

E para o nosso papá vai ter bife da panela
Salada de petit-pois, jiló, chuchu e "bringela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurada
Na entrada da favela

Vou fazer dela rainha do desfile da Portela
Eu vou ser filho do Rei, e ela minha cinderela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurada
Na entrada da favela

E para gente se casar vou construir a capela
Dentro de um lindo jardim com flores, lago e pinguela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurada
Na entrada da favela

Mas se ela vacilar, vou dar um castigo nela
Vou lhe dar uma banda de frente
Quebrar cinco dentres e quatro costelas
Vou pegar a tal faixa amarela
Gravada com o nome dela
E mandar incendiar
Na entrada da favela

Vou comprar uma cana bem forte
Para esquentar sua goela
E fazer uma tira-gosto
Com galinha à cabidela
Sem falar na tal faixa amarela
Bordada com o nome dela
Que eu vou mandar pendurada
Na entrada da favela


Tem até samba falando de mulher violenta:

Nega Dadivosa - 1997
Bandeira Brasil / Serginho Procópio / Luiz Cláudio Picolé - Sony / EMI

Lá vai a nega pra feira
Descendo a ladeira
Lá vai dadivosa
Vai toda faceira

A moça tem um tufão nas cadeiras
É provocante e gostosa
Só não é de brincadeira

E quando ela passa provocando
A massa
Como incendeia
Quem mexe com a mina
Não sabe que a nega
É chave de cadeia

Vestido indecente
De tão transparente que mostra
A calcinha
Lá vai dadivosa
Bonita e gostosa
Vai comprar sardinha
E até um psiu que você faz pra ela
Pode ser fatal
Estou falando sério
Já deu cemitério, já deu hospital

Malandro de verdade
Na realidade não paga pra ver, pra ver
Que a nega é danada
Boa de pernada, judó e karatê


Um abraço,

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