Marco, o que fizeste??? Cara, aqui, nessa meia patota de "reis sabe-tudo", a 
discordância não é regra. Pelo contrário, é tão rara que, certamente, ou tua 
cabeça vai à guilhotina ou vão te jogar no calabouço do esquecimento, assim 
como fez Eugêniozinho e sua patota com o coitado do Mandruvá.

Vamos lá:

Sônia disse: “Então eu preciso procurar mesmo um médico, porque eu concordo em 
parte com o artigo do Nelson Motta.”

Bem, no decorrer de seu texto, previsibilíssimo, não ví a palavra DISCORDO. 
Todos os parágrafos começam com “Eu concordo.” Talvez ficou faltando as 
discordâncias, já que quase tema a tema, a concordância foi em todo, não em 
partes. Mas isso é um direito dela.

Sônia disse: “Concordo quando ele diz que o samba sempre esteve vivo e muito 
vivo. Já tive a oportunidade de dizer a Beth Carvalho que o verso "samba 
agoniza, mas não morre", do Nelson Sargento não condiz com a verdade. O samba 
JAMAIS agonizou, quando ele esteve fora da mídia continuou vivíssimo nos 
lugares onde tradicionalmente sempre aconteceu (esquinas, comunidades 
faveladas, escolas de samba, fundos de quintal, terreiros de bambas, botequins 
e comunidades de subúrbio).”

O samba jamais agonizou, Nelson Sargento está louco e Soninha Paz e Amô está 
com a razão, aliás, como sempre. E a Beth como co-autora do samba(?), realmente 
merece ouvir que os versos são mentirosos. O samba(?) de Beth vive e vive bem, 
regado a muito caviar e mirando a massa da alegoria mais suntuosa. De fato, 
jamais Beth poderia cantar tais versos. Ela é personificação do “deu certo”. 
O samba fora da mídia? Que samba? Não o samba de Beth. Esse sempre teve mídia, 
sempre animou a massa em clipes antológicos nas noites dominicais do 
Fastástico. Mas, o samba de Nelson, o velho sargento mangueirense e seus 
companheiros agonizava, sim. Até porque, depois de meio século com os sambistas 
emprestando suas composições pra lustrar os carros dos mil Chicos Violas que 
axistiam, na hora em que ele poderia estourar o peito em seu próprio nome, o 
mundo girou e tudo voltou ao mesmo lugar. 
Ah, o samba tradicionalmente, nasceu no terreiro mas ecoava nas rádios, desde 
os primórdios. Basta lembrar que o primeiro samba composto, foi lançado no 
rádio em 1917(?).

Sônia disse: “Concordo também quando ele defende as experiências de "misturas" 
que os artistas mais jovens fazem com o samba. Isso não quer dizer que eu 
goste, mas as experiências são válidas e só podemos fazer críticas depois de 
ver os resultados. O Orishas em Cuba misturou hip hop com música cubana e deu 
um resultado EXTRAORDINÁRIO. O samba autêntico, verdadeiro, tradicional vai 
sempre existir e jamais será ameaçado por essas ditas misturas, e mais, só o 
que é bom permanece.”

A única mistura boa é a da cachaça, limão, gelo e açúcar. Tascou outra coisa, 
folha disso, essência daquilo, já não é mais Caipirinha, é outra coisa. O samba 
também é assim. 
Dona Ivone Lara é quem disse: “Samba sem cavaquinho não é samba, tem que ter 
pandeiro e um violão...” e Candeia reafirmou: “Meu samba é bem melhor assim, ao 
som desse pandeiro e do meu tamborim”. Quem está com a razão? Candeia, D. Ivone 
ou Nerso Moótário? 
O Orishas em Cuba misturam isso com aquilo, e daí? Onde está a regra? 
EXTRAORDINÁRIO, na sua humilde opinião, queira frisar. 
Se o samba autêntico, verdadeiro, tradicional vai sempre existir, é porque 
apenas existe esse samba, o resto é propaganda de cerveja. E esse samba 
autêntico, agoniza, sim. Principalmente pelo fato de muito nego que NÃO É DO 
SAMBA, mas apenas um curtidor, valida as misturas e não se preocupa em separar. 
Oras, o disco de D. Maria Ritinha é samba? Qual o critério então para o que é 
samba verdadeiro, autêntico e tradicional?

Sônia disse: “Com relação ao chamado "resgate", eu mesma já havia dito aqui que 
há uma vertente no Rio de Janeiro que faz essa mesma piada "quem faz resgate é 
Defesa Civil e Corpo de Bombeiros", como também não deixa de ser verdade que 
muitas regravações de repertórios antigos muitas vezes são bem piores que o 
original. Regravar repertório antigo por si só não garante nenhuma marca de 
qualidade a ninguém.”

Bem, a piada que faz a vertente carioca sobre o resgate, mostra o quão 
originais eles são e o líder da vanguarda Nersinho Moótário, também. 

Ah, Aniceto é quem falou: 
“Quando falar em partido, quando louvar partideiro, lembrem João da Baiana e o 
velho Donga, primeiro.” E mais: “Eles entravam na roda, eram sambistas doutor. 
Falo do Partido Alto, que o Carioca não conservou”...E mais um pouco: “Hoje me 
torno antipático, pois censuro a inovação. Partido-Alto antigo, batido na mão é 
muito bom.”

E a vertente da qual Soninha faz parte responde ao Aniceto:
- “Resgate? Mané resgate, rapá! Quem faz resgate é a Defesa Civil e o Corpo de 
Bombeiros...hahahahahah” 
É...parabéns, juventude! Realmente, é uma forma muuuuuuito inteligente de se 
discutir o assunto.



Sônia disse: “É natural que um artista com profundos vínculos com a música pop 
como é o caso do Nelson Motta saia em defesa dessas experiências. Porém, 
sabemos todos que o Nelson Motta tem compromisso é com a grande indústria do 
disco e por isso mesmo só os discos de artistas vinculados as "majors" são 
merecedores da sua atenção e elogios, além, é claro, daqueles artistas que ele 
mesmo produz.”

Pode ser natural, mas eu quero é que ele se foda. Por tudo isso que você disse 
sobre ele, bastaria pra que não houvesse uma única citação sobre esse texto 
nojento e pilantra nessa Tribuna.

Vai entender...

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