A partilha 

Sérgio Fonseca-Romildo

Já que não existe mais aquele amor tão profundo
o melhor que agente faz e dividir nosso mundo bis

Você fica com a vitrola e com os quadros da parede
que eu fico com a viola o meu samba e minha sede
Você fica com a gaiola e com o passarinho verde
que em qualquer brinco de argola eu penduro minha rede

Já que não existe mais aquele amor tão profundo
o melhor que agente faz e dividir nosso mundo bis

Você fica com as crianças e com toda essa mobília
que eu só quero as esperanças que não cabem na partilha
Você leva as alianças que eu farei da minha ilha
com a poeira das lembranças o meu álbum de família.

Já que não... bis

E pra não dizer depois quando a febre for mais alta
que esse amor não deu pra dois mais vontade e o que não falta
O destino e que compôs esse drama de ribalta
no seu rosto Pó de Arroz no meu peito a cruz de malta.

Já que não existe mais aquele amor tão profundo
o melhor que agente faz e dividir nosso mundo bis

Lá lá laia..

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Que espetáculo de música gravada de forma magistral por Roberto Ribeiro. Do 
álbum "Coisas da Vida" esta música em melodia e letra, traduz de forma 
melancólica a separação de um casal e a partilha de tudo. Conheci esta música 
através de um casal maravilhoso, que infelizmente se separou e deixou todos nós 
que os conhecemos um pouco zonzos. Mas, são coisas da vida ...

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