"A vocação do Clube da Imprensa para o samba era inegável."

A matéria só esqueceu de dizer que não havia samba nenhum no Clube até que, em 
outubro de 2007, um grupo de amigos se reuniu para fazer uma roda, sem cobrar 
um tostão, por amor à arte. Meses depois, após muito esforço, estava 
consolidado o espaço e um público cativo, composto por pelo menos 120 pessoas, 
que começou a freqüentar o espaço por causa da roda.

Foi aí que o sr. Wilson Bebel procurou o Clube da Imprensa - como a própria 
diretoria do Clube afirmou em nota publicada nesta Tribuna, e ao contrário do 
que diz a reportagem - com a proposta de montar uma roda de samba exatamente no 
mesmo dia, horário e espaço onde já acontecia nossa roda. E isto sem sequer ter 
a decência de nos consultar, embora já tivesse ido à nossa roda e sido bem 
recebido, como todos que lá foram. Em português claro, isso se chama 
oportunismo e falta de ética.

Como qualquer pessoa que mora aqui pode atestar, Brasília é uma cidade com 
muito espaço físico, mas poucos locais de convivência, inclusive rodas de 
samba. Porque o Bebel não escolheu qualquer outro local pra sua iniciativa? Ou 
porque não o mesmo espaço, mas em outro dia? É assim que ele quer "colaborar 
com o fortalecimento do movimento cultural em prol da valorização do samba na 
capital do país", como diz o release do projeto? Detonando uma roda que já 
existia, e que foi construída com muito esforço? Quanta hipocrisia! 

Não tenho palavras para expressar minha indignação.

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