Caro Marcello,
Radicalismo de fato não pega bem em lugar nenhum, mas dizer que a análise
musical deve ser feita através de critérios técnicos e objetivos também não é
uma postura um pouco radical? Afinal de contas, a tribuna não é composta de
especialistas e, se os nossos artistas dependessem só do público especializado
para comprar seus trabalhso e assistir aos seus shows eles estavam perdidos.
Será que o público que prestigia o samba e as demais expressões da música
brasileira não tem condições de avaliar um trabalho artístico por não dominar
os tais critérios técnicos e objetivos? Então, o que foi feito dos critérios
que definiam o que era uma boa voz na década de 50 quando a bossa-nova chegou
cantando baixinho, sem o vozeirão das estrelas do rádio? Até hoje tem gente que
curte o vozeirão: Jamelão, Caubi, Ângela Maria continuam trabalhando, vendendo
e formando público.
Vc escreveu:
"E tem mais: me enjoa essa mania dos tribuneiros de ficarem alegando questões
de gosto e emoção para analisar música. Isso é a base da experiência sonora,
mas não da análise musical, que se faz SIM com critérios técnicos e
objetivos."
Quantos pensam em critérios técnicos e objetivos quando vão comprar um cd ou
baixar músicas da grande rede? Só os especialistas. Os "leigos", grupo do qual
faço parte, compram o que gostam, o que toca o sentimento. E esses leigos, como
vc pode atestar aqui na Tribuna, têm muita opinião.
Um abraço,
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