Matérias do jornal Correio Braziliense de hoje, segunda, 18 de agosto, sobre o 
mestre Dorival Caymmi, em seguida.

Os artigos merecem ser lidos e são assinadas pelos jornalistas João Paulo, 
Ricardo Miranda, Irlam Rocha Lima e Pedro Brandt.

Caio Tiburcio

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Buda nagô

Mestre na arte de colorir o mundo com notas musicais, Dorival Caymmi, mesmo sem 
pressa, nunca ficou parado




João Paulo
Do Estado de Minas
A Bahia tem 365 igrejas, mas só teve um Dorival Caymmi. O compositor, em mais 
de 70 anos de carreira, construiu um obra que marcou a história da cultura 
brasileira e fez o país ficar mais interessante, alegre e inteligente. 
Trabalhada numa dimensão de tempo muito particular, sem pressa, cada canção de 
Dorival já nascia perfeita. Homem profundamente culto, conhecedor de música 
erudita e de poesia, representava um tipo raro de artista, que quanto mais 
sofisticado, mais simples e comunicativo.

Muito antes da bossa nova, ele já demonstrava sensibilidade para as harmonias 
impressionistas de Debussy e Fauré; conhecia bem a obra de Bach e Gershwin; 
aprofundou-se na música modal a partir dos cantos de candomblé; reconhecia a 
influência do samba de Sinhô. Leitor de bom gosto, fez de suas letras um 
momento único na poética da música popular, no uso de recursos modernos e na 
harmonização do violão que destacava a força musical dos versos.

Acontece que ele era baiano. E, na verdade, talvez antecedesse o que hoje 
parece distinguir a Bahia no cenário da cultura nacional. De certa maneira, ao 
lado de Jorge Amado, ele é o criador da moderna baianidade, no que ela tem de 
mais importante culturalmente. Por isso, o fato de ter morado a maior parte de 
sua vida no Rio de Janeiro e alimentado seus sonhos de tranqüilidade em 
Pequeri, na Zona da Mata mineira, terra da mulher Stella, não o afastaram de 
seu lugar natural.

Se a Bahia foi o espaço ideal, o tempo foi o do ócio criativo. Caymmi 
trabalhou, e muito, desde cedo. Compôs uma obra que, em termos de qualidade, 
talvez não tenha par na música popular (enquanto alguns artistas célebres 
produzem 10 canções para garimpar uma obra-prima, Caymmi nunca errou a mão). 
Foi ídolo do rádio, do cinema, da tevê, dos palcos, dos discos. Do rádio, no 
momento de sua maior importância cultural; do cinema, na meca hollywoodiana, ao 
lado de Carmen Miranda; na tevê, brilhou em programas no Brasil e no EUA. Há um 
empenho quase zen nessa capacidade de participar de tudo sem mudar a substância 
pessoal. Gilberto Gil dedicou a ele a canção Buda nagô, o “príncipe que 
principiou a idade de ouro da canção”. Como nunca teve pressa, Dorival sempre 
estava pronto.

Com seu andar de moça prosa, a canção Rosa morena se tornaria, muitos anos 
depois de composta, uma espécie de bossa nova antes da hora. O próprio inventor 
da nova batida, João Gilberto, em uma de suas raras entrevistas, reconheceria a 
inteligência rítmica e harmônica da canção, em sua capacidade de mudar os 
acentos e valorizar a poesia com sua naturalidade. Dorival, mesmo sem pressa, 
nunca ficou parado. A bossa nova bebeu em Dorival, assim como mais tarde o 
tropicalismo. Caymmi não era apenas uma referência, uma baliza, mas um 
compositor vivo, que contribuía para que tudo mudasse, mesmo sem sair do lugar. 
Como se já soubesse de tudo antes. Um Buda nagô tem dessas artes divinatórias.

O mar, quando quebra na praia, é bonito. Todo mundo sabe disso, mas foi preciso 
que Dorival cantasse. A ligação do compositor com o mar da Bahia de sua 
juventude vai atravessar toda sua obra e reaparecer, de tempos em tempos, como 
um movimento de marés. Ele chamou essa parte de sua obra de canções praieiras. 
Não é apenas o nome de um conjunto de músicas, mas a invenção de um gênero, 
como defendeu o folclorista Luís da Câmara Cascudo. O primeiro LP de Caymmi, de 
1954, ganhou o nome de sua invenção. O disco Canções praieiras foi registrado 
todo em voz e violão. A voz grave, de barítono, com sabedoria para dizer os 
versos que eram sublinhados pela melodia. O que mais chama a atenção nesse 
conjunto é que os dois elementos da canção são igualmente descritivos: a letra 
fala do mar, a melodia imita o mar. O violão não é apenas um instrumento 
musical, mas uma espécie de pincel que descreve a paisagem sonora do mar. 
Caymmi, que pensou em ser pintor antes de cantar, realiza em suas praieiras o 
projeto impossível de colorir o mundo com notas musicais.

Dengo
Transformar o dengo em música foi talvez o mais fundamental de toda obra de 
Caymmi. A presença feminina, além de personagens como Dora, Marina e Doralice, 
está na própria concepção da música. Caymmi compôs sambas femininos, como 
defende Francisco Bosco em livro sobre a obra do compositor. Enquanto a 
linhagem carioca do samba tem uma virilidade que se traduz no sincopado, a 
criação caymmiana coloca o dengo no centro de tudo. É um samba que bole, 
sacode, rebola. Que deixa a gente mole.

O amor acontece na vida. E nem sempre tem final feliz. Por isso Dorival Caymmi, 
além de cantar a Bahia, o mar, os pescadores, a religiosidade, as mulheres e o 
remelexo, compôs sambas-canção de fossa. No lugar do homem simples que parece 
pintar o que vê olhando para a praia, Caymmi ajudou a construir a música 
urbana, com temas que remetem às grandes cidades, ao cenário de bares e boates. 
Houve quem protestasse que o cantor do povo se bandeasse para a burguesia. Mas, 
como sempre, ele deixou o tempo correr. O cantor, nesse momento de seu 
trabalho, fala de sofrimento afetivo e parece mudar seu olhar do mundo exterior 
para a complexidade da alma. Só louco, Não tem solução, Nunca mais, Nem eu e 
Marina são exemplos desse período.

Entre os pares que o valorizavam como um dos maiores compositores brasileiros 
de todos os tempos estavam Ary Barroso e Tom Jobim, para ficar nos gigantes, e, 
mais recentemente, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Luiz Tatit e 
Arnaldo Antunes, entre outros. Talvez a mais poderosa das homenagens venha em 
forma de canções que fazem de Caymmi personagem da história. É o caso de 
Paratodos, de Chico Buarque: “Contra fel, moléstia, crime, use Dorival Caymmi”; 
ou Toquinho e Vinicius, em Tarde em Itapoã: “Depois na praça Caymmi, sentir 
preguiça no corpo”; ou na bela celebração de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo 
Emílio, em Nação: “Dorival Caymmi falou pra Oxum, com Silas estou em boa 
companhia, o céu abraça a terra, deságua o Rio na Bahia”.

Não é possível imaginar o que teria sido a música popular brasileira sem 
Dorival Caymmi. Certamente seria outra, não apenas pela falta de suas canções, 
mas pelo que elas inspiraram em outros artistas e movimentos musicais. Em meio 
à sensação de vazio, ficou uma certeza: a rede de Deus, sábado, voltou cheia.



No mausoléu de Carmen Miranda

Ricardo Miranda
Da equipe do Correio

Rio de Janeiro – “Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia” (letra de Saudade da 
Bahia) era entoada baixinho pela baiana Solange Jovelina Barreto da Silva, 76 
anos, olhos vermelhos, que parecia saída de um livro de Jorge Amado ou de uma 
letra de Dorival Caymmi, mas que ontem coadjuvava na despedida do homem que, 
para muitos, definiu a baianidade – e a brasilidade – em suas canções. No mesmo 
mausoléu no cemitério São João Batista, em Botafogo, em que está o corpo da 
cantora Carmen Miranda, para quem eternizou O que é que a baiana tem?, Dorival 
Caymmi, 94 anos, foi fincado definitivamente em solo carioca, cidade que 
escolheu para viver em 1938.

Levado por um caminhão do Corpo de Bombeiros, o corpo chegou ao cemitério às 
15h30, sob aplausos, escoltado por Dori, xará do pai, que caminhou até o túmulo 
sem tirar a mão do caixão. “É pai, eu não largo de jeito nenhum”, avisou. Ao 
passar por uma frondosa goiabeira, o filho se emocionou. “Quero ser enterrado 
assim, sob uma goiabeira.” Os outros filhos, Nana e Danilo, muito emocionados, 
ficaram um pouco distantes, enquanto Dori organizava tudo. “As bandeiras!”, 
gritou, antes de o caixão baixar. Bandeiras do Flamengo, do Brasil, do estado 
do Rio e da Bahia foram empilhadas em um retrato final da alma múltipla do 
artista.

No enterro, havia pouco mais de 200 pessoas. Os poucos fãs que não eram 
parentes ou velhos amigos estranharam o fato. Um deles, com sotaque baiano, 
gritou, referindo-se à famosa praça em Salvador: “Se fosse na Castro Alves 
estaria lotado", disse. “É uma injustiça muito grande mesmo. O Caymmi tinha que 
lotar isso aqui”, repreendeu o cantor e compositor Marcos Valle, da chamada 
“segunda geração” da bossa nova, ao lado do irmão, o instrumentista Paulo 
Sérgio Valle.

Um trecho da obra de Caymmi serviu às palavras finais do filho Dori, que 
recitou um pedaço de João Valentão. “E assim adormece esse homem/ Que nunca 
precisa dormir pra sonhar/ Porque não há sonho mais lindo do que sua terra”, 
cantou, enquanto o caixão baixava lentamente. “Vai o homem, fica a obra para 
sempre”, completou Dori, revelando que tem uma parceria inédita com o pai, 
escrita nos anos 1970, chamada Toada à-toa, que agora pretende gravar. “Estamos 
perdendo a parte física de Caymmi, mas a obra está aí. Nossa responsabilidade é 
grande para honrar essa obra no imaginário do povo brasileiro”, disse Dori. “É 
o maior baiano de todos que já conheci”, amplificou o ex-ministro da Cultura, o 
músico baiano Gilberto Gil.

“O Caymmi hoje a gente já pode até considerar um orixá”, pleiteou o compositor 
João Bosco. “A gente fica com a sensação de que tudo começou com ele”, 
simplificou a cantora Leny Andrade, para quem sua “revirada do olho” será tão 
inesquecível quanto sua obra. O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro conseguiu 
parar de chorar para dar sua palavra definitiva sobre o velho amigo. “É um 
pedaço da identidade brasileira, um dos nosso heróis reais, que foi embora”.





Admiradores em série

De João Gilberto a Chico Buarque, passando por Gilberto Gil e Cássia Eller, um 
elenco estrelado regravou as canções de Dorival

Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
Arquivo Pessoal

A musa do tropicalismo, Gal Costa, lançou disco em 1976 só com repertório de 
Caymmi (Foto)



João Gilberto sempre cantou Dorival Caymmi, em discos e em shows. Não foi 
diferente nas apresentações que fez pelo projeto ItaúBrasil, em comemoração aos 
50 anos da bossa nova, quinta e sexta-feira, no Auditório Ibirapuera, em São 
Paulo. Acompanhado apenas por seu violão, emocionou o público ao interpretar, 
com sua voz sussurrante, três clássicos da obra do patriarca da música baiana: 
Doralice, Rosa Morena e Você já foi à Bahia.

Discípula de João, a também baiana Rosa Passos prestou homenagem a Caymmi na 
noite de sábado, no Teatro Castro Alves, em Salvador. A sensibilidade da 
cantora aflorou ainda mais ao falar com saudade do mestre, na abertura do 
espetáculo, e cantar Vatapá e Marina.

Entre as maiores estrelas da MPB, é difícil citar alguém que ainda não tenha 
gravado Caymmi. De Chico Buarque a Maria Bethânia, de Caetano Veloso a Cássia 
Eller, de Gilberto Gil a Zélia Duncan são muitos os que têm a voz registrada em 
algum CD, reverenciando o genial compositor, morto sábado no Rio de Janeiro, 
aos 94 anos. Sua obra, com pouco mais de 100 títulos, não chega a ser extensa, 
mas algumas dessas músicas ganharam incontáveis regravações.

Há quem levasse a admiração por Caymmy às últimas conseqüências, ao 
homenageá-lo com discos em que suas canções são ouvidas do começo ao fim. Desse 
grupo de artistas fazem parte, além dos filhos Dori, Danilo e Nana (Para Caymmi 
– 90 Anos), Olívia Hime, (Mar de algodão – As marinhas de Caymmi), Jussara 
Silveira (Canções de Caymmi), Gal Costa (Gal canta Caymmi) e Rosa Passos (Rosa 
Passos canta Caymmi).

Em 1976, Gal, vista, então, como a musa tropicalista, colocou sua voz 
afinadíssima a serviço de um repertório antológico, reunido no Gal canta 
Caymmi, em que se destacam os clássicos Dois de fevereiro, Nem eu, Peguei um 
Ita no Norte, Só louco e Pescaria. O LP viria a ser considerado pela crítica, 
ao lado do Fa-tal, um dos melhores álbuns da cantora.

O Rosa Passos canta Caymmi é outra homenagem de quem, ainda adolescente, 
conheceu o ídolo no bairro do Rio Vermelho em Salvador. “Eu tinha 16 anos 
quando, com minha irmã mais velha, fui ao encontro de Caymmi. Nervosa, cantei e 
toquei violão para ele, que me elogiou quando nos despedimos”, recorda-se.

Mais tarde, Rosa viria a se tornar amiga de Dori, Danilo e Nana: “Abri show da 
Nana em Brasília, no final da década de 1970. Com o Danilo, dividi palco também 
em São Paulo”.

A cantora conta que o compositor “gostava muito” do Rosa Passos canta Caymmi. 
No álbum, lançado pela Lumiar Discos, ela exibe sua voz com sotaque 
bossanovista e rica em nuances, na interpretação de pérolas como Das rosas, 
Milagre, O bem do mar, O samba da minha terra, Sábado em Copacabana.

“Gravei Caymmi, pela primeira vez, num dos quatro discos que acompanharam o 
songbook dele. Cantei Valerá a pena, uma de suas músicas menos conhecidas. 
Produzido por Almir Chediak, o songbook, lançado em 1993, oferece, 
praticamente, toda a obra do compositor em 82 faixas, com a participação de 
mais de 100 artistas. Aliás, foi na gravação de Sábado em Copacabana que Zélia 
Duncan (à época Zélia Christina) foi descoberta e contratada pela Warner.







O que é que o baiano tinha?

Pedro Brandt
Da equipe do Correio

Dorival Caymmi morreu no último sábado e, de lá para cá, muito foi falado sobre 
o cantor e compositor. Mas, afinal, o que é que o baiano tinha? Vida e obra do 
autor de É doce morrer no mar, Maracangalha e Saudade da Bahia se confundem com 
o folclore e o estilo de vida associados a seu estado, de modo a parecer fácil 
entender por que ele foi tão querido e conhecido no Brasil. “Tem músicas que as 
pessoas conhecem, cantam a letra todinha, mas não sabem que é dele, acham que é 
folclórica, de um anônimo”, observa o ensaísta e escritor Francisco Bosco, 
autor do livro Folha explica Dorival Caymmi.

Bosco esclarece que mestres na música brasileira existem vários, a exemplo de 
Noel Rosa, Tom Jobim e João Gilberto, mas Caymmi é um caso singular. “O Noel 
ajudou a criar e a consolidar o samba. O João Gilberto, a mesma coisa com a 
bossa nova. Mas, nos dois casos, era possível entender de onde eles vieram – o 
ambiente e contexto no qual eles viveram te permite entender como surgiu sua 
música. O Caymmi não. É difícil entender de onde veio sua música porque não tem 
nada no contexto no qual ele viveu que indicasse que pudesse surgir um trabalho 
como o dele – principalmente as canções praieiras. Não tem nada como ele antes 
ou depois. Ele praticou um gênero de um homem só.”

A obra de Dorival Caymmi se divide entre as canções praieiras, os sambas 
buliçosos e os sambas-canção. Em todos os casos, cantou o amor, as belezas 
naturais da Bahia e sua cultura. No total, sua discografia não chega a duas 
dezenas de discos (e pouco mais de uma centena de canções). “Uma obra 
relativamente pequena, mas de um número elevado de obras-primas”, avalia o 
jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello. Depois de alguns compactos de 
78 rpm, lançados entre 1954 e 1955, primeiro álbum do cantor, Canções 
praieiras, saiu em 1954.

Em 1985, ele lançou seu último disco, Caymmi, mas ainda gravaria participações 
especiais nos projetos Caymmi\'s grandes amigos (dos filhos Danilo, Dori e 
Nana), de 1986, Família Caymmi (mais uma vez com os filhos), do ano seguinte, e 
Família Caymmi em Montreux, de 1991. A aparente simplicidade das canções do 
cantor, de imagens poéticas precisas e instrumentação por vezes minimalista, 
talvez esconda a complexidade das músicas – o que explica serem confundidas com 
o folclore.

Associado ao trabalho musical, o carisma de Caymmi ajudou a criar o mito. “Ele 
era dotado de um charme inigualável. Fui entrevistá-lo certa vez para preparar 
um material para a edição do Prêmio Sharp que iria homenageá-lo. O conhecimento 
artístico dele era impressionante. Você conversava com ele sobre jazz como se 
conversasse com um jazzista, sobre pintura como se conversasse com um pintor”, 
lembra Zuza Homem de Mello.

Francisco Bosco também guarda boas lembranças de seu encontro com o baiano. 
“Encontrei-me com ele apenas uma vez. Eu e meu pai (o cantor e compositor João 
Bosco) passamos uma tarde muito agradável na casa dele. Ele tinha um grande 
prazer na memória, em contar histórias.” Para Zuza, deixou um conselho que até 
hoje o jornalista cultiva: tomar um copo de água em jejum. “Passei a fazer isso 
religiosamente”, ri.


SUGESTÃO DE LEITURA
Caymmi: uma utopia de lugar, de Antonio Risério. Editora Perspectiva/Copene, 
1993. Folha explica Dorival Caymmi, de Francisco Bosco, Publifolha, 2006.
http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_92.htm




De:"Paulo Serau" [EMAIL PROTECTED]

Para:"Caio Tibúrcio" [EMAIL PROTECTED],"eugenioarantes" [EMAIL PROTECTED]

Cópia:"tribuna" [email protected]

Data:Sat, 16 Aug 2008 14:22:02 +0000

Assunto:RE: [S-C] Adeus Dorival!!!

com toda certeza, caião...

dorival soube amar a tudo e muito ao tempo...





> Date: Sat, 16 Aug 2008 11:17:41 -0300
> Subject: Re:[S-C] Adeus Dorival!!!
> From: [EMAIL PROTECTED]
> To: [EMAIL PROTECTED]
> CC: [email protected]
>
> Dorival Caymmi está entrando no céu, agora. Entrada triunfal, os anjos 
> perfilados batem palmas ...
>
> Logo na entrada, vai fazer uma Oração pra Mãe Menininha ...
> Talvez ... relembrar que pegou um Ita no Norte e ficou com Saudade da Bahia, 
> Saudades de Itapoã, do Coqueiro de Itapoá, que Acontece Que ele é Baiano ... 
> mas passou o Sábado em Copacabana.
>
> Vai contar que É Doce Morrer No Mar , que chegou Lá, que tem onde morar,
>
> Vai, quando não sei, ele não precisa do tempo, Dorival Caymmi é eterno ... 
> mas ele vai perguntar sobre a Vizinha do Lado , pela Doralice, por Dora, 
> pelas Rosas, pela Maricotinha, por Marina, pela Morena do Mar , pela Rosa 
> Morena ... E vai cantar modinhas pra Gabriela, para a Teresa Batista , contar 
> que Lá Vem A Baiana, O dengo que a nega tem , O Que É Que A Baiana Tem
>
> Tanta coisa pode ser dita ...
>
> O fato é que , onde ele está, todos sabem que ele soube amar ...
>
> Caio Tiburcio
> De:[EMAIL PROTECTED]
>
> Para:"Tribuna" [email protected]
>
> Cópia:
>
> Data:Sat, 16 Aug 2008 10:29:38 -0300
>
> Assunto:[S-C] Adeus Dorival!!!
>
> > Amigos dos samba e do choro,
> >
> > Acaba de falecer, no Rio de Janeiro, vítima de insufencia renal, uma
> > lenda viva da música mundial, o baiano Dorival Caymmi.
> >
> > Em meio à falsa euforia dos jogos olímpicos, a mídia vai falar muito
> > pouco sobre um dos maiores artistas da história mundial, um - este sim
> > - verdadeiro orgulho brasileiro. Morre o sambista, mas nunca o seu
> > samba.
> >
> > Abraços pesarosos,
> >
> > Eugenio
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