"....Carol, Caroline...", vai dizer que você não fica emocionada quando ouve
este samba do Raça Negra? :-) :-) :-) :-). Carolina, duas coisas. Primeiro,
eu não recriminei o Caio, apenas discordo do que ele disse, o que é comum
numa lista "de discussão". Segundo, se lhe pareci antipático peço que me
desculpe, mas apenas coloquei minha opinião sobre o tema, que neste caso é
diferente da sua , do Caio e do Gabriel. Acho que sua conduta com seu filho
é muito legal e espero que no rock que você ouve estejam incluídos Deep
Purple, Pink Floyd e Jethro Tull :-) :-) :-).
abs.
Edu Mar
----- Original Message -----
From: "Carolina Machado SEMAD" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: RES: [S-C] Sobre o Brega (ainda)
Meu caro Eduardo,
As pessoas gostam do barulho que as músicas emitem, no seu íntimo elas pouco
se importam se quem está tocando tem ou não formação musical, se existe
realmente alguém tocando, por que os computadores estão tomando também o
lugar dos músicos, elas não se importam se a letra da música fala de uma
"motinha", se fala que "Daku é bom", que "um tapinha não dói", "se a mulher
do cara" enfeitou-lhe a cabeça e o deixou por causa do outro, as pessoas
querem na verdade balançar o corpo e se sentir parte de alguma coisa, essa
coisa é a moda, tem moda da música, da televisão, é a falta de identidade
própria, é falta de filosofia na escola e em casa, é a falta da construção
do ser humano em si, é falta de questionamento sobre "quem sou eu, o que
gosto? Qual o meu papel na sociedade? Acho que o que indigna as pessoas é
essa impotência total de pelo menos mudar um pouco os rumos das coisas...
Essas pessoas não são culpadas por serem assim. É a informação que cada um
tem a oportunidade de ter, não acho que o Caio recrimina essas pessoas por
gostarem disso, não é uma questão de classe social também, você muito bem
exemplificou sobre o sertanejo universitário que é a moda, e acho que é aí
que encontramos o primeiro fio da meada. As pessoas têm necessidade de estar
atualizadas com as tendências, aí a industria fonográfica, os meios de
comunicação de massa, elegem, de tempos em tempos, novos ídolos para serem
consumidos e dizem que eles estão na moda, há pouco tempo, víamos nas ruas
um monte de moças com flores de crochet no cabelo por causa da Íris do Big
Brother, tem também as roupinhas colegiais do Lastimável Rebelde que corroeu
o cérebro de crianças e adolescentes de uma forma devastadora. Por exemplo,
uma pessoa que não tem acesso à TV fechada, é obrigado a engolir a
programação da TV aberta que com raras exceções apresenta algo realmente
interessante e construtivo.
Tenho um filho de 5 anos de idade que já tem um senso crítico muito apurado,
mas apresento a ele uma outra forma de ver o mundo, que ele é uma pessoa
única em suas formas de agir e pensar. Desde pequeno, ao invés de comprar os
CD's da Xuxa, comprava o Palavra Cantada, CD's de folclore de músicas
infantis e construtivistas, ele gosta de ouvir o samba e o rock que eu ouço,
ele gosta de ouvir O Chico que eu ouço, ser perder a identidade infantil,
ele mesmo propõe o repertório que ele quer ouvir e ninguém tira isso dele
mais, por mais que os coleguinhas dele façam tudo que ele não faz. Não posso
dizer que estou certa, mas acredito estar num caminho mais promissor porque
pouco a pouco estou construindo um ser humano que tem a capacidade de
enxergar e escolher ser o que quiser. Enfim, é uma questão muito complicada
e vai muito além do que possamos imaginar. Mas é isso aí, cada um dentro de
seus conceitos, sem ser é lógico, irracional a ponto de nem ao menos ouvir e
respeitar a opinião e os conceitos de todos. O importante é não ser
preconceituosos a ponto de nos excluir do mundo e nos tornar antipáticos
perante as pessoas que não têm o mesmo pensamento.
Um Grande abraço a todos...
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