Os shows em Brasília, graças à Deus, estão sendo muitos e excelentes. Veja a 
amostra do que consegui ver nesta semana.

Na terça-feira à noite, o excelente cantor e compositor João Marinho lançou Cd 
no Teatro dos Bancários, que teve participações especiais dos instrumentistas  
Ocelo Mendonça, Pedro Vasconcelos, Rafael dos Anjos e Ytto Morais; e dos 
cantores Leonel Laterza,  Myrlla Muniz e Wellington Fagundes .  Muito bons,  o 
Cd e o show . Veja a página do João Marinho em   
http://www.joaomarinho.com.br/br/home.html  .

Na quarta, teve início, no Clube de Choro de Brasília, a série de três shows 
com Hermeto Paschoal e o grupo “Cai Dentro”. Participações do Ademir Júnior 
(sopros), Aline Morena (voz), Oswaldo Amorim (contrabaixo) e do  percussionista 
Fábio Pascoal. O grupo Cai Dentro é composto pelo Henrique Neto (violão sete 
cordas), Rafael dos Anjos (violão seis cordas) e Márcio Marinho (cavaquinho).  
Fomos ao Clube na quarta. Lotado, gente na escada do Clube a ouvir as 
peripécias musicais. Público essencialmente de jovens. Matéria do jornal 
Correio Braziliense sobre o show, “MÚSICA/ Aula de criatividade” está abaixo 
transcrita.

Na quinta, lançamento do Cd  “ A bossa no tempo, Sandra Duailibe convida Cely 
Curado”.  Lindos, o show e o Cd, além do SESC Garagem ter sido sido todo 
enfeitado de flores, cortinas ...  Matéria do Irlam Rocha Lima, do Correio 
Braziliense, acerca do lançamento, do CD,  também está transcrita em seguida.

Ontem, sexta, no Feitiço Mineiro, foi a vez da super-cantora Joana Duah. O 
“Joana Duáh convida Sérgio Santos”  possibilitou o encontro desses dois raros 
talentos da MPB, a braziliense Joana Duáh e o mineiro Sérgio Santos.

E hoje, daqui há pouco, apresentação do flautista Sérgio Morais no Clube do 
Choro de Brasília.  Imperdível. Sérgio Morais terá o acompanhamento  do  
Fernando César (violão 7 cordas), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Valério 
Xavier (pandeiro), Léo Barbosa (percussão) e a participação especial de 
Fernando Machado (sax tenor). De novo, merece ser dito, show imperdível, veja: 
http://www.clubedochoro.com.br/2008/index.php?option=com_content&task=view&id=98&Itemid=1
  .

E, na segunda, como indicou a Helenice, “Samba de Primeira na Segunda”, a 
partir das 20 horas e 30 minutos, no Feitiço Mineiro, com destaque para Evandro 
Barcellos e Marcelo Sena.

As apresentações de sexta (Hermeto) e de hoje, sábado (Sérgio Morais), no Clube 
do Choro de Brasília, estão merecendo registros da TV Brasil.


Caio Tiburcio



CORREIO BRAZILIENSE

Caderno C



MÚSICA
Aula de criatividade

Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
 Numa apresentação de Hermeto Pascoal, o mínimo que se espera é a 
imprevisibilidade. Artista que, ao vivo, costuma desconstruir músicas de sua 
autoria e de outros compositores ao recriá-las de forma quase anárquica, pode, 
também, fazer o inverso, ou seja, seguir à risca o arranjo original. Quem 
esteve na noite de quarta-feira no Clube do Choro fez essa constatação, no show 
do multiinstrumentista alagoano no encerramento do projeto Tom Jobim - Maestro 
Brasileiro.

Ele iniciou os trabalhos ao piano, com um solo em que passeou por temas de Tom, 
homenageando-o à sua maneira. Ao convocar ao palco o trio Cai Dentro, o fez por 
meio de rima criada na hora, complementada por referência elogiosa à nova 
geração de músicos brasilienses: "Eu vi esses meninos nascerem musicalmente. 
Eles são danados, como vocês vão poder observar".

Sozinhos em cena, Henrique Neto (violão sete cordas), Rafael dos Anjos (violão 
seis cordas) e Márcio Marinho (cavaquinho), todos na faixa dos 20 anos, 
exibiram impressionante maturidade e virtuosismo na execução do samba de Baden 
Powell e Paulo César Pinheiro que dá nome ao grupo, além de O morro não tem vez 
(Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Aquela coisa, tema de Hermeto - devidamente 
homenageado.

Para demonstrar o total descompromisso com a formalidade, o velho bruxo, 
tocando escaleta, mostrou três versões do clássico autoral Chorinho pra ele: 
uma, acompanhado pelo Cai Dentro; outra, dialogando com o clarinete de Ademir 
Júnior (muito aplaudido); e uma terceira na qual houve intervenção da cantora 
Aline Morena, fazendo vocalise. Discretos, o contrabaixista Oswaldo Amorim e o 
percussionista Fábio Pascoal (na verdade filho de Hermeto) davam suporte na 
retaguarda.

Não chegou a causar espanto à platéia, em se tratando de Hermeto, a 
interpretação que ele deu ao choro clássico Doce de coco, de Jacob do Bandolim, 
usando um berrante. A primeira parte do show chegou ao final com uma autêntica 
jam session, com muito improviso - principalmente do cavaquinista Márcio 
Marinho - em cima do tema hermetiano Aline frevendo, composto para a cantora, 
mulher e musa.

"Estou assistindo a uma autêntica aula de música, apresentada de maneira não 
convencional, ao contrário de ensinamento formal", observou, no intervalo, 
Daniel Ravi, estudante de violão da Escola de Música de Brasília, que viu, bem 
em frente ao palco, a performance do genial albino. O servidor público e 
compositor bissexto Caio Tibúrcio foi além: "Quando os navegantes avistaram o 
Monte Pascoal, no litoral da Bahia, descobriram o novo mundo. Os jovens, como 
os presentes nesta noite aqui no Clube do Choro, ao verem e ouvirem Hermeto 
Pascoal, se colocam diante de artista eterno".

Hermeto mostrou o quanto é surpreendente ao abrir a segunda parte do 
espetáculo. Reverenciando Sivuca, extraiu da seara do saudoso amigo Homenagem à 
velha guarda e tocou sem propor qualquer alteração no andamento da música. Em 
seguida voltou ao normal e tirou som de um copo com água, para depois ingerir o 
líquido. Daí até o final, choro, bossa nova, canção, tudo, enfim, se 
transformou em jazz, ou melhor, em música experimental com a assinatura de um 
gênio e de seus seguidores. A rápida temporada do músico termina hoje, às 
21h45. O show, como sempre, será totalmente diferente do apresentado na 
quarta-feira. Infelizmente, os ingressos já estão esgotados.

http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_106.htm





CORREIO BRAZILIENSE
Caderno C

SHOW
Onda brasiliense

Sandra Duailibe faz show hoje para apresentar o segundo CD, no qual celebra 
fusão entre Brasília e a bossa nova


Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio

O mar de Copacabana e de Ipanema inspirou compositores a criar alguns clássicos 
da bossa nova. Fã de carteirinha do movimento que trouxe modernidade à música 
popular brasileira, Sandra Duailibe pensou homenageá-lo com uma canção. 
Distante do litoral carioca, se viu impregnada pela atmosfera do Parque da 
Cidade e, durante caminhada matinal, imaginou um poema, ao qual deu o título de 
Onda no ar. Ao sentir que ele tinha forte parentesco com letras de canções 
bossanovistas, a compositora o apresentou - via e-mail - à irmã Márcia Forte, 
moradora de Belém, que o musicou. Resultado: Onda no ar se tornou um dos 
melhores momentos de A bossa no tempo, disco gravado no estúdio Companhia dos 
Técnicos, no Rio de Janeiro, com participação de Cely Curado.


Com 13 faixas, o álbum, que será lançado hoje, às 21h, no Teatro Garagem do 
Sesc, traz recriações de standards da bossa como Você vai ver (Tom Jobim), 
Quando chegares (Carlos Lyra) e Preciso aprender a ser só (Marcos e Paulo 
Sérgio Valle), das pré-bossa A banca do distinto (Billy Blanco) e Balanço Zona 
Sul (Tito Madi), a pós-bossa Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinicius de 
Moraes). Músicas de outros períodos complementam o repertório, entre elas Lugar 
comum (João Donato e Gilberto Gil), Vem, amada (Simone Guimarães), Estopim 
(Nonato Buzar e Ronaldo Bôscoli), O céu nos protege (Roberto Menescal e Leila 
Pinheiro) e Jamais (Milena e Caio Tibúrcio).

"Quis com A bossa no tempo promover a fusão de Brasília com a bossa nova. É uma 
homenagem ao sofisticado gênero musical e uma referência aos 50 anos do início 
da construção da capital. As duas são contemporâneas, nasceram na mesma época e 
ambas exercem forte influência na minha vida", afirma Sandra, maranhense 
radicada na cidade desde 1982.

Inicialmente, ao idealizar o novo álbum, ela pensou em montar um show em 
tributo à bossa nova e o inscreveu em dois projetos: Bibliomúsica, da 
Biblioteca Demonstrativa; e Quinta Musical, do Sesi, de Taguatinga. "Ao saber 
que havia sido selecionado em ambos, percebi que tinha um repertório pronto 
para ser registrado em disco. Convidei a Cely Curado, com quem tenho grande 
afinidade artística, para tomar parte e convoquei um trio de peso, formado por 
Paulo André Tavares (violões), Agilson Alcântara (violões) e Amanda Costa 
(percussão) para nos dar uma base instrumental", revela.

Aos três se juntaram Jorge Helder (contrabaixo), Sandro Araújo (bateria e 
percussão) e Sérgio Galvão (sax), músicos brasilienses radicados no Rio de 
Janeiro. No estúdio Albatroz, Roberto Menescal, um dos nomes destacados da 
bossa nova, deu mais brilho ao CD de Sandra ao tocar guitarra em Você vai ver e 
Onda no ar; e violão em O céu nos protege. "Contar com músicos com a qualidade 
de Menescal, Jorge Helder, Sérgio Galvão e Sandro Araújo é uma honra para nós", 
comemora a cantora.

Outra participação especial no disco é a do veterano compositor maranhense 
Nonato Buzar. "Tive imenso prazer em contar com ele na interpretação comigo de 
Estopim, que compôs com Ronaldo Bôscoli. Foi igualmente prazerosa a presença de 
Simone Guimarães, responsável pela direção vocal; assim como do maestro 
Leonardo Bruno, amigo da Cely", comenta.

SANDRA DUAILIBE E CELY CURADO

Show das cantoras e banda para lançamento do CD A bossa no tempo (13 faixas, R$ 
25). Hoje, às 21h, no Teatro Garagem do Sesc (913 Sul). Ingressos: R$ 20 e R$ 
10 (meia). No local, haverá um posto de coleta de alimentos não- perecíveis e 
roupas para os desabrigados de Santa Catarina

http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_5.htm


De:[EMAIL PROTECTED]

Para:"Tribuna samba&choro" [email protected]

Cópia:

Data:Sat, 6 Dec 2008 09:56:51 -0800 (PST)

Assunto:[S-C] Samba de Primeira na Segunda

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> SAMBA DE PRIMEIRA NA SEDUNDA"
> O samba vai comandar as noites de segunda feira a partir das 20:30, no 
> Feitiço Mineiro, sob a batuta do maestro, arranjador e produtor musical 
> Evandro Barcelos, acompanhado de alguns dos melhores músicos da cidade. No 
> repertório, só as filigranas do bom e velho samba. É só chegar e entrar na 
> roda. Chamem os amigos e os amigos dos amigos!!!
>
> Feitiço Mineiro - CLN 306 - Bl. B, Lj. 45 - Brasília-DF
> Fone: (61) 3272.3032
> Couvert: 10,00
>
>
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