Pô Edu, mas mesmo assim.
  Não estou querendo levantar uma bandeira sobre moral e bons costumes e posar 
de bom moço. Mas, sei lá! Não concordo, só isso.
  Pra mim soa meio q uma brincadeira de mal-gosto.
  Por mais que esteja lendo os e-mails da galera dizendo que tem o contexto da 
época, o cara é velho, representa um pensamento antigo, coisa e tal (como diria 
Riachão: "galinha assada, coisa e tal.. sabe como é, Malandro?)
  Ainda mais não concordo de jeito nenhum com essa verdade universal feminina.
  Sou mais Vinícius:
  "...Senão, é como amar uma mulher só linda. E daí? Uma mulher tem que ser 
qualquer coisa além da beleza. Qualquer coisa de triste. Qualquer coisa que 
chora. Qualquer coisa que sente saudade"
   
  Tá certo, tá certo... antes que atirem a primeira pedra, também discordo de 
Vinicius quando ele fala "...da beleza que vem da tristeza de se saber mulher; 
feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor, e ser só perdão"
   
  Agora Edu, confesso que sou meio lerdo pra certas coisas (não sei se o fato 
de ler a tribuna sempre as 3 da manhã contribui pra isso), e por mais que eu 
fizesse força não consegui achar o hilário nessa frase. Mas como piada 
explicada perde a graça, deixa pra lá... Sou meio tapadinho mesmo...rsrsrsr
   
   
  Abs
   
   
  Marcelo Neder

"Eduardo S. Martins" <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
  Marcelo, o samba do Vanzolini é nitidamente um xiste humorístico, querer 
vê-lo com os olhos do que seja politicamente incorreto é bobagem. Eu acho 
hilariante, se fosse ignorante no claro ou ardente no escuro, eu lhe 
asseguro, não faria falta a paz, essa é uma verdade sobre mulheres que é 
universal, he! he! he! he!
abraço,
Eduardo Martins

----- Original Message ----- 
From: Marcelo Neder


Desculpem-me por nadar contra a corrente...
Mas eu achei a letra infeliz
Não sei se é excesso de rigor interpretativo,
mas pelo que entendi, mulher que dá samba:
deve ser competente, manter a cama limpa, servir o café, ser ardente no 
escuro (e burra no claro...). Não vi poesia nisso...
Meu conceito de mulher que dá samba vai além da "utilidade".
Letra machista (pra não dizer cafajeste)
Lembra um pouco aqueles textos do Monteiro Lobato em que preto quando acha 
de ser bom, vale por dois brancos...
Além disso o título tem (não sei se só eu que sou meio tarado e enxerguei 
isso) uma ambiguidade beirando o vulgar - basta acrescentar uma virgula 
depois do verbo... rsrsrsr 



       
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