Fonte: 
http://www.brazilianvoice.com/mostracolunas.php?colunista=Aquiles%20Reis&id=1216&cc=
 
 
 
O violão sentido e mágico de Alessandro Penezzi
 
 
 
Por: Aquiles Reis
 
 
 
Mesmo no meio musical, Alessandro Penezzi ainda é pouco conhecido. Mas deve-se 
prestar atenção neste nome, pois logo ele estará na lista dos melhores 
violonistas brasileiros de todos os tempos. 

Em 1997, este piracicabano de 34 anos se formou em violão erudito na Escola de 
Música de Piracicaba – SP. Em 2005, tornou-se bacharel em música popular pela 
Unicamp. Seu primeiro trabalho solo, Abismo de Rosas (independente), é de 2001; 
o segundo, Alessandro Penezzi (independente), de 2006. 

Agora, lançado pela Capucho CDs e Produções Artísticas, Penezzi lança Sentindo, 
no qual o músico mostra por inteiro o ótimo compositor que traz o violão na 
alma. 

Instrumentista que também toca violão de sete cordas e violão tenor, 
cavaquinho, bandolim e flauta, a ele o violão deve o carinho com que é tratado. 
E retribui com a melhor das sonoridades da caixa e do braço por onde se 
estendem suas seis notas mi-si-sol-ré-lá-mi. 

O CD traz doze faixas. Destas, nove são de Alessandro Penezzi. E ele começa 
tocando a sua valsa “Sentindo”. Ali se vê que a delicadeza e a força se juntam 
para interpretar com desafetação a harmonia e com singeleza a melodia. Segue-se 
o seu choro “Saudades do Raphael”. Mais uma vez os dois, violão e Penezzi, se 
dão por inteiro. É quando o coração, as mãos e os dedos, reverentes à 
sonoridade perfeita do instrumento, demonstram que virtuosismo e suavidade são 
sinônimos. E o talento cede vez à humildade reverente à valsa “Sinuosa” 
(Maurício Carrilho), tocada com sentimento e arrebatadora simplicidade. 

Alessandro Penezzi é um violonista com asas de borboleta, e não dedos nas mãos, 
tamanha é a delicadeza com que preme as cordas de seu instrumento. Impressionam 
a limpeza e a pureza com que o instrumentista interpreta cada uma das músicas. 
Seus graves são “gordos”, os agudos, “leves”, tudo tocado em nome do amor ao 
violão e à música.

Em cinco das doze faixas do CD, Alessandro Penezzi tem Sizão Machado no 
contrabaixo acústico e Alex Buck na bateria. Porém, logo na quarta faixa, 
“Delírio Brito” (Penezzi), a primeira em que se ouvem os convidados, a idéia de 
juntá-los se mostra equivocada. Se não pelo contrabaixo, pela presença da 
bateria. 

Não que Buck seja um mau baterista, ao contrário; mas ele parece não sacar a 
singeleza do tocar de Alessandro Penezzi. Sua performance, baseada em pratos, 
caixa e tambores, bate de frente com o que de melhor tem o álbum: o virtuosismo 
sem afetação do violão de Penezzi. Para o equívoco, contribui também a mixagem. 
Aguda, muitas vezes levando a bateria a disputar o primeiro plano com o violão, 
ela acentua o desacerto. 

Mas nada que impeça o prazer de mais ouvir Alessandro Penezzi tocando obras 
como a bela valsa “Quando me lembro” (Luperce Miranda), ou ainda recriando 
“Todo Sentimento”, obra-prima de Cristóvão Bastos e Chico Buarque. 

Ao final, tudo faz com que percebamos estar diante de um gênio com seu mágico 
violão e suas belíssimas composições. 
 
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