Sonia, 
estive fora dessa discussão por semanas, um pouco por ela me interessar cada 
vez menos, mas também pelo excesso de (bom) trabalho que esse disco vem dando. 
Mas mais uma vez me sinto chamado a dar alguns esclarecimentos nesse espaço - e 
o farei sempre que achar necessário.
O Terreiro Grande, em seu curto período de existência, conseguiu angariar 
grande número de defensores e detratores (acho, e espero, mais o primeiro que o 
segundo). Faz parte do jogo. Lançar um cd é submeter-se ao crivo do público, é 
ouvir elogios e críticas, vazios ou significativos. Mas está mais  do que 
evidente que a maior parte das críticas, muitas delas bem pesadas, partem de 
uma matéria de jornal, não do disco. 
Mas vamos lá, vc diz:

"Outra coisa, os "porta-vozes", segundo o Eugênio, do grupo só sabem se dirigir 
à lista aos palavrões."

Se alguém se pronunciou aqui em nome do disco, esse alguém fui eu, sempre com 
respeito, jamais aos palavrões. É verdade que perdi a paciência com o Eugenio, 
mas não acho que "sai pra lá Brocoió" seja suficiente para me levar ao tribunal 
dessa tribuna, certo? E se o fiz foi para dar um ponto final na discussão (pelo 
menos de minha parte) com esse rapaz, que insistiu todo o tempo em levar a 
discussão para um duvidoso terreno pessoal, inclusive com os tais "palavrões" a 
que vc se refere, aliás, se vc quer mesmo saber, num clima bastante diferente 
do que rola nas rodas do pessoal do Terreiro. Mas, como eu disse, essa 
discussão realmente não me interessa e não prosseguirei nela.

Mas vamos a outra, essa sim mais interessante. Você diz:

"Não partilho da tese de que "sambista bom é sambista morto", 
além dos que já se foram, tem muita gente viva fazendo samba da melhor 
qualidade, mas respeito quem se dedica a apenas regravar sambas do passado o 
que, a rigor, não se constitui em nenhuma novidade."

Que tese é essa? O nosso cd faz parte dela? Está escrito em algum lugar lá??? 
Gravar sambas inéditos de Paulo da Portela, Candeia, Manacéa, Chico Santana se 
traduz nisso? Ou o crime é gravar um disco sem músicas de autores 
contemporâneos? Qual o problema disso? A quem incomoda?
Algumas pessoas viram em nosso trabalho um manifesto em favor de algo ou contra 
algo que não nos diz respeito. A Cristina coroa, com esse disco, o trabalho de 
uma vida de dedicação (cada vez mais exclusiva) ao samba. Sua preocupação nunca 
foi com a novidade ou com a negação disso, mas com a beleza, com a 
possibilidade que uma gravação tem de levar a mais gente a emoção de ouvir um 
samba bonito. Ouvir, em 2007, um samba inédito do Paulo da Portela, cantado com 
emoção e conhecimento de causa por dezesseis vozes é algo emocionante pra muita 
gente. Se é "novidade" ou não, não me cabe julgar.
Fico por aqui.
Abs,

Zeca

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