Fonte: http://www.tribuna.inf.br/


"Essa é a hora, a hora é essa" 


Aos 26 anos, Diogo Nogueira lança o primeiro disco, gravado ao vivo

Zaira Brilhante


Ele tem presença cênica, ginga e sabe cantar. Ninguém discute que Diogo 
Nogueira é um daqueles presentes que o samba e a música brasileira, em geral, 
receberam nos últimos anos. A dúvida que poderia pairar é de se o moço 
seguraria a onda de um CD como faz no palco. A resposta veio na forma de uma 
bolachinha dupla - CD e DVD, que levam o nome do rapaz - gravada ao vivo, 
exatamente como ele gosta e faz melhor. "É claro que é muita responsabilidade 
um primeiro trabalho ao vivo. Mas eu queria fazer desta maneira. Não tenho 
experiência em estúdio. E prefiro ao vivo, porque minha carreira começou no 
show", afirma.

E é assim, no gogó, que ele comanda as 14 faixas do disco, entre elas, canções 
do pai, João Nogueira, como "Poder da criação" e "Batendo a porta" (ambas 
parcerias com Paulo César Pinheiro). Mas Diogo não fica só nos vocais, em 
alguns momentos acompanha no violão um time de grandes músicos, formado, entre 
outros, por Alceu Maia - que além do cavaquinho, assina a produção - Dirceu 
Leite, Wallace Peres e Marçalzinho, filho de Mestre Marçal. O álbum ainda traz 
participações importantes, como as de Marcelo D2, Xande de Pilares e Marcel 
Powell.

O DVD é um registro mais longo do show (gravado em julho, no Teatro João 
Caetano) com seis músicas que não foram incluídas no disco: "Minha missão", 
"Súplica", "Do jeito que o rei mandou", "Água de chuva no mar", "Espelho" e o 
samba-enredo da Portela deste ano, que leva a assinatura de Diogo (ao lado de 
Ciraninho e Celsinho de Andrade), "Os deuses do Olimpo na terra do Carnaval: 
uma festa do esporte, da saúde e da beleza", que encerra a seleção, levantando 
ainda mais o público.

Por falar em Portela, a escola do coração novamente será representada por uma 
canção do rapaz. É dele o samba escolhido para 2008, "Reconstruindo a natureza, 
recriando a vida: o sonho vira real". Depois de uma final com quatro 
concorrentes, o trio - que desta vez teve ainda a ajuda de Jorge Scafura e Ari 
do Cavaco - foi bicampeão no último dia 12. "É uma paixão, um amor muito grande 
o que eu sinto por essa escola. Fiquei muito feliz e emocionado com a escolha, 
afinal, é também uma escola importante e reconhecida, com 21 campeonatos", 
acrescenta.


Expectativas 

Diogo comemora o bom momento e, de certa forma, a retomada do samba, provocada 
em grande parte por nomes como ele. "É como disse Nelson Sargento, ele agoniza 
mas não morre. E isso é excelente, porque o samba é nossa cultura. E não é só 
do Rio, é de todo o Brasil. É maravilhoso poder viver este momento. A hora é 
essa, essa é a hora", brinca, dando de ombros para a crise do mercado 
fonográfico. "É um momento muito difícil para lançar um disco, mas as minhas 
expectativas são muito boas", comenta.

Diogo não se incomoda quanto às comparações com o pai. "É muita 
responsabilidade, mas encaro como uma coisa boa, que ajuda a manter a memória 
dele acesa". Hoje, o rapaz canta ao lado dos amigos de João, gente como o 
grande Nei Lopes e a dama Beth Carvalho. "É uma honra. São pessoas que viviam 
lá em casa, nas rodas de samba que meu pai fazia. Nunca imaginei um dia dividir 
o palco com eles", afirma ele, que lança o CD oficialmente em novembro, com 
show no Canecão, e, depois de apresentar o trabalho para o público do Rio, 
segue em turnê pelo País.

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