No dia 18/10/2007 um fato horrível me fez questionar.... Será que os valores
estão mudando? Fui trabalhar no bar Ò do Borogodó, como todas as terças dos
últimos cinco anos, mais desta vez fui surpreendido por um gesto que até
agora não consegui entender..... Mário Eugênio, o dono da Disk Músico -
empresa qual eu prestava serviços na década de 90 - se deslocou até o meu
ambiente de trabalho para acusar-me de um suposto rumor a respeito de sua
integridade como empresário. Segundo o que pude perceber, em meio aos seus
berros e agressões verbais, estes boatos surgiram no Rio de Janeiro(cidade
que eu não visito a algum tempo) dizia ele que eu havia "espalhado" que ele,
o empresário, me devia..... Pois é, isto é verdade, e este foi o principal
motivo pelo qual deixei de trabalhar para sua empresa. Pelo que me lembro
isto ficou muito claro no momento do meu desligamento, e eu assim como
outros músicos, arcamos com o prejuízo e o débito ficou esquecido..... até
que.....

Neste dia ele apareceu para reivindicar meu silêncio, se já não bastasse eu
nunca ter entrado na justiça para reaver a quantia que este indivíduo me
devia, fui agredido em pleno ambiente em que trabalho..... Não contente com
o festival de ofensas, ele ali dentro do bar, já insinuava gestos que
provavelmente levariam a agressões físicas. Vendo o estado emocional do meu
antigo colega não pude evitar a saída do estabelecimento, visto que minha
intenção era justamente preservar os clientes. Lá fora, junto com outras
testemunhas, tentei mais uma vez evitar que esta discussão chegasse as
agressões físicas, mais o fato é que este mesmo que me acusa de tentativa de
homicídio me surpreendeu com pontapés e socos. Segundo o que pude ler,
aquele apontado como meu comparsa ( Fabrício, meu filho) vendo a situação
procurou me defender justamente no momento em que o empresário pegara um
banco para acertar a minha cabeça. Pois será meu comparsa diante a tentativa
de um crime ou simplesmente um filho defendendo o pai?

Depois da sua atitude infeliz,  o que o empresário pretendia deu-se em fato,
um cenário típico de briga de rua. Nunca tive a intenção de me expor desta
maneira, sobretudo no lugar onde trabalho...... Com o fato consumado percebi
que precisaria me defender em termos legais, visto que já fui vítima de
outros tipos de agressões, mais nunca deste nível tão elevado... Realmente
existem dois boletins de ocorrência na delegacia de Pinheiros, que envolvem
o meu nome, mais o que a senhorita Bruna esqueceu de mencionar era que os
mesmos foram feitos por mim. Um contra o Emersom Pizindin (flautista) outro
contra o senhor empresário Mário Eugênio.

Também aproveitando esta nota de esclarecimento quero avisar ao senhor
empresário e a sua amiga desconhecida Bruna de Mello, que hoje não só
existem os dois boletins como também um processo por calunia e difamação e
agressões físicas.
Quero pedir desculpas ao bar, aos clientes que viram o que acabo de relatar
e aos leitores do site.... Tenho trinta anos de música e sinceramente nunca
imaginava que uma coisa como esta poderia acontecer.... Para encerrar fica a
questão: Será que os valores estão mudando, alem de não reivindicar meus
direitos tenho que apanhar quieto? Será tentativa de homicídio ou legítima
defesa?

José Augusto Roberto da Silva - Zé Barbeiro
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