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To: <[email protected]>
Sent: Sunday, October 14, 2007 1:42 AM
Subject: Digest tribuna, volume 55, assunto 79


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  1. Re: Re: Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e
     amantes da boa músi =?WINDOWS-1252?Q?ca_=E9_a_de_apoiar,
     _incondicionalmente, _os?=  trabalhos de músicos bem
     intencionados. (Eugenio Raggi)
  2. Re:  Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e amantes
     da boa música é a de apoiar,  incondicionalmente,  os trabalhos
     de músicos bem intencionados. (Lenira)
  3. Re: Re: Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e
     amantes da boa músi =?ISO-8859-1?Q?ca_=E9_a_de_apoiar,
     _incondicionalmente, _os?=  trabalhos de músicos bem
     intencionados. (Eugenio Raggi)
  4. Paulinho da Viola na Revista Carta Capital
     (Sonia Palhares Marinho)
  5. Re: A nossa obrigação  (Fabio Borges)


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Message: 1
Date: Sat, 13 Oct 2007 20:09:11 -0300
From: "Eugenio Raggi" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: Re: [S-C] Re: Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e
amantes da boa músi =?WINDOWS-1252?Q?ca_=E9_a_de_apoiar,
_incondicionalmente, _os?=  trabalhos de músicos bem intencionados.
To: Lenira <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: [email protected]
Message-ID:
<[EMAIL PROTECTED]>
Content-Type: text/plain; charset=WINDOWS-1252

Lenira,

Vamos lá, então:

LENIRA: Um dos integrantes do Terreiro entrou aqui

EU: Não sabia que era "integrante" do TG. Ilustre desconhecido pra
mim. Curioso que, mais adiante, você diz que a coisa é pessoal. Não
conheço essa gente. A última vez que estive em São Paulo foi em 1993.
Não pretendo voltar. Não sei quem é essa gente.

LENIRA: pediu educadamente pra tu não ofender quem não conhece

EU: Ah, Lenira. Já falei que não é nada pessoal. Se não é pesoal, a
ofensa é puramente intelectual. E pelo que disse Didio e asseclas,
mando tomar no cu de novo. Ei, Didio, vai tomar no cu!!

LENIRA: e explicou a matéria em detalhes.

EU: Houve mentira? Houve mal entendido? Processem a Folha. Enquanto
ficar a palavra do jornalista da Folha contra a dessa gente eu fico
com a Folha. Se foi mentirada da grossa...? ENTREM na justiça. EXIJAM
indenização. Conjuguei o verbo no plural propositadamente.

LENIRA: Foi definitiva

EU: Não foi não, Lenira. Com exceção da Tropa de Choque do Terreiro
Grande (TCTG, correspondete da Stazi ou da SS), houve muito apoio
àquilo que eu disse. Fascismo é mesmo com tua gente. A palavra final é
de vocês. Definitiva. Lastimável isso.

LENIRA: até mesmo os "brigões" que defendiam o Terreiro estão mais educados.

EU: Curioso, pensei que só gente civilizada ouvia, gostava e defendia
o som mozartiano, clássico, do TG. São brigões? Como? Como alguém com
tão boa formação cultural/musical pode ser "brigão"? Como? Oh, meu
Deus!! Como?

LENIRA: Tu continua mandando quem ou a possível idéia de quem não
conhece a merda.

EU: Não, Lenira, você não entendeu. Não mandei à merda, com crase(faz
uma puta diferença, tipo lançar cocô nos outros, não é isso). Mandei
tomar no cu mesmo. Aquele orifício que serve pra cagar e - pros que
gostam -  fazer outros algos.

LENIRA: Tu tem alguma bronca pessoal.

EU: Hehe. Você não me conhece...Definitivamente!!! Sei lá onde fica
essa joça desse Terreiro Grande. Não conheço São Paulo. Não frequento.
Não tenho inimigos, nem conhecidos aí nessa terrinha(sem menosprezo,
só não tenho precisança de ir até aí.)

Abs, Lenira,

Eugenio



Em 13/10/07, Lenira<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Eugênio,

Um dos integrantes do Terreiro entrou aqui, pediu educadamente pra tu não ofender quem não conhece, e explicou a matéria em detalhes. Foi definitiva, até mesmo os "brigões" que defendiam o Terreiro estão mais educados.
Tu continua mandando quem ou a possível idéia de quem não conhece a merda.
Tu tem alguma bronca pessoal.


"Um esclarecimento necessário, para encerrar o assunto de uma vez por todas.


Você está enganado, eu entendi bem. Postura, de fato, foi o que você atacou. O problema é que você citou inúmeras vezes o nome do Didio, novamente disse que ele teve uma atitude errada com os colegas de samba, isso não é verdade. Didio é compositor, letrista, um grande letrista! Parceiro de muita gente boa... E não faz exclusivamente sambas e sambas de terreiro. Essa ofensa de tua parte - menção nesse contexto - é injusta, sua posição perante o que você leu foi exagerada.
Acho que agora você entenderá melhor...
A realidade da entrevista:
Não existe um só trecho da matéria em que Didio ataca ou despreza outro estilo samba, o repórter misturou feito, todo mundo ficou triste com essa matéria; um bate-papo informal sobre política, sobre as transformações no continente, foi desviado e contextualizado na entrevista. Inclusive, já que é pra esclarecer, quando ele veio com a perguntinha mágica que gerou tudo isso, - vocês ouvem Zeca Pagodinho? Careca, nosso companheiro, respondeu que ouvia. Neco também disse que ouvia de tudo. Alguns disseram que já ouviram e agora escutam outras coisas. Não foi publicado. Em nenhum momento, sem exceção, alguém ignorou qualquer sambista naquela entrevista. Preciso ser mais do que claro, não quero mais injustiças por aqui. Outra contextualização terrível, "agridem nossos ouvidos". O repórter novamente perguntando - pq não usam banjo etc? Tuco estava falando sobre o volume do instrumento, dizendo que o cavaco remete mais ao choro, que a sonoridade mais alta do banjo, instrumento quase percussivo, agride um pouco os violões qdo eles estão desligados. Não atacou nada e o contexto foi péssimo, soou como se ele tivesse dito que a música de fulano especificamente agride, que a batucada de cicrano, etc. Isso não existiu. O repórter já chegou perguntando e citando comparativamente outros sambistas. Não saiu da boca de ninguém qualquer nome. É só observar como as citações são curtas, se alguém tivesse lascado o malho, sairia uma bíblia naquela matéria. Antes mesmo de qualquer polêmica por aqui ou em outros lugares, o pessoal já estava chateado com o contexto da matéria. Didio falou na CBN, ao vivo, eu falei com outros jornais, foram mais de 10 entrevistas, algumas saíram antes daquela matéria. Em nenhuma tivemos qualquer problema.


Renato Martins"

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Message: 2
Date: Sat, 13 Oct 2007 20:11:36 -0300
From: "Lenira" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: [S-C] Re:  Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e
amantes da boa música é a de apoiar,  incondicionalmente,  os
trabalhos de músicos bem intencionados.
To: [email protected]
Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]>
Content-Type: text/plain; charset=iso-8859-1

"Gostaria de pedir, encarecidamente, que o sr. parasse de ofender gratuitamente pessoas que não conhece. Eu, sinceramente, não entendo a razão que te leva a fazer tais comentários tão agressivos. Saiba, os chamados "porta-vozes" do Terreiro Grande, não respondem pelo "grupo". Entenda, entrei aqui motivado por sua constante agressividade com amigos meus, que sequer vem aqui para se defender de tanta covardia.Nada temos contra o você. Nem o conhecemos. O Didio, meu amigo e irmão, é um puta cara digno, honesto, que jamais entraria nesse embate sem sentido para ofender qualquer pessoa. Porque ao invés de agredir, o sr não tenta conhecer? Acha justo, agredir por trás da tela fria de um computador, uma pessoa que não pode te olhar nos olhos? Seus comentários ultrapassaram a esfera musical, que diga-se de passagem, eu respeito todas as tuas opiniões, sem concordar com nenhuma delas. Eugênio, não conheça apenas quem nos conhece, tente nos conhecer também. Em nossa reunião de amigos, assim como no extinto Morro das Pedras, todos, sem excessão, são muito bem vindos e garanto que jamais houve destratação por parte de nenhum dos integrantes. Eu sei que a Tribuna não pode se responsabilizar pelo que dizem os seus contribuidores. Mas será que não existe algum bom-senso? Alguma espécie de moderação que evite que comentários ofensivos sejam postados? Não concordo com muita coisa que foi dita aqui, por quem nos defendeu e por quem nos ofendeu. Isso não me dá o direito de ofender também. Respeito é fundamental. Sobre as tuas opiniões sobre o trabalho do Terreiro Grande, é direito seu.Fique á vontade.


Gostaria de me desculpar com os membros da Tribuna Livre por usar esse espaço de debates, discussões e de troca de idéias, para essa questão pessoal. Mas penso que as coisas passaram um pouco dos limites."


Eugênio, e aí?



"TERREIRO GRANDE É SAMBA ADOLESCENTE... "vamos comer um leitão e tomar
umas Brahmas, Scooby-dooo?"


"E vou repetir aqui pra não deixar margens a especulações de perdão.
Esse tal de Didio é um presunçoso, arrogante e nefelibata; vai morrer
achando-se mais culto e sofisticado do que todo o resto da sociedade,
para quem ele olha de cima.É uma nulidade como artista."

Tu é cheio de maldade ou é bobo mesmo. E não concordo com nenhum defensor do Terreiro que agride, nenhum. Só que os participantes da tribuna estão fazendo vistas grossas para o comportamento grosso e agressivo que tu demonstra.



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Message: 3
Date: Sat, 13 Oct 2007 20:31:40 -0300
From: "Eugenio Raggi" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: Re: [S-C] Re: Re: Re: Re: A nossa obrigação como sambistas e
amantes da boa músi =?ISO-8859-1?Q?ca_=E9_a_de_apoiar,
_incondicionalmente, _os?=  trabalhos de músicos bem intencionados.
To: Lenira <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: [email protected]
Message-ID:
<[EMAIL PROTECTED]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1

Lenira,

'Bora lá traveiz...

LENIRA: Tu é cheio de maldade ou é bobo mesmo.

EU: Sei lá se sou bobo ou maldoso ou as duas coisas simultaneamente.
Só não vi argumentos SEUS para justificar um ou outro. Preguiça? Use
ctrl+c/Ctrl+v. Você adora falar por bocas alheias.

LENIRA: E não concordo com nenhum defensor do Terreiro que agride, nenhum.

EU: Eles agridem? Cite...Dê nome aos bois. Quem são os que agridem?
Faça seu ctrl+c/ctrl+v...ou se esconda no "agridem"... Sujeito
indeterminado é sempre bastante confortável, não é mesmo?

LENIRA: Só que os participantes da tribuna estão fazendo vistas
grossas para o comportamento grosso e agressivo que tu demonstra.

EU: Prove. Faça seu ctrl+c/ctrl+v... Quem tá fazendo "vistas grossas"? Quem?

Sujeitos indeterminados são sempre ótimos esconderijos para as
"indignações de pirro". Você passeateou ao lado de Hebe e D'Urso no
"Cansei?"


Abs, sem antes dizer, "Viva Bebeto!!"



Em 13/10/07, Lenira<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
"Gostaria de pedir, encarecidamente, que o sr. parasse de ofender gratuitamente pessoas que não conhece. Eu, sinceramente, não entendo a razão que te leva a fazer tais comentários tão agressivos. Saiba, os chamados "porta-vozes" do Terreiro Grande, não respondem pelo "grupo". Entenda, entrei aqui motivado por sua constante agressividade com amigos meus, que sequer vem aqui para se defender de tanta covardia.Nada temos contra o você. Nem o conhecemos. O Didio, meu amigo e irmão, é um puta cara digno, honesto, que jamais entraria nesse embate sem sentido para ofender qualquer pessoa. Porque ao invés de agredir, o sr não tenta conhecer? Acha justo, agredir por trás da tela fria de um computador, uma pessoa que não pode te olhar nos olhos? Seus comentários ultrapassaram a esfera musical, que diga-se de passagem, eu respeito todas as tuas opiniões, sem concordar com nenhuma delas. Eugênio, não conheça apenas quem nos conhece, tente nos conhecer também. Em nossa reunião de amigos, assim como no extinto Morro das Pedras, todos, sem excessão, são muito bem vindos e garanto que jamais houve destratação por parte de nenhum dos integrantes. Eu sei que a Tribuna não pode se responsabilizar pelo que dizem os seus contribuidores. Mas será que não existe algum bom-senso? Alguma espécie de moderação que evite que comentários ofensivos sejam postados? Não concordo com muita coisa que foi dita aqui, por quem nos defendeu e por quem nos ofendeu. Isso não me dá o direito de ofender também. Respeito é fundamental. Sobre as tuas opiniões sobre o trabalho do Terreiro Grande, é direito seu.Fique á vontade.


Gostaria de me desculpar com os membros da Tribuna Livre por usar esse espaço de debates, discussões e de troca de idéias, para essa questão pessoal. Mas penso que as coisas passaram um pouco dos limites."


Eugênio, e aí?



"TERREIRO GRANDE É SAMBA ADOLESCENTE... "vamos comer um leitão e tomar
umas Brahmas, Scooby-dooo?"


"E vou repetir aqui pra não deixar margens a especulações de perdão.
Esse tal de Didio é um presunçoso, arrogante e nefelibata; vai morrer
achando-se mais culto e sofisticado do que todo o resto da sociedade,
para quem ele olha de cima.É uma nulidade como artista."

Tu é cheio de maldade ou é bobo mesmo. E não concordo com nenhum defensor do Terreiro que agride, nenhum. Só que os participantes da tribuna estão fazendo vistas grossas para o comportamento grosso e agressivo que tu demonstra.

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Message: 4
Date: Sun, 14 Oct 2007 04:20:45 +0300
From: Sonia Palhares Marinho <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: [S-C] Paulinho da Viola na Revista Carta Capital
To: <[email protected]>
Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]>
Content-Type: text/plain; charset="Windows-1252"



Edição 466

O tempo dele é hoje



por Pedro Alexandre Sanches


Paulinho da Viola cria as primeiras canções inéditas em 11 anos, põe dois filhos na banda e fala do desapego pelo disco






Autor de sambas belos e melancólicos como Dança da Solidão (1972), Sinal Fechado (1969) e Na Linha do Mar (1973), Paulinho da Viola anda transbordando alegria. É o que se pode notar no documentário que acompanha o DVD recém-gravado para o modernoso projeto Acústico MTV, no qual histórias contadas pelo artista de 64 anos levam os colegas músicos a sonoras e gostosas gargalhadas.


O efeito se reproduz na entrevista que o sempre sério e compenetrado artista concede à CartaCapital. As histórias soam engraçadas, mesmo que não sejam. E ele exprime prazer especial em relembrar situações difíceis em que se meteu pelo lado oculto da vida de um músico, quase sempre vivido longe dos olhos e ouvidos da grande maioria do público. "A gente enfrenta de tudo, cara", resume, no rosto uma expressão entre desconsolada e divertida.


Um exemplo: "A primeira vez que toquei neste espaço (a entrevista se dá no saguão do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo) foi uma das piores coisas que aconteceram comigo. Uma das inúmeras. O show começou, aplausos, quem estava sentado bebendo se virou para ver. Mas um homem ficou o tempo todo de costas para mim. O tempo todo. É um direito dele, claro, vou dizer o quê?"


Admite que a indiferença do não-espectador o perturbou e desconcentrou, e conta como fez para contornar a situação. "Teve uma hora que disse para mim: olha, essa pessoa não existe (risos), é um fantasma que está aí, deve estar ouvindo, curtindo, só não quer ver." Outro caso: "Conheço uma pessoa de Campina Grande (PB), o Silvestre, que trabalha numa grande indústria de couro.


Eu estava fazendo o Projeto Pixinguinha lá, e no meio do show uma gambiarra quebrou e caiu em cima do público. Parei, pedi calma, tiraram uma pessoa que se machucou. Anos depois o encontrei em Copacabana com a família, veio conversar comigo, disse: 'Era eu, quebrou meu nariz, tenho o maior orgulho disso!'" (risos).


Leia toda a entrevista em CartaCapital








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Message: 5
Date: Sun, 14 Oct 2007 01:41:40 -0300 (ART)
From: Fabio Borges <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: [S-C] Re: A nossa obrigação
To: [email protected]
Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]>
Content-Type: text/plain; charset=iso-8859-1

me desculpem todos, mas preciso dizer isso e esse rapaz precisa ser lembrado de tal coisa, pra que pelo menos não se perca:

eugênio, rapaz... concluo que és um cavalo... há tempos não vejo tanta grosseria gratuita...

 isso aqui está nojento...

 lamentavelmente,
 Fábio

Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
 Lenira,

Vamos lá, então:

LENIRA: Um dos integrantes do Terreiro entrou aqui

EU: Não sabia que era "integrante" do TG. Ilustre desconhecido pra
mim. Curioso que, mais adiante, você diz que a coisa é pessoal. Não
conheço essa gente. A última vez que estive em São Paulo foi em 1993.
Não pretendo voltar. Não sei quem é essa gente.

LENIRA: pediu educadamente pra tu não ofender quem não conhece

EU: Ah, Lenira. Já falei que não é nada pessoal. Se não é pesoal, a
ofensa é puramente intelectual. E pelo que disse Didio e asseclas,
mando tomar no cu de novo. Ei, Didio, vai tomar no cu!!

LENIRA: e explicou a matéria em detalhes.

EU: Houve mentira? Houve mal entendido? Processem a Folha. Enquanto
ficar a palavra do jornalista da Folha contra a dessa gente eu fico
com a Folha. Se foi mentirada da grossa...? ENTREM na justiça. EXIJAM
indenização. Conjuguei o verbo no plural propositadamente.

LENIRA: Foi definitiva

EU: Não foi não, Lenira. Com exceção da Tropa de Choque do Terreiro
Grande (TCTG, correspondete da Stazi ou da SS), houve muito apoio
àquilo que eu disse. Fascismo é mesmo com tua gente. A palavra final é
de vocês. Definitiva. Lastimável isso.

LENIRA: até mesmo os "brigões" que defendiam o Terreiro estão mais educados.

EU: Curioso, pensei que só gente civilizada ouvia, gostava e defendia
o som mozartiano, clássico, do TG. São brigões? Como? Como alguém com
tão boa formação cultural/musical pode ser "brigão"? Como? Oh, meu
Deus!! Como?

LENIRA: Tu continua mandando quem ou a possível idéia de quem não
conhece a merda.

EU: Não, Lenira, você não entendeu. Não mandei à merda, com crase(faz
uma puta diferença, tipo lançar cocô nos outros, não é isso). Mandei
tomar no cu mesmo. Aquele orifício que serve pra cagar e - pros que
gostam - fazer outros algos.

LENIRA: Tu tem alguma bronca pessoal.

EU: Hehe. Você não me conhece...Definitivamente!!! Sei lá onde fica
essa joça desse Terreiro Grande. Não conheço São Paulo. Não frequento.
Não tenho inimigos, nem conhecidos aí nessa terrinha(sem menosprezo,
só não tenho precisança de ir até aí.)

Abs, Lenira,

Eugenio



Em 13/10/07, Lenira escreveu:
Eugênio,

Um dos integrantes do Terreiro entrou aqui, pediu educadamente pra tu não ofender quem não conhece, e explicou a matéria em detalhes. Foi definitiva, até mesmo os "brigões" que defendiam o Terreiro estão mais educados.
Tu continua mandando quem ou a possível idéia de quem não conhece a merda.
Tu tem alguma bronca pessoal.


"Um esclarecimento necessário, para encerrar o assunto de uma vez por todas.


Você está enganado, eu entendi bem. Postura, de fato, foi o que você atacou. O problema é que você citou inúmeras vezes o nome do Didio, novamente disse que ele teve uma atitude errada com os colegas de samba, isso não é verdade. Didio é compositor, letrista, um grande letrista! Parceiro de muita gente boa... E não faz exclusivamente sambas e sambas de terreiro. Essa ofensa de tua parte - menção nesse contexto - é injusta, sua posição perante o que você leu foi exagerada.
Acho que agora você entenderá melhor...
A realidade da entrevista:
Não existe um só trecho da matéria em que Didio ataca ou despreza outro estilo samba, o repórter misturou feito, todo mundo ficou triste com essa matéria; um bate-papo informal sobre política, sobre as transformações no continente, foi desviado e contextualizado na entrevista. Inclusive, já que é pra esclarecer, quando ele veio com a perguntinha mágica que gerou tudo isso, - vocês ouvem Zeca Pagodinho? Careca, nosso companheiro, respondeu que ouvia. Neco também disse que ouvia de tudo. Alguns disseram que já ouviram e agora escutam outras coisas. Não foi publicado. Em nenhum momento, sem exceção, alguém ignorou qualquer sambista naquela entrevista. Preciso ser mais do que claro, não quero mais injustiças por aqui. Outra contextualização terrível, "agridem nossos ouvidos". O repórter novamente perguntando - pq não usam banjo etc? Tuco estava falando sobre o volume do instrumento, dizendo que o cavaco remete mais ao choro, que a sonoridade mais alta do banjo, instrumento quase percussivo, agride um pouco os violões qdo eles estão desligados. Não atacou nada e o contexto foi péssimo, soou como se ele tivesse dito que a música de fulano especificamente agride, que a batucada de cicrano, etc. Isso não existiu. O repórter já chegou perguntando e citando comparativamente outros sambistas. Não saiu da boca de ninguém qualquer nome. É só observar como as citações são curtas, se alguém tivesse lascado o malho, sairia uma bíblia naquela matéria. Antes mesmo de qualquer polêmica por aqui ou em outros lugares, o pessoal já estava chateado com o contexto da matéria. Didio falou na CBN, ao vivo, eu falei com outros jornais, foram mais de 10 entrevistas, algumas saíram antes daquela matéria. Em nenhuma tivemos qualquer problema.


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