Amigos

Camunguelo e sua flauta inseparável farão muita falta nas rodas de samba da 
cidade. Ele era a referência do sambista descompromissado, que ficava a vontade 
em qualquer roda, em qualquer botequim, sem se importar se cantava para dez ou 
para mil. Dono de um senso de humor quase inabalável, guardarei para sempre a 
lembrança da última vez que estive com ele, numa roda de samba em Oswaldo Cruz 
no mês passado.

Fazia samba, versava e improvisava na flauta com a mesma naturalidade com que 
respiro e, acima de, tudo era um amigo muito querido. 

Camunguelo, vá em paz e leve o nosso último aplauso para a eternidade.

Wallace

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