Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/10/23/e231019094.html



Roberta Sá comemora maturidade e novas parcerias em seu segundo CD


Angélica Paulo, Agência JB


RIO - Foi-se o tempo em que Roberta Sá poderia ser considerada uma nova voz da 
Música Popular Brasileira. Em seu segundo CD, “Que belo estranho dia para se 
ter alegria”, lançado pela gravadora Universal Music, esta potiguar de 
nascimento e carioca de coração mostra que este é um rótulo que ficou para 
trás. Agora, a definição que melhor se aplica à cantora é de grande nome da 
MPB. E isto pode ser verificado ao longo das 13 faixas de um álbum mais maduro, 
como a própria Roberta costuma definir.

- Houve um amadurecimento grande em termos de parceria, tanto das que eu já 
tinha no “Braseiro” (seu primeiro CD), quanto as que eu conquistei neste novo 
trabalho – confirmou a cantora, ressaltando a participação de compositores como 
Rodrigo Campello, Lula Queiroga e Pedro Luiz, entre outros.

“Que belo estranho dia...”, assim batizado por causa da faixa “Que belo 
estranho dia de amanhã”, do pernambucano Lula Queiroga, parceiro constante 
Lenine, traduz a visão otimista de Roberta com os dias atuais, mesmo diante de 
tantas mazelas pelas quais o país vem passando.

- Fico muito triste com nosso dia-a-dia, com a falta de educação dos cidadãos. 
Acho que a gente reclama muito dos governantes quando, na verdade, fazemos 
muito pouco para mudar esse quadro – revelou, para logo depois ressaltar que o 
que mais faz falta hoje em dia são os pequenos gestos do cotidiano. – Não é 
você subir o morro ou entrar para o Bope que vai fazer diferença e, sim, ter 
mais cortesia, tratar as pessoas com delicadeza, com mais respeito.

É justamente esse olhar esperançoso que se nota nos sambas e jongos que compõem 
o novo álbum, como nas faixas “Fogo e Gasolina” e “Samba de Amor e Ódio”, ambas 
compostas por Pedro Luiz e Carlos Rennó, uma visão leve e bem humorada da 
atualidade, porém, sem ser alienada. Tudo isso aliado aos excelentes músicos 
que acompanham a cantora, além da voz bem cuidada de Roberta.

- Tenho muito cuidado com minha voz. Procuro não sair em véspera de show, 
porque sei que ela não agüenta – afirmou, citando como exemplo o cantor Roberto 
Silva, que aos 84 anos possui voz cristalina e grande vitalidade. – Quero ser 
como ele. Cantar até os 90, 100 anos, se puder.

Camaleônica, como muitos amigos costumam descrevê-la, já que está sempre 
mudando de visual, Roberta diz não sofrer muito com o assédio dos fãs, nem 
mesmo quando freqüenta um de seus lugares preferidos no Rio, Lapa, local de 
boemia e ponto de encontro dos principais nomes do novo samba carioca, como Edu 
Krieger, Rodrigo Maranhão e Teresa Cristina.

- Quando os fãs me reconhecem, sempre se aproximam de uma maneira muito 
carinhosa, sem invadir meu espaço. Acho que isso depende muito também da 
postura do artista mesmo, dele não ficar se sentindo um ser diferente – resumiu.

Esta jornalista que nunca exerceu a profissão surgiu no meio artístico durante 
a primeira edição do programa “Fama”, na TV Globo. Só que enquanto a grande 
maioria participava do reality show buscando um lugar ao sol no mundo da 
música, para Roberta o programa teve a função de um marco definitivo do qual 
seria seu papel no mundo.

- Quando fiz o teste, era apenas uma estudante de jornalismo que gostava de 
cantar. O “Fama” foi importante para definir o que eu querida da vida, mas em 
termos artísticos. De lá pra cá, me formei, apesar de nunca ter exercido a 
profissão, e mudei muito também.

E a mudança pode ser sentida três anos depois. Em 2005 surgia “Braseiro”, 
considerado por muitos críticos como o melhor CD daquele ano e que teve como 
carro-chefe a música “A vizinha do lado”, de Dorival Caymmi, tema de uma novela 
das oito. A partir daí o interesse pela voz de Roberta só tem aumentado, como 
sua agenda pode comprovar. Com o lançamento do segundo álbum, os compromissos 
têm-se avolumado, mas nada que impeça a sempre irrequieta artista de pensar em 
projetos paralelos. Um deles já está bem definido.

- Quero muito lançar um disco com o Trio Madeira Brasil (conjunto instrumental 
nascido no Rio de Janeiro), mas acho que vai demorar um pouco, até por causa do 
CD novo. Além do mais, eles estão para lançar novo trabalho, em comemoração dos 
dez anos de carreira. Fora as viagens ao exterior, que eles já têm programadas.

Um destes intermináveis compromissos da cantora acontece hoje, no Allegro 
Bistrô da Modern Sound, em Copacabana, onde Roberta apresenta o show de 
lançamento de “Que belo estranho dia...”.

- O show basicamente é o mesmo que tenho apresentado em outros palcos. A 
diferença é que a Modern Sound tem uma proximidade maior com o público, o palco 
fica ali pertinho e isso torna a coisa mais especial.


[ 17:09 ]   23/10/2007


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