Te entendo, mas discordo um pouco.

É importante classificar os sub-gêneros do samba...
Mas digo de novo: não taxar tal samba como tal sub-gênero, mas temos que saber 
que existe samba enredo, partido alto, samba de partido alto (separação feita 
pelo Martinho), samba sincopado, samba de roda, samba canção, samba rasgado, 
samba de breque, etc., as misturas: samba amaxixado, samba choro, samba rock, 
samba funk, samba rancho, etc., e os derivados: jongo, ijexá, forró, maxixe, 
etc.

São tantos tipos, que o que diferencia são pequenos detalhes: as vezes uma 
levada, ritmo, forma de tocar no instrumento, melodia, harmonia, arranjo, etc.


-----MENSAGEM ORIGINAL-----
De: Marcelo Neder <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: Sex, 24 Nov 2006 11:53:20
Assunto: Res: [S-C] Pra que rótulos?


>Essa importância toda que está se dando a "classificação" de estilos musicais, 
>me lembrou uma estorinha do Horácio (aquele personagem-filósofo do Maurício de 
>Souza que é um dinossaurozinho cabeçudo nas revistinhas da Turma da Mônica). 
>Um outro dinossauro tomava banho num lago de águas aquecidas e começou a se 
>preocupar com a origem da temperatura da água:
>  " - Horácio, você já parou pra pensar porque essa água é quente? Será que 
> existe um vulcão prestes a explodir embaixo de nós? E se essa água for 
> radioativa? Ou se houver alguma substância tóxica que derrete a pele 
> dissolvida na água? Meu Deus, pode haver algum vírus mortal nessa água? O que 
> vc acha Horácio?
>   
>  (Horácio boiando na água):
>   - A minha única preocupação é que a água não esfrie" 
>
>  Sabe gente, talvez vocês devessem se preocupar mais em curtir a música, do 
> que em engessá-la em rótulos imutáveis.
>  A música patrimônio (material e imaterial) histórico e artístico da 
> humanidade, é algo vivo, que evolui. Constantemente os "doutores detentores 
> oficiais do saber" têm que sair em campo junto a fonte-geradora (população em 
> geral na maioria das vezes, iletrada) para pesquisar, redefinir e registrar 
> oficialmente a "face atual" da Música Brasileira. Na minha opinião rótulos só 
> servem para separar os Cds nas lojas (E olha que muitas vezes nem os 
> vendedores sabem exatamente se um cd é pop ou rock - que dirá se é 
> samba-canção ou gafieira).
>  Em termos didáticos acho muito mais simples apresentar o todo e suas 
> variações sem se preocupar muito com o rótulo. Na pior das hipóteses avalie a 
> célula-rítmica da música. Você pode interpretar "Vai Vadiar" como samba ou 
> como tango (igual eu já vi no Altas-Horas). A música permite isso. Talvez 
> falte mais as pessoas, e aos músicos em geral, terem consciência da 
> permissividade da Música. Principalmente da Música Brasileira. Quanto aos 
> rótulos? Minha preocupação é que a água não esfrie (nem a música)...
>   
>  Abs
>   
>  Marcelo Neder
>  Cavaquinhista
>  OMB/BA 10.180/05

Felicidades, um forte abraço e um grande beijo.

Artur de Bem Silva.
http://www.arturdebem.blogspot.com

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa 
Leopoldina, arresolveu se casá." (Sérgio Porto)
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