Rapaz, não é que é Mário??? Isso que dá fazer as coisas com pressa...
Perdão, não erro mais.

O esquecimento a que me referi não quer dizer desaparecimento.
Esquecimento pelo resto do Brasil do que é a cultura de Pernambuco e o
que ela representa. Eswuecimento por parte da nossa juventude aliendada,
inclusive do próprio estado de que existe vida além da transamérica e do
Faustão, e que aquilo que está além da grande mídia tem sua
expressividade. É o mesmo que eu entendo por "não deixe o samba morrer".
É lógico que não vai morrer.

Aquele abraço,
Gabriel Gomes

Em Sex, 2007-08-03 às 14:37 -0300, Mário Tarcitano escreveu:
> Gabriel,
> 
> 
> > Márcio, o que quis dizer é que a incorporação de elementos da música
> > estrangeira não desvaloriza a música dele. Quando disseram lá atrás que
> > o funk era música de colonizado porque tinha influências estrangeiras
> > tentei mostrar que o buraco era mais embaixo.
> 
> Nesse ponto concordamos, sou totalmente a favor da mistura... para melhorar. 
> Se for para não acrescentar nada ou para piorar, deixe como está.
> 
> > Chico Science era colonizado? Pelos argumentos apresentados contra o
> > funk, o rap, o hip-hop seria. Mas é justamente o contrário. O Maracatu
> > sempre esteve lá, fadado ao esquecimento se não fosse pela Nação Zumbi.
> 
> As manifestações culturais espontâneas não estão fadadas ao esquecimento, 
> pois são feitas pelas comunidades que amam o que fazem, uma cultrura passada 
> de pai pra filho. Não estão nem aí se vão aparecer no Faustão, não precisam 
> de divulgação, fazem pela necessidade e prazer de fazer. Eles fazem seus 
> figurinos, seus instrumentos, tocam, cantam e são verdadeiros porque vivem 
> aquela cultura. O fato dessas manifestações não estarem na mídia não quer 
> dizer que elas não existam ou que estejam morrendo.
> 
> > Tem um grupo de Belo Horizonte que faz um funk-soul com fortes
> > influências da música americana ...  O grupo se chama Berimbrown.
> 
> Conheço e gosto muito, já vieram no Cultural bar, em Juiz de Fora várias 
> vezes, assim como o Farofa Carioca que também faz uma mistura muito legal 
> nessa linha. Não tenho a cabeça fechada para as misturas. Apenas sou crítico 
> em relação à qualidade delas. Não é qualquer boi com abóbora que me agrada. 
> Só isso.
> 
> Abração,
> Mário Tarcitano
> 
> PS: Se vc me chamar de Márcio mais uma vez eu te chamo de Gabriela, 
> combinado? :-)
>  
> 

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