Matéria da Karina Gomes Barbosa, do excelente Caderno Brasília, do jornal Hoje 
Em Dia, edição de hoje, tem como tema o Moacyr de Oliveira, o Moa.

O portelense Moa,  é o apresentador oficial de shows que ocorrem no restaurante 
Feitiço Mineiro/Brasília, como ocorreu com o projeto "Gente do Samba". E é um 
eterno tribuneiro.

O texto está transcrito em seguida


Caio Tiburcio



Paixão pelo Carnaval


Karina Gomes Barbosa
Repórter


A vida de Moacyr de Oliveira, o Moa, sempre esteve ligada ao Carnaval. 
Paulistano, o jornalista era freqüentador da quadra da escola de samba Vai-Vai 
no Bixiga, centro de São Paulo. A escola ele escolheu por conta do time de 
futebol. «Sou corintiano, e naquela época não tinha a Gaviões da Fiel. Como a 
Vai Vai era branca e preta...», conta.

Quando veio para Brasília em 1977, transferido como repórter, foi um dos 
fundadores, em 1978, do Pacotão, bloco carnavalesco mais tradicional da 
capital. Na época, os integrantes procuraram a Aruc, que deu todo apoio ao 
bloco _ e que selou a parceria definitiva de Moa com o Carnaval. A bateria 
passou, inclusive, a desfilar com o bloco. «Nessa época, me aproximei da Aruc», 
lembra. «Como sou portelense, ficou tudo em casa», completa.

Em 1985, Moa passou a viver, ativamente, a vida da escola. Desde 1989, a 
maioria dos enredos é dele _ o único de outro autor é o de 2002. «Assumi essa 
parte, me dei bem com isso. Mas não sei desenhar um copo. Entrego o texto, a 
pesquisa, com todas as indicações para o pessoal. Faço a concepção», explica 
ele, que foi presidente da Aruc por duas vezes.

Entre os momentos marcantes, ele cita o título de 1993, que representou o 
octacampeonato, com enredo falando justamente da escola do coração, a Portela. 
Em 1997, a Aruc voltou à avenida após três anos, e o sentimento era forte, 
recorda. Além do título com 10 em todos os quesitos, Moa teve outra emoção: uma 
de suas filhas, portadora de necessidades especiais, desfilou.

Moa narra que tanta dedicação à Aruc já lhe rendeu problemas. «Meus filhos, 
família, ficam bravos porque no Carnaval a gente se consome», revela. 
Normalmente, Moa tira férias do trabalho na época do Carnaval para se dedicar 
100% à escola. «Isso dava uma confusão, porque em vez de viajar, eu ficava 
cuidando do Carnaval. Não é uma obrigação, mas está no sangue!», afirma.

A paixão pelo Carnaval é tamanha que, entre 1994 e 2006, Moa dividia seu 
Carnaval entre a Aruc e a Portela. Desfilava numa cidade e pegava o avião 
correndo para a outra - dependendo da ordem dos desfiles. «Já saí direto da 
dispersão, na Sapucaí, para o aeroporto», diverte-se. Moa acha que o período de 
duas folias acabou, por conta do cansaço da operação, «mas nunca se sabe...».

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