A pesquisa faz parte. Esse povo todo que vc citou, pesquisa, vai no IMS( 
Instituto Moreira Salles ) e pega tudo o que tem lá, etc,tec,tec...Mas, não 
gravam. Tereza Cristina, por exemplo, no primeiro trabalho, gravou só sucessos 
do Paulinho. Onde é que foram parar os sambas que ela colheu em pesquisa? 
Porra, nada contra a cantora, até gosto, mas cometeu um erro, na minha opinião. 

Vocês tem que respeitar quem dedica toda a vida a dar voz aos desconhecidos. Se 
o Terreiro Grande não fez um trabalho autoral, problema é deles. Se eles 
preferem dedicar o tempo, o trabalho, os dias de folga e tudo mais, aos 
sambistas antigos, deixa os caras. Respeitem essa escolha. Do contrário do que 
se imagina Sônia, não deve ser tão fácil como parece. Vc sabia que o disco 
deles é 100% independente? Que foi pago com o dinheiro do bolso deles? Que cada 
compositor vivo e os descendentes dos mortos receberam das mãos deles, 
diretamente, sem intermediaçõs, os direitos pelas obras executadas? Sabia 
disso? O único retorno que esses caras vão ter, e acredito que os satisfaça, é 
que esses compositores finalmente estão sendo lembrados e que através do 
trabalho deles, gente como Bracura vai se tornar melhor conhecido.

Isso está acontecendo toda hora, Sônia? tem tanta gente assim fazendo esse tipo 
de coisa? Quem? Onde? Vc citou o Monarco. O caso não cabe aqui. Se trata de um 
compositor que dentre um zilhão de músicas, depende dos sucessos emplacados por 
outras pessoas. E outra coisa que precisa ficar clara. Não cabe qualquer dos 
exemplos que você citou sobre pesquisadores. Os caras do Terreiro são sambistas 
cantando sambas de outros sambistas.Ou seja, abrindo mão nesse momento de 
divulgar canções próprias pra propagar sambistas esquecidos. Quem faz isso, 
Sônia? Quem, a não ser a Cristina, dedica a vida a isso? Se vc procurar bem, 
vai achar pouquíssimas pessoas. 

O que eu sei é que não é tanta gente fazendo isso. A maioria tá fazendo o mesmo 
samba que o FDQ, Aragão, Guineto e Cacaiqueanos, fazem. E é isso que vocês 
querem que o Terreiro grande faça? Seja mais um grupo como os milhares que 
existem? 

Espero que jamais mudem o jeito de fazer o samba. Ainda bem que eu pude 
conhecê-los.

Sônia, ouça o disco.

Abraços.

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