Presidente da Mangueira confirma homenagem a Fernando Beira-Mar
Percival levou grupo de ritmistas para a festa de casamento na Barra.
Homenagem foi para "abrilhantar" o "enlace" do casal Jacqueline-Fernandinho,
diz ele.
O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Percival Pires, confirmou ao
G1 ter feito uma homenagem ao traficante Luiz Fernando da Costa, o
Fernandinho Beira-Mar, e à advogada Jacqueline Alcântara de Moraes, que
também está presa sob a acusação de associação para o tráfico, formação de
quadrilha, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O motivo da festa foi o casamento de Fernando e Jacqueline. A Polícia
Federal considera que Jacqueline vem conduzindo os negócios ilegais do
marido.
Pires entregou um diploma da escola durante a festa organizada pela noiva,
no dia 20 de outubro, em uma casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio,
para comemorar o casamento, realizado em setembro na penitenciária federal
de Campo Grande (MS), onde ele cumpre pena.
"Estive lá, sim. Fui para prestar uma homenagem à amiga. Ela é uma pessoa,
gentil, amável, que admira a escola. Gosto muito dela e fui lá para
abrilhantar a festa deles", disse, acrescentando que a foi acompanhado de
oito ritmistas, um casal de mestre sala e porta bandeira e três passistas.
As fotos em que o presidente aparece entregando o diploma a Jacqueline foram
apreendidas pela Polícia Federal e publicadas nesta quarta-feira (28) pelo
jornal "O Dia". O material foi apreendido durante a Operação Fênix, quando
Jacqueline e outras 10 pessoas acusadas de fazer parte da quadrilha de
Beira-Mar foram presas.
O diploma em homenagem ao casal traz os seguintes dizeres: "O Grêmio
Recreativo Escola de Samba Estação Pimeira de Mangueira parabeniza os
nubentes Jacqueline Alcântara de Moraes e Luiz Fernando da Costa pelo enlace
matrimonial. Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2007. Assinado, Percival
Pires, presidente".
Presença do tráfico
A PF investiga informações de que pessoas ligadas ao traficante estariam
utilizando camarotes na quadra da escola, entre eles Marcelo da Silva
Leandro, o Marcelinho Niterói, um dos homens de confiança de Beira-Mar, que
está foragido.
Segundo o delegado chefe da Divisão de Repressão aos Entorpecentes da
Polícia Federal do Rio de Janeiro, delegado Victor César Carvalho dos
Santos, a quadrilha de Beira-Mar mantém ligações estreitas com o tráfico do
Morro da Mangueira.
No local, estaria funcionando o grande entreposto de drogas da maior facção
criminosa do estado e estaria servindo de base para reuniões dos chefes do
tráfico de outras favelas, conforme publicado pelo G1, no dia 23.
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