Tá certa e tá errado ao mesmo tempo
Vamos por parte:
(...)
A minha opinião a respeito resume o seguinte: o Ariano é um homem que fez
muito pela nossa cultura é inegável, mas ele peca ao ser tão intransigente
no seu nacionalista extremado, ao ponto de ser ranzinza ou até nasistoide
com essa postura de um nacionalismo tão cego.
Não concordo com tudo o que o Ariano Suassuna diz, mas dizer que um cara que
escreveu O Romance d'A Pedra do Reino "é uma besta", como foi dito aqui, é
um absurdo. Mais absurdo ainda é tirar conclusões sobre o Ariano Suassuna
sem conhecer a sua obra, apenas pelas suas opiniões sobre cultura popular,
que me parece o aspecto mais polêmico do que ele anda falando em suas
famosas aulas-espetáculo por aí. Tampouco tem cabimento dizer que suas
opiniões são "nazistóides". Não são, Caio. Defender a cultura brasileira de
invasões alienígenas que a desvirtue, que a descaracterize sem nada agregar
a ela de bom, de importante e de interessante é antes de tudo uma obrigação
de quem tem respeito por ela. Concordo com você que isso deve ser feito com
critério, com parcimônia, com equilíbrio, sem histeria e sem medo do novo
que pode vir a surgir.
O caso de transformar a sociedade por mais de uma via ou pelas duas são
plenamente possíveis, uma não precisa excluir a outra. Por que não se pode
conseguir melhorar a condição de vida de um fulano dos guetos, dando algum
nível de instrução, que o permita enxergar o mundo que está a sua volta com
um pouco mais de clareza e ao mesmo tempo procurar ou até exigir que os
políticos tenha um pouco de vergonha na cara e formem partidos sérios, com
propostas sérias em prol do bem comum?
Os partidos são formados por NÓS - pelo menos deveria ser - e não pelos
políticos profissionais, eles são conseqüência do que nós fazemos, ou
melhor, do que NÓS DEIXAMOS de fazer. Essas iniciativas que visam mudar a
vida das pessoas individualmente - particularmente das Ong's - são
plenamente válidas, mas são de curtíssimo alcance, esse é o maior problema.
Prá quem quer mudar a sociedade a passos de cágado e sem ir prá porrada,
para o enfrentamento sério, tá muito bom. A mim, sinceramente, não basta.
Eu concordo com a Sonia diz que o PODER é o que vale, mas se for exercido
por grupos capazes, e concordo tb. com o José Henrique, que defende um
processo mais agudizado.
Que processo mais "agudizado" é esse? O processo mais agudizado que eu
conheço passa necessariamente por ações que reforcem o coletivo.
Acho que um não impede o outro e penso até que são complementares, de que
adianta um grupo no poder se a massa por ser ignorante é manobrada ao bel
prazer pelos poderosos, essa é a nossa realidade do momento e temos que
modificar esse panorama. Tô certo ou tô errado ?.....
Podem e devem ser complementares só que um processo ajuda a alguns e o outro
ajuda a muitos.
É sempre bom trocar idéias com você.:-)
Besos. Sonia Palhares (BsB-DF)
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