:) e assim como os poetas do passado que nos emociona e nos consola, vamos
construindo o futuro, que nos atormenta, mas nunca nos faz ausenta de nossa
responsabilidade de viver e levar o Samba.
Segue a Alegria do Samba Ary. :)
________________________________
> Date: Sat, 1 Nov 2008 06:27:11 -0700
> From: [EMAIL PROTECTED]
> Subject: Res: Res: [S-C] Especial Cartola....
> To: [EMAIL PROTECTED]
>
> Melissa, são essas coisas como a que enviste, que nos dão alento.Quando
> estou aqui trocando idéias com voces,e ouvindo os sambas, sinto estar próximo
> da felicidade suprema, sentindo seu perfume sublime, porém quando vou até a
> esquina.....
> O seu email irá para uma pasta entitulada Refugio do Sambista, e lá tem uma
> senha não digitável para poder entrar.Só entram coisas dessa magnitude.
>
> Beijo enorme
>
> Ary
>
> ________________________________
> De: Melissa de Araujo Borges
> Para: ary marcos pero gonçalves da motta ; [email protected]
> Enviadas: Sábado, 1 de Novembro de 2008 11:12:42
> Assunto: RE: Res: [S-C] Especial Cartola.....
>
>
> Primeiro obrigada Ary pelas onomatopéias do outro e-mail rss, sobre o Som
> Brasil, ainda bem que antes estava no Canal Brasil, onde por mim deveria ser
> públicooo não privado para assinantes, estava vendo vida e obra de "Cruz e
> Sousa" e ouvi algo que cai como uma luva aqui metaforicamente, isso pq vocês
> não viram Som Brasil em homenagem a Gonzaguinha juro que queria escrever e
> mandar retirar do ar.... e a nossos violões e corações só restam chorar...
>
> Violões que choram
>
> “Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
> soluções ao luar, choros ao vento ...
> Tristes perfis, os mais vagos contornos,
> bocas murmurejantes de lamento.
>
> Noites de além, remotas, que eu recordo,
> noites da solidão, noites remotas
> que nos azuis da Fantasia bordo,
> vou constelando de visões ignotas.
>
> Sutis palpitações à luz da lua,
> anseio dos momentos mais saudosos,
> quando lá choram na deserta rua
> as cordas vivas dos violões chorosos.
>
> Quando os sons dos violões vão soluçando,
> quando os sons dos violões nas cordas gemem,
> e vão dilacerando e deliciando,
> rasgando as almas que nas sombras tremem.
>
> Harmonias que pungem, que laceram,
> dedos nervosos e ágeis que percorrem
> cordas e um mundo de dolências geram,
> gemidos, prantos, que no espaço morrem ...
>
> E sons soturnos, suspiradas mágoas,
> mágoas amargas e melancolias,
> no sussurro monótono das águas,
> noturnamente, entre ramagens frias.
>
> Vozes veladas, veludosas vozes
> volúpias dos violões, vozes veladas,
> vagam nos velhos vórtices velozes
> dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
>
> Tudo nas cordas dos violões ecoa
> e vibra e se contorce no ar, convulso ...
> Tudo na noite, tudo clama e voa
> sob a febril agitação de um pulso..
>
> Que esses violões nevoentos e tristonhos
> são ilhas de degredo atroz, funéreo,
> para onde vão, fatigadas do sonho,
> almas que se abismaram no mistério.
>
> Sons perdidos, nostálgicos, secretos,
> finas, diluídas, vaporosas brumas,
> longo desolamento dos inquietos
> navios a vagar à flor de espumas.
>
> Oh! Languidez, languidez infinita,
> nebulosas de sons e de queixumes,
> vibrado coração de ânsia esquisita
> e de gritos felinos de ciúmes!
>
> Que encantos acres nos vadios rotos
> quando em toscos violões, por lentas horas,
> vibram, com a graça virgem dos garotos,
> um concerto de lágrimas sonoras!
>
> Quando uma voz, em trêmulos, incerta,
> palpitando no espaço, ondula, ondeia,
> e o canto sobe para a flor deserta
> soturna e singular da lua cheia.
>
> Quando as estrelas mágicas florescem,
> e no silêncio astral da Imensidade
> por lagos encantados adormecem
> as pálidas ninféias da Saudade!
>
> Como me embala toda essa pungência,
> essas lacerações como me embalam,
> como abrem asas brancas de clemência
> as harmonias dos violões que falam!
>
> Que graça ideal, amargamente triste,
> nos lânguidos bordões plangendo passa ...
> Quanta melancolia de anjo existe
> nas visões melodiosas dessa graça.
>
> Que céu, que inferno, que profundo inferno,
> que outros, que azuis, que lágrimas, que risos,
> quanto magoado sentimento eterno
> nesses ritmos trêmulos e indecisos ...
>
> Que anelos sexuais de monjas belas
> nas ciliciadas carnes tentadoras,
> vagando no recôndito das celas,
> por entre as ânsias dilaceradoras ...
>
> Quanta plebéia castidade obscura
> vegetando e morrendo sobre a lama,
> proliferando sobre a lama impura,
> como em perpétuos turbilhões de chama.
>
> Que procissão sinistra de caveiras,
> de espectros, pelas sombras mortas, mudas ...
> Que montanhas de dor, que cordilheiras
> de agonias aspérrimas e agudas.
>
> Véus neblinosos, longos véus de viúvas
> enclausuradas nos ferais desterros,
> errando aos sóis, aos vendavais e às chuvas,
> sob abóbadas lúgubres de enterros;
>
> velhinhas quedas e velhinhos quedos,
> cegas, cegos, velhinhas e velhinhos,
> sepulcros vivos de senis segredos,
> eternamente a caminhar sozinhos;
>
> e na expressão de quem se vai sorrindo,
> com as mãos bem juntas e com os pés bem juntos
> e um lenço preto o queixo comprimindo,
> passam todos os lívidos defuntos ...
>
> E como que há histéricos espasmos
> na mão que esses violões agita, largos ...
> E o som sombrio é feito de sarcasmos
> e de sonambulismos e letargos.
>
> Fantasmas de galés de anos profundos
> na prisão celular atormentados,
> sentindo nos violões os velhos mundos
> da lembrança fiel de áureos passados;
>
> meigos perfis de tísicos dolentes
> que eu vi dentre os violões errar gemendo,
> prostituídos de outrora, nas serpentes
> dos vícios infernais desfalecendo;
>
> tipos intonsos, esgrouviados, tortos,
> das luas tardas sob o beijo níveo,
> para os enterros dos seus sonhos mortos
> nas queixas dos violões buscando alívio;
>
> corpos frágeis, quebrados, doloridos,
> frouxos, dormentes, adormidos, langues
> na degenerecênscia dos vencidos
> de toda a geração, todos os sangues;
>
> marinheiros que o mar tornou mais fortes,
> como que feitos de um poder extremo
> para vencer a convulsão das mortes,
> dos tempos o temporal supremo;
>
> veteranos de todas as campanhas,
> enrugados por fundas cicatrizes,
> procuram nos violões horas estranhas,
> vagos aromas, cândidos, felizes.
>
> Ébrios antigos, vagabundos velhos,
> torvos despojos da miséria humana,
> têm nos violões secretos Evangelhos,
> toda a Bíblia fatal da dor insana.
>
> Enxovalhados, tábidos palhaços
> de carapuças, máscaras e gestos
> lentos e lassos, lúbricos, devassos,
> lembrando a florescência dos incestos;
>
> todas as ironias suspirantes
> que ondulam no ridículo das vidas,
> caricaturas tétricas e errantes
> dos malditos,dos réus, dos suicidas;
>
> toda essa labiríntica nevrose
> das virgens nos românticos enleios;
> os ocasos do Amor, toda a clorose
> que ocultamente lhes lacera os seios;
>
> toda a mórbida música plebéia
> de requebros de faunos e ondas lascivas;
> a langue, mole e morna melopéia
> das valsas alanceadas, convulsivas;
>
> tudo isso, num grotesco desconforme,
> em ais de dor, em contorsões de açoites,
> revive nos violões, acorda e dorme
> através do luar das meias noites!”
>
>
>
>> Date: Sat, 1 Nov 2008 05:27:00 -0700
>> From: [EMAIL PROTECTED]
>> Subject: Res: [S-C] Especial Cartola....
>> To: [EMAIL PROTECTED]
>> CC: [email protected]
>>
>> Só não torço para que um tornado varra a globo do mapa, é por que ela esta
>> aqui, são todos uma raça de [EMAIL PROTECTED]@!¨&%, Onde já se viu, vanessa
>> da mata ......e outras coisas que nada tem a ver com o samba
>>
>> Quando não é politico é essa raça. Haja paciencia!
>>
>>
>> ________________________________
>> De: Lauro Vieira de Oliveira
>> Para: Melissa de Araujo Borges
>> Cc: [email protected]
>> Enviadas: Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008 21:22:57
>> Assunto: Re: [S-C] Especial Cartola....
>>
>> Na globo.....tomara que seja bom!
>>
>> Lauro Vieira
>>
>>
>> Em 31/10/08, Melissa de Araujo Borges escreveu:
>>>
>>>
>>> Olá amigos da Tribuna, só relembrando que hoje tem Especial Cartola, logo
>>> após o programa do Jô, na Rede Globo, não vamos perder...
>>> Saudações do Samba.....
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>> Lauro Vieira
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