Crente? Não eu apenas sei ler. Bicho, eu não acho que deturpei nada. Da maneira que vc falou, pareceu que sambista de verdade vira o capeta, e não é bem assim. Obviamente não estou me referindo a ninguém largar o pandeiro, e soltar peido de enxofre com dois chifrinhos e um rabo pontudo. Me referi a sair na porrada mesmo. Se não foi o que vc quis dizer, então vc não foi claro (o que é normal em uma discussão em que se digita rapidamente sem reler o que escreveu), pois o que estava escrito deu a entender isso.
Quanto as informações sobre a cavaquinho qual assunto vc gostaria que conversássemos? Luthieria e Cavaquinho? As variações de palhetadas no samba, no choro, no samba-de-roda, no baião, no ijexá, na ciranda, na chula ou na toada de boi? O cavaquinho como solista no choro? Gêneros Musicais que utilizam o cavaquinho fora da região sudeste? Cavaquinhistas do samba? Cavaquinhistas do Choro? Captações para cavaquinho? A relação histórica entre o cavaquinho e a guitarra-baiana? O cavaquinho de 5 cordas? Caicó (guitarra-baiana de 4 cordas com afinação de cavaco)? Bibliografias pedagógicas para o ensino do cavaco? Harmonia? Minhas referências são: Waldir Azevedo Zé Menezes Mauro Diniz Henrique Cazes Toco-Preto Luciana Rabello Jaime Vignoli (que eu me lembro tocando cavaquinho na sala da minha casa quando eu era moleque, na época do Coral e Tal, lá na Rua Uruguai na Tijuca) Canhoto Walmar Amorim Edson 7 Cordas (que além do instrumento que o apelida, simplesmente manuscreveu o método de cavaquinho mais completo que eu já me deparei) Alceu Maia Nilze Carvalho Garoto Sim é claro, já ia me esquecendo, Jonas é fabuloso. Aprendi muito observando as palhetadas dele no época de ouro, graças ao Youtube, pois infelizmente ainda não pude encontrá-lo pessoalmente. Eliane Marzullo (do canarinhos de petrópolis) Apesar de não ser conhecido como cavaquinhista, e sim como um dos maiores banjos do Brasil: Arlindo Cruz (melhor palhetada desse instrumento, na minha opinião) Ah! E como poderia me esquecer dela? My great cavaco-loura-star: Roberta Ninistra Tem também o Paulinho (da viola, apesar de não ter conhecimento dele tocando esse instrumento - a viola). Choro Negro é um clássico. O pessoal da Chula de São Braz. Os moleques de rua de Santo Amaro da Purificação (esses sim viram o diabo com o cavaquinho na mão), os velhinhos que tocam cavaquinho na casa do Prof. Argolo em Aracaju (já esses se transformam em verdadeiros anjos quando tocam). Aílton Reiner Dudu Reis Seu Osmar do Cavaco (Salve Velha Guarda...) Meu filho Maurício (tá bom, anula esse, porque sou suspeito-coruja pra falar) Armandinho Macêdo (o sacana toca cavaco, não acreditei quando vi, entreguei o cavaquinho na mão dele e ele - sem mudar a afinação - ficou harmonizando e tudo - e Seu Osmar lá de cima devia estar rindo da minha cara junto com Dodô) Tem também o Nelson Alves, que o Cazes cita no Escola Moderna do Cavaquinho. Eu não conheço nenhum áudio antigo registrando o trabalho dele, mas como quem cita ele é o Henrique Cazes, eu tenho que no mínimo ter a curiosidade de buscar uma partitura, um registro antigo, ou pelo menos procurar saber nas leitura por aí afora, em quê ele contribuiu para o desenvolvimento do cavaquinho. Concordo com vc quanto ao fato do samba ser um espaço aberto e livre. Essa característica é uma das que mais me apaixonam. Da mulata sambando na roda segurando a barra do vestido na altura do joelho, ao gringo desengonçado com dedinho pra cima. Os malas também são bem-vindos, quem sabe sambando eles não deixam de ser malas (desde que não percam a alça) Agora, quanto a vc estar passando por cima de décadas de história do samba, agora é a minha vez de escrever mais claramente e não deixar brecha pra mal-entendidos. Ao afirmar, (peraí que vou copiar e colar) "Pois, é...um dia tu encontra SAMBISTA DE VERDADE pela frente E VÊ O DIABO DE PERTO. Cara, deixe um pouco o teclado, vai aprender a segurar um cavaquinho, vai bater um tamborim ao menos." OBSERVAÇÃO 1: Fiz questão de ressaltar em caixa alta pra ser melhor compreendido. Não vou dar uma de crente mas de professor de português (que nem de longe eu sou) Vc relacionou "sambista de verdade" com "ver o diabo de perto", ou seja ligou uma idéia a outra. Como se essa fosse uma característica de quem é "sambista de verdade". Rótulos a parte, não vejo nenhuma distorção ao comparar o que eu entendi com o que vc escreveu OBSERVAÇÃO 2: Ao acabar de copiar e colar esse trecho, me dei conta de uma possível incoerência em uma idéia que vc citou. Ao me responder, vc ressaltou o fato do samba ser um espaço aberto e livre. Não sei se foi sua intenção - espero que tenha sido - mas me pareceu que vc citou isso como uma coisa boa e louvável. No entanto na continuação da frase que eu copiei e colei (vou copiar de novo ressaltando em caixa alta outro trecho): "Pois, é...um dia tu encontra sambisa de verdade pela frente e vê o diabo de perto. Cara, DEIXE UM POUCO O TECLADO, VAI APRENDER A SEGURAR UM CAVAQUINHO, VAI BATER UM TAMBORIM PELO MENOS". Percebeu? Nessa frase fica parecendo que quem toca teclado, não sabe segurar um cavaquinho ou pelo menos bater um tamborim, não é bem visto no samba. Uma idéia chocou com a outra, gerando a incoerência. Mas enfim! Ninguém vai lhe crucificar por isso. Eu também louvo a presença da diferença no espaço aberto e livre do samba e também fico puto em ver as merdas que muita gente faz lá dentro (atire a primeira pedra quem não tiver sentimentos contraditórios com o discurso). Por último, vc citou que no campo das idéias tudo é válido e aqui é uma discussão pessoal. No campo das idéias tudo é realmente válido. Não se censuram idéias. Idéias se debatem. As idéias que procedem são falhas e por si mesmo, acabam ficando obsoletas e ultrapassadas por outras mais evoluidas, já as verdadeiras não precisam fazer o menor esforço pra se imporem. Até quem tenta desmascará-las acaba provando a sua autenticidade. Mas enfim! Não vou ficar aqui discutindo filosofia. Se a questão é pessoal, não me meto em questões pessoais. Não sou menino de recado, nem dono da verdade. Por favor vão discutir fora do meu e-mail e respeitem minha privacidade Eu faço parte da tribuna para debater outro assunto e não abro mão desse espaço por nada. Bicho não vou até o início das primeiras mensagens por que esses dias abri minha caixa de entrada e tinha umas 800 mensagens, não tive dúvida deletei 75% delas. E se vc diz que não agrediu ninguém nas suas primeiras mensagens, quem sou eu pra duvidar? Eu já acesso aqui a uns 4 ou 5 anos e até hoje não agredi ninguém (pelo menos não que eu me lembre, se agredi foi mal aê viu? Desculpas atrasado...) A mim mesmo não lembro de ter sido ofendido (até me lembro, mas faço questão de esquecer... então já esqueci, viu? Nem sei mais de que assunto estamos falando...) Se quiser trocar e-mails uso também o [EMAIL PROTECTED] Meu perfil no orkut é: Marcelo Neder (Papel) Cerveja eu não bebo, mas umas ampolas de guaraná antártica jogando conversa fora, serão muito bem-vindas. De preferência no Beco de Gal aqui em Salvador, (Ou se preferir vir aqui no Carnaval em cima do trio a vista também é muito boa - mas lá em cima é proibido bebida). No mais, agora sem usar ironia nenhuma, desejo do fundo do coração que vcs resolvam o parangolé de vcs e que tudo volte a ficar em paz Abs Marcelo Neder Pedro Glovia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: Marcelo, desculpe cara, mas você é crente? Não deturpe o que eu disse sobreo capeta, por favor. Mas isso não vem ao caso. Bem, vamos lá. Falei do Edu, mas tranquilo, quer conversar numa boa? Eu sei também. Você vive de música, dignamente? Cara, legal pra você. Não vou aqui desmerecer o teu trabalho. Como você fez questão de ressaltar, nem nos conhecemos, não é mesmo? Não faria isso, cara. Não precisa se encher de modéstia pra falar da sua qualidade como músico, não. Se você é bom, ótimo. O samba é quem ganha com isso. Você entende de cavaquinho? Legal, cara. Eu também. Uns dos meus instrumentos prediletos e, talvez, o que eu tenha um pouco mais de habilidade pra sustentar.Podemos trocar informações interessantes sobre ele, o que acha? Conhece o trabalho do Walmar? Luciana Rabello? Jonas? São as minhas referências. E as tuas? Sobre muitos frequentadores das rodas de samba, não serem sambistas de verdade, eu concordo, cara. na verdade, isso se deve ao fato de o samba ser um espaço aberto e livre. Qualquer um pode frequentar, inclusive os malas que se acham sambistas mas não são.A roda de samba, como diversos outros lugares, não está livre de pessoas má intencionadas.Em qualquer meio existe isso, não é? Eu estou passando por cima de décadas de história do samba? Eu, Marcelo? Marcelo, não confunda as coisas, meu caro. Isso aqui é uma discussão pessoal e no campo das idéias, tudo é válido. Na verdade,a questão aqui é extremamente pessoal, com um e outro daqui, só. Desde o início, e se você for até os históricos, verá que, minhas primeiras mensagens, não agridem ninguém. Mas, como eu disse, se quiser, podemos trocar e-mails ou até mesmo nos encontrarmos para falar de samba, cavaquinho, tomar umas e bater papo furado, cara. Abraços. _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta Abra sua conta no Yahoo! 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