Fonte: http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_5.htm
Para ninguém ficar parado
Projetos de samba, choro, pop e rock agitam bares e casas noturnas da cidade,
com atrações ao longo da semana em várias regiões
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Irlam Rocha Lima
Da Equipe do Correio
Já foi o tempo em que Brasília no verão significava marasmo. Atentos à
permanência cada vez maior de moradores e da presença de turistas na capital
nesse período do ano, produtores artísticos vêm criando opções para quem se
dispõe a sair da frente da televisão (ou do computador) e ir à luta em busca de
um bom agito nos bares e casas noturnas da cidade.
Neste verão, possivelmente inspiradas na Lapa, o resgatado bairro boêmio
carioca, rodas de choro e de samba se espalham por vários locais. Mas não falta
quem aposte no forró, na mistura rítmica e nas festas embaladas pelo pop rock e
pelas batidas eletrônicas. O certo é que há diversão para todos os gostos – na
maioria dos casos, acessível ao bolso de quem está a fim de gastar pouco para
cair na farra.
Bons projetos foram criados especificamente para janeiro, mas há, também, os
adaptados para a ocasião, como os das boates Trend Lounge, Nix, Sabatash, Blue
Space, Espaço Galleria, e das casas noturnas Gate’s Pub, UK Brasil, O’Rilley,
Bocanegra, Platz e Café Cancun, que oferecem um mix de música ao vivo e som
eletrônico voltado para a pista de dança.
Para quem quiser curtir música instrumental de qualidade num ambiente
descontraído, com ares alternativos, boa pedida é a roda de choro da lanchonete
e bar Tartaruga, na entrequadra 714/715 Norte (em frente ao colégio Leonardo da
Vinci), que rola às sextas-feiras, a partir das 17h. “A roda teve origem no
quiosque que mantemos no Departamento de Artes da Universidade de Brasília
(UnB). Antes de nos fixarmos na 714/715 Norte, passamos pela 408 Norte e pelo
Arena Futebol Clube”, lembra Rogério Córdova, sócio do bar juntamente com o
irmão Paulo Tartaruga.
Músicos – Rogério toca pandeiro e Paulo, violão –, eles comandam a roda de
choro que reúne instrumentistas conhecidos, como Léo Benon (cavaquinho), Márcio
Marinho (cavaquinho), Dudu Sete Cordas (violão), Laércio Pinheiro (violão) e
Gabriel Tunes (flauta). “O mais bacana na roda do Tartaruga, além dos
improvisos e desafios, é a participação espontânea de músicos de choro, que se
juntam ao grupo base”, comemora Rogério. Ele destaca, por exemplo, Alencar Sete
Cordas, Dudu Maia, Valerinho, Evandro Lacerda, além de Antoine, contrabaixista
da Orquestra Sinfônica de Teatro Nacional, e de Ricardo Dourado, professor do
Departamento de Música da UnB.
O Samba de Verão, no Arena, igualmente às sextas-feiras, surge como outra
atraente opção. O responsável pela suingueira amanhã, a partir das 22h, é a
banda BossaNovoSambaGroove, formada por Fábio Cavanha (voz e violão), Tiago
Cunha (bateria). Léo Goulart (voz e percussão), Felipe Portilho (piano
elétrico) e Bruno Aguiar (voz e baixo). “O que fazemos é uma festa da música
brasileira, interpretando repertório de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico
Buarque, Baden Powell, Jorge Ben Jor e Novos Baianos, entre outros”, explica
Bruno. “Sempre temos convidados e os desta semana serão o DJ Bemleo e o
percussionista Tatu”, informa.
Na Acadêmicos da Asa Norte (Setor de Clubes Norte), a movimentação aos
domingos, depois das 17h, fica por conta da mistura do choro e do samba do
projeto Folia do Choro & Cia. “Nas duas primeiras horas, tocamos clássicos do
chorinho e temas menos conhecidos de autoria dos grandes mestre. Em seguida, a
roda de samba se forma e o público pode ouvir criações de Noel Rosa, Cartola,
Candeia, João Nogueira e Roberto Ribeiro, por exemplo”, anuncia o cavaquinista
Léo Benon, que tem em sua companhia Dudu Sete Cordas (violão), Márcio Marinho
(cavaquinho), Guto Martins (surdo), Augustinho (pandeiro), Tonho (percussão),
Paulão (bandolim) e Marquinhos Benon (voz).
Sambão do Árabe
A cantora Renata Jambeiro, que acaba de lançar o primeiro CD, está à frente do
grupo de sete músicos que, desde outubro, anima o Setor Comercial Sul com uma
roda de samba aos domingos, com início às 16h – sempre com a participação de
convidados. O Sambão do Árabe – o nome vem do restaurante que abriga a roda – é
uma criação conjunta de Fabíola e Rômulo Pessoa e de Ana Luíza Mendonça e
aparece como mais um atrativo para a temporada de verão.
“O samba caiu definitivamente no gosto dos jovens em Brasília. São eles que
mantêm freqüência expressiva aqui no Árabe. No dia 23, tivemos algo em torno de
600 pessoas. Obviamente, a qualidade dos músicos contribui para isso”, afirma
Fabíola. Quem já descobriu o lugar foram Robertinho da Mangueira e Marcelo
Amorim, figuras carimbadas nas rodas da cidade.
Esquentando os Tamborins é o nome do projeto comandado pela banda Salve Jorge
no Bar do Calaf, onde são sucesso as rodas de samba de terça e sábado e os
projetos Criolina (música negra), às segundas, e Lorota Boa (com grupos de
forró), às quartas. “Nossa proposta é fazer das quintas-feiras do Calaf, até a
véspera do carnaval, ponto de encontro de quem curte um som dançante, que vai
de Jorge Bem, sempre, ao frevo pernambucano, passando pelo samba e as
marchinhas carnavalescas”, propõe Leonardo Goulart, vocalista da Salve Jorge.
Criador do Lorota Boa, Cacai Nunes está à frente do Sabadabadá, projeto com o
legítimo forró pé-de-serra, que estreou sábado passado no Blackout, no Clube da
Asceb (904 Sul). “Ousamos ao levar o projeto para um espaço originalmente de
rock. Pelo que observamos na estréia, com Paulinho do Forró e o grupo Xamego
Bom, o público está em busca de alternativas para se divertir, além das
tradicionais rodas de choro e samba”, comenta Cacai. As próximas atrações do
Sabadabadá serão Trio Marrom e Os Sociais do Forró (SP), Trio Eu, Tu, Eles (ES)
e Trio Juriti (SE).
Inaugurado há dois meses, o Teatro Beco da Rua 8, no subsolo do Café da Rua 8
(408 Norte), transformou-se logo num concorrido palco para cantores e bandas
brasilienses com trabalhos no segmento pop rock. Para Sthel Nogueira, diretor
artístico do lugar, a idéia é dar voz e vez aos artistas da cidade. “Agora, em
janeiro, estamos com a programação fechada até o dia 31, com shows de quarta a
sábado”, comemora.
Com capacidade para 54 pessoas sentadas, o Beco da Rua 8, de acordo com
Nogueira, tem conceito parecido com os de pequenos teatros da Europa e dos
Estados Unidos. Hoje, o público poderá assistir ao show Mestiço, com Dillo e
Jeff nas guitarras e Marcelo Marsall no baixo. Amanhã será a vez da banda WD 40
Acústico, com rock dos anos 1970 e 1980; no sábado, a cantora Thais Uessugui
lança o CD Japonega.
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Aonde ir
TEATRO BECO DA RUA 8
Café da Rua 8 (408 Norte, subsolo). Programação de quarta-feira a sábado, a
partir das 21h. Hoje, show de Dillo e a Gang, com versões acústicas do Disco
Mestiço. Couvert artístico: R$ 10.
ESQUENTANDO OS TAMBORINS
Bar do Calaf (Setor Bancário Norte, Edifício Empire Center, térreo) .
Quinta-feira, a partir das 21h. Couvert artístico: R$ 10.
RODA DE CHORO DO TARTARUGA
Tartaruga (714/ 715 Norte). Sexta-feira, a partir das 17h. Couvert artístico:
R$ 2,50.
SAMBA DE VERÃO
Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Sul). Sexta-feira, a partir das 22h.
Ingressos: R$ 10.
SABADABADÁ
Blackout Bar (Clube da Asceb, na 904 Sul). Sábado, a partir das 18h. Entrada
gratuita até as 18h e, depois, R$ 8.
SAMBÃO DO ÁRABE
Bar e Restaurante Árabe, (Setor Comercial Sul, Edifício Baracat, térreo).
Domingo, a partir das 16h. Couvert artístico: R$ 10 (homem) e R$ 7 (mulher).
FOLIA DO CHORO & CIA.
Acadêmicos da Asa Norte (Setor de Clubes Norte). Domingo, às 18h. Ingressos: R$
10 (homem) e R$ 5 (mulher).
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