Sônia,

O problema não é condenar aproveitadores por causa do purismo. A música 
brega-popularesca (que vai dos bregas dos anos 70 aos funkeiros, passando por 
breganejos, axézeiros, arrocheiros, forrozeiros-bregas etc.), que não passa de 
uma mera música comercial (como o "irrit-pareide" norte-americano), não é de 
forma alguma uma renovação de nossa música.

Quando criticamos os aproveitadores musicais - como um Chitãozinho & Xororó que 
tenta tapear a debilidade artística com covers de Renato Teixeira e Clube da 
Esquina, ou como o Exaltasamba bajulando o Jorge Aragão - , não estamos sendo 
de forma alguma puristas, reacionários, nostálgicos, elitistas ou qualquer 
outra acusação injusta que vier. Estamos apenas zelando pela preservação da 
cultura brasileira, ameaçada por modismos confusos, de péssimo teor artístico, 
e que são patrocinados pelas oligarquias do latifúndio, pelos donos dos meios 
de comunicação, pelos políticos de direita.

Será que todos se esqueceram que nomes como Zezé Di Camargo & Luciano e 
Alexandre Pires tiveram o respaldo de Fernando Collor nos anos 90, e que boa 
parte do sucesso da axé-music teve o "inocente" apoio do falecido Antônio 
Carlos Magalhães?

Chega de ter peninha. Vamos zelar pela MPB de qualidade, que não conta com 
cadeira cativa na TV aberta e que quando muito tem que botar música na novela 
das oito/nove para fazer algum sucesso nas rádios.

Abraços a todos.

Alexandre Figueiredo
Site Ensaios Patrimoniais
http://br.geocities.com/alexfig1971
 
       
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