Matéria da Caderno Brasília, do Jornal do Brasil de hoje, 19 de setembro, dá 
conta da alocação de recursos na unidade "Fundo de Apoio à Cultura -FAC", do 
Governo do Distrito Federal, exercício financeiro de 2.008.

E fala do início da construção da sede da Escola de Choro Raphael Rabello, obra 
projetada pelo Oscar Niemeyer,  que integra o Complexo Cultural do Choro, 
juntamente com o Clube do Choro, em plena Esplanada dos Ministérios, Brasília.

Caio Tibúrcio


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JB BRASÍLIA
pg. 8

Jornal do Brasil Sexta-feira, 19 de setembro de 2008 [EMAIL PROTECTED]

C U LT U R A

Mais recursos para as artes no DF

Fundo ganha R$ 9,4 milhões em 2008, além do valor recorde de R$ 36 milhões em 
2009

Lia Kunzler

Depois de um ano de poucos recursos, o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) recebeu 
um aumento de quase 200% neste ano, alcançando o montante de R$ 9,4 milhões 
para projetos culturais do Distrito Federal. O anúncio foi feito pelo 
secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, na manhã de ontem, no Buritinga, 
durante a cerimônia de assinatura do edital de 2008 do FAC. A previsão para o 
ano que vem é ainda melhor. De acordo com a nova lei de amparo às manifestações 
culturais, aprovada este ano na Câmara Legislativa, o fundo terá os recursos 
vinculados ao Orçamento do DF. De acordo com o texto, 0,3% do que for 
arrecadado será destinado à cultura. De acordo com cálculos iniciais, o fundo 
acumulará R$ 36 milhões em 2009. Os artistas que desejarem concorrer a uma 
parte do recurso deste ano terão que correr contra o tempo. O edital foi 
publicado no Diário Oficial do DF de hoje e as inscrições ficarão abertas 
durante 45 dias. Ou seja, os interessados terão um mês e meio para entrar com o 
pedido de financiamento para as futuras produções. Até o governo luta contra o 
tempo para conseguir liberar toda a verba até o final do ano. Caso alguma área 
não receba um número suficiente de projetos, a verba será redistribuída para 
outras modalidades. ­ Essa iniciativa é única no Brasil e o DF é a única 
unidade da Federação que conseguiu construir um fundo vinculado ao Orçamento ­ 
disse o secretário.

Distribuição das artes

O edital de 2008 traz duas inovações em relação a 2007. Além do aumento de 
repasse do GDF ­ de R$ 2,3 milhões em 2007, passou para R$ 9,4 milhões este ano 
-, duas áreas serão contempladas: a de circo e cultura popular, agregadas em 
uma só categoria, e a de formação de artistas. Esta última terá investimento 
total de cerca de R$ 330 mil para que os interessados aprendam como fazer um 
projeto para receber o financiamento. Atualmente, vários projetos são 
desclassificados porque não são bem formulados ou não trazem todas as 
documentações e informações pedidas. ­ É isso que queremos evitar ­ completou 
Gorgulho. Além da formação, a arte circense, juntamente com as manifestações de 
cultura popular, receberão 7% do montante total. A nova categoria é a que 
recebe menos. Depois dela, vêm literatura, com 9,5%; artes visuais e dança, com 
11,5% cada; e artes cênicas e música, com 13,5% cada. A categoria de cinema é a 
que mais recebe, tendo direito a 16,5%, o equivalente a R$ 1,2 milhão. Para 
concorrer a algum repasse do fundo, o artista deverá ter o certificado de 
agente cultural do Distrito Federal (Ceac). A análise do projeto será feita por 
uma comissão mista, composta por integrantes do governo e indicados dos fóruns 
das várias modalidades de artes. Assim, a literatura, a cultura popular, o 
cinema, as artes cênicas e visuais contarão com pessoas especializadas nas 
áreas. - Vamos fazer uma fiscalização transparente, por meio de um site. Não 
queremos que aconteça a mesma coisa que aconteceu com a Lei Rouanet, em que um 
filme quase acabou com toda a produção nacional ­ disse o governador Arruda, 
que acompanhou o evento. O governador pediu que o fundo sirva de apoio para 
iniciativas que não tenham condições de gerar grandes bilheterias e também para 
espetáculos fomentados dentro das escolas. ­ É lá que a cultura faz mais 
diferença e é capaz de mudar a formação de uma pessoa. A escola integral terá 
muita integração com esse fundo ­ completou.

Choro revivido

Uma velha reivindicação de setores culturais brasilienses, a Escola de Choro 
Rafael Rabello ganhará sua primeira sede. A construção foi garantida ontem pelo 
governador e pelo secretário de Governo, Humberto Pires, e as obras começarão 
já na semana que vem. Desde sua criação, a escola de música funciona de maneira 
improvisada num galpão, sem salas ou iluminação adequada, ao lado do Clube de 
Choro, no Eixo Monumental. A obra custará ao todo R$ 5,2 milhões ­ R$ 1,2 
milhão este ano e R$ 4 milhões no ano que vem. A verba não está inclusa no 
Fundo de Apoio à Cultura, mas já está prevista no Orçamento de 2009. A escola 
atende 400 alunos, sendo que 10% são bolsistas de escolas públicas. O novo 
prédio foi projetado por Oscar Niemeyer e fará parte do Complexo Cultural do 
Choro, juntamente com o Clube do Choro.


F.Gualberto/GDF
SOLENIDADE ­ Novas áreas serão contempladas: a de circo e cultura popular e a 
de formação de artistas (Foto)


Vamos fazer uma fiscalização transparente, por meio de um site. Não
queremos que aconteça a mesma coisa que aconteceu com a Lei Rouanet " - José 
Roberto Arruda, governador do DF

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