No Correio Braziliense de hoje, domingo, 23 de setembro de 2007, no Caderno 
Cultura, matéria sobre a Maria Rita, a seguir transcrita.

Maria Rita afirma que não pode dizer que é sambista. E exemplifica:  "Sambista 
é a Mart’nália, o Paulinho da Viola ..."

Não comprei o Cd da Maria Rita, ainda. Isso porque não fui, nesta última 
semana, a uma loja de discos, o Cd ainda não passou pela minha frente. Pois 
tenho a absoluta certeza que é um bom trabalho.

Maria Rita sabe o que faz. Canta bem, de boba ela não tem nada, nem a cara 
(também linda).

Caio Tiburcio

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Entrevista - Maria Rita




Mariana Ceratti
Da equipe do Correio
Uma nova Maria Rita invadiu as lojas de discos nos últimos dias. A cantora 
presente no encarte de Samba meu (Warner, 125 mil cópias) está um bocado 
diferente daquela que estampou as capas dos dois CDs anteriores, Maria Rita e 
Segundo. A mudança visual é a mais óbvia: vaidosa, a filha de Elis Regina exibe 
cabelos mais claros e um estilo, digamos, malandro-chique. A segunda surpresa 
vem ao longo da audição das faixas, enquanto uma cantora mais segura e solar do 
que nunca entoa 14 sambas, quase todos inéditos, registrados em um mês e meio.

“Gravar esse disco veio de uma necessidade muito pessoal de dar uma 
desengessada. Desde o meu primeiro trabalho, criou-se uma imagem de diva 
intocável que não corresponde ao meu dia-a-dia”, disse a artista, na véspera do 
lançamento do álbum. Os admiradores da cantora, aos poucos, começam a dar 
sinais da acolhida de Samba meu: na internet, por exemplo, a canção de trabalho 
Tá perdoado já entrou no ranking das mais baixadas em lojas virtuais. “Houve 
uma noite de autógrafos numa loja aqui no Rio de Janeiro em que recebemos quase 
200 pessoas. Acho que é um bom sinal”, contou Maria Rita, por telefone, ao 
Correio.

Uma das poucas regravações presentes em Samba meu é O homem falou, composta e 
registrada por Gonzaguinha, a segunda canção do álbum. A outra, Mente ao meu 
coração, tem versão anterior de Paulinho da Viola. Para o restante do 
repertório, Maria Rita escolheu seis sambas de Arlindo Cruz e companheiros – 
ele, aliás, escreveu Tá perdoado especialmente para a cantora, depois de vê-la 
na tevê. A artista ainda volta a trabalhar com antigos parceiros, como Edu 
Krieger – autor de Ciranda do mundo, do disco Segundo, ele agora assina Maria 
do Socorro e Novo amor. Abaixo, a cantora fala sobre o gênero musical que é uma 
de suas paixões, entre outros assuntos.



 Mais solar do que nunca


Por que você tinha medo de o projeto de um disco de sambas não ser bem-vindo?
Porque existe uma lenda de que o samba é um meio superfechado. Meu receio era 
de ser chamada de oportunista. Antes mesmo de o projeto nascer, fui conhecendo 
as pessoas e músicos do meio (como a sambista Mart’nália, filha de Martinho da 
Vila) e eles me diziam para gravar mais sambas – embora eu achasse que já 
estava causando má impressão quando cantei sambas nos trabalhos anteriores. Mas 
quando surgiu essa possibilidade de gravar o novo disco, todos me deram a maior 
força.

Fala-se muito na nobreza, na elegância do samba. Para você, onde mora essa 
nobreza?
Está no gingado, no tocar dos instrumentos. O dançar, especificamente, tem uma 
sensualidade, mas não é a mesma presente em outras danças. Como a dança é mais 
tradicional, faz parte da nossa cultura, tem ao mesmo tempo sensualidade e 
elegância. Numa escola de samba, por exemplo, as sambistas, mesmo com pouca 
roupa, possuem uma postura especial. Elas, os passistas, as baianas e todos os 
integrantes também têm uma entrega, um respeito por aquela música. A nobreza 
está nisso.

Você tem dito que não tem a pretensão de ser uma sambista. Qual a diferença 
entre ser uma cantora apaixonada pelo samba e uma sambista de fato?
Não posso dizer que sou sambista... e é até delicado tentar definir o conceito. 
Sou de São Paulo, de classe média, não nasci ouvindo samba, nem no morro. Há 
elementos do imaginário coletivo que eu realmente não tenho. E não sou sambista 
porque não sei qual é a conseqüência de ter gravado um disco desses, não sei se 
vou gravar só sambas daqui para a frente. Sambista é a Mart’nália, o Paulinho 
da Viola, eles vivem disso. Talvez eu seja só uma sambista temporária.

Você está bronzeada, com luzes nos cabelos e mais magra. Essas mudanças 
combinam com esse seu novo momento mais leve? Como se cuida?
Tomei consciência da importância da alimentação, parei de tomar refrigerante há 
uns dois anos, não como muito doce porque não faz bem para a voz. As mudanças 
têm a ver com meu momento, sim, porque me sinto mais madura, mas não foi nada 
planejado. O cabeleireiro me propôs esse corte, essas luzes. Eu era contra 
tintura, mas agora uso um pouquinho. São aventuras de mim comigo mesma.

E você corre mesmo de segunda a sexta-feira, como na letra de Corpitcho?
Que nada! Eu adoraria correr, não malho, não tenho disciplina, mas sei que é 
importante. Danço em casa e nos shows, é o máximo que eu faço. Correr, só de 
fotógrafo.

Por falar nisso, o quanto incomoda ver certos momentos seus explorados pela 
imprensa de celebridades?
Eu levo uma vida reservada, mas, por conta da minha profissão, sei que existem 
os fotógrafos das revistas. O que me incomoda é a mentira, a agressividade 
gratuita. Quer falar de mim? Fale da minha voz, do meu disco... Hoje, até me 
permito mais falar da minha vida pessoal porque nos discos eu canto o que sinto 
e vivo de verdade, me dôo muito. Já subi no palco com febre, doente, mal, mas 
estou sempre presente. Mais do que isso, não posso dar.

Além de cantar samba bem, você sabe dançar?
Ah... não sei, sou muito tímida. Acho que ninguém vai me ver como madrinha de 
bateria. Mas desfilar é tudo de bom. Saí este ano na Império Serrano e ano que 
vem provavelmente irei de novo.


SAMBA MEU
Terceiro disco de Maria Rita. 14 faixas. Lançamento: Warner.

http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_100.htm


De:[EMAIL PROTECTED]

Para:[email protected]

Cópia:

Data:Sun, 23 Sep 2007 15:36:05 -0300

Assunto:[Spam] [S-C] Re: Os Docinhos/Maria Rita

> Da minha parte,nada contra a Maria Irrita seguir o caminho dela.So disse que 
> ela herdou da mae(uma das maiores cantoras do Brasil em todos os tempos)o 
> humor azedo e a antipatia.Ela pode cantar samba,sim.So nao pode e tirar uma 
> de sambista.PRA CANTAR SAMBA SE PRECISA MUITO MAIS (Candeia)
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