Em 08/10/07, Roberto Ponciano <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Agora, a mensagem vai...
>
> Vixe, não vou entrar neste sururu não, mas, putz grilo, já estão
> criticando cantor porque ele não é SIMPÁTICO? Ou porque a opinião dele não
> agrada...
>
> Vixe... cada vez mais isto parece uma lista de patrulhamento...
>
> Se não fosse a geração de 80, hoje as rocks estariam tocando rock, punk e
> rave, somente.
>
> Qual foi o grande pecado da geração de 80?
>
> Não tinha o apadrinhamento de intelectuais?
> Não agradou a academia?
>
> A geração de sambistas de raiz, como Candeia, Cartola, Zé Keti, etc, só
> passou a ter validade depois que a geração politizada de 64 redescobriu o
> valor do samba do morro como "música de protesto".
>
> A geração de 80 não teve a benção de Affonso Romano de Santana ou de José
> Ramos Tinhorão?
>
> E daí?
>
> Não agrada os puristas que escutam "samba de verdade" em vinis de 78
> rotações cheio de ruídos e lamentam o fim dos LPs...
>
> Pena que o samba virou mercadoria, gritam os puristas!
>
> Bom era o tempo em que os sambistas vendiam um samba por 10 merréis para
> comer e as gravadoras ganhavam fortunas às custas deles...
>
> O samba sempre foi mercadoria de consumo, o problema é que o sambista não
> recebia nada por ele.
>
> O sambista é um trabalhador da arte e tem que ser remunerado, e muito bem,
> para isto.
>
> A qualidade do samba que ele faz, aí é outra história, não existe uma
> ligação direta entre a quantidade de grana que ele recebe e a qualidade do
> samba que ele faz.
> Pode morrer miserável fazendo bom samba. Como Nélson e outros, o que é
> lamentável.
> Mas pode enriquecer também, e isto não é "pecado".
>
> Chico e Tom Jobim não deixaram de ser bons músicos por venderem bem e
> viverem vida de classe média alta com suas músicas.
>
> Há um amargor e um ranço contra uma geração que, se não tiver tido os
> mesmos méritos de Cartola, Noel, Nélsos (e realmente nenhum sambista da
> geração de 80 alcançou vôos tão altos), fizeram bons sambas e tinham uma
> proposta coerente de resistência cultural, o próprio Cacique de Ramos, o
> renascimento do bom samba de quadra nele, tinha um objetivo concreto,
> resistir ao Pop Rock da década de 80, o que até certo ponto eles
> conseguiram, aos contrários dos puristas que ficaram em casa escutando a
> primeira gravação de Pelo Telefone...
>
> Como dizia o hino desta geração, generosamente apadrinhada por Beth
> Carvalho.
>
> Podemos sorrir, nada mais nos impede, não dá para fugir
> Desta coisa de pele
> Sentida por nós
> Desata nos nós
> Sabemos agora
> Nem tudo que é bom vem de fora...
>
>
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