Então concordamos, meu amigo. As feijoadas, a feira das Yabás, tudo bem.
Mas o que eu quis dizer é que nos outros 90% das atividades. Nas disputas de samba enredo, nos ensaios técnicos e no chamado "sambão" a coisa se perdeu um pouco, não foi a toa a fuga dos compositores para as rodas de samba nos fins dos anos 70. De quando são os sambas de Terreiros que são cantados hoje nas Quadras ( ex-Terreiros ) ? Nos últimos 10, 15 anos quantos sambas passaram do desfile das campeãs ? Também queria deixar claro, que não foi minha intenção em indicar culpados ou responsáveis àquele episódio com a Velha Guarda da Portela, apenas quis me referir a cena , pra mim, muito marcante. Se não fui claro perdoem-me. Sei bem como são aqueles momentos, quando a escola esta entrando ou já na avenida e por causa de um problema uma solução urgente se faz necessária, porém pra mim foi um retrato, de que o espaço para uma velha guarda numa escola de samba estava cada vez ficando menor. Acho que existem pessoas como eu e como todos aqui desta Tribuna, que tem esses "princípios" da preservação das raízes e identidade culturais, dos valores verdadeiros que vêem a beleza diferente daquela mostrada pelas câmeras e continua resistindo, mas tem muita gente que se vê nesse modelo vigente. O império já falou isso em 82, e depois veio a São Clemente e num samba genial , em 90 eu acho, e disse tudo. A força da grana ergue e destrói coisas belas, seja em Madureira, São Gonçalo, Caxias, Tijuca, Padre MIguel, Mangueira, Niterói ... Um abração. ----- Original Message ----- From: Roberto Ponciano To: [email protected] ; Raphael Oliveira Sent: Thursday, March 05, 2009 12:28 PM Subject: Escolas de Samba x Escolas só de Desfile. Tá procurando no lugar errado, Raphael, se sai na POrtela, então vai na Feijoada da Tia Surica, no Encontro da Família Portelense, na macarronada da Portelinha e nos sambas de quadra de Império, Mangueira, Salgueiro. Se não achar samba ali, me perdoe, é porque deliberadamente não quer ver. Fiz uma entrevista com o Monarco para a revista do sindicato e ele disse uma coisa muito legal. Que não aguentava ensaio de escola de samba, porque era uma coisa muito barulhenta, onde não se podia escutar nada, ou mesmo cantar um bom samba. Mas que adorava o encontro da família portelense, por que isto o fazia retornar ao que era a escola na sua essência, o encontro da comunidade, para os bambas mostrarem o que tinham feito uns aos outros, espécie de crônica dos usos e costumes. E disto que estamos falando, da diferença da escola existir só para o desfile (com a comunidade participando mais ativamente ou não do tal desfile) e da escola ter uma vida cultural própria ligada às raízes e a preservação da própria identidade, algo que recomeçou com o encontro da Família Portelense e que veio se difundindo para as outras. Se bem que no Império isto sempre foi muito forte, com o Botequim do Império. Na nossa querida Manga, tem problemas com a falta de renovação do samba de quadra, ou de terreiro, como quiserem chamar. E disto que se trata, das escolas surgidas apenas e tão somente para desfilar, que tem funk o ano inteiro (e só funk) nas quadras, que não tem um encontro de samba que não seja o ensaio, e as escolas que tem vida cultural para além do desfile. Um abraço Abraços, Visite minha página pessoal: http://geocities.yahoo.com.br/cariocabeto --- Em qua, 4/3/09, Raphael Oliveira <[email protected]> escreveu: De: Raphael Oliveira <[email protected]> Assunto: Re: [S-C] Re: Não posso definir aquele azul.... Para: [email protected] Data: Quarta-feira, 4 de Março de 2009, 19:03 Perdoem-me a ousadia, mas discordo dos amigos, quando afirmam que só esta ouaquela agremiação pode ser chamada de escola de samba.Tudo bem, Portela é Portela ; Mangueira é Mangueira ; Vila é Vila ;Império, Salgueiro, Mocidade , todas são cobras de duas cabeças, mas o sambatambém faz morada na Em Cima da Hora , Unidos de Lucas, Arranco do Engenho deDentro, Boi da Ilha do Governador, Unidos da Ponte, Paraiso do Tuiuti ,Viradouro e Cubango de Niteroi e até em escolas que nao desfilam mais como Lirado Amor de Bento Ribeiro, Quilombo ou Tupy de Bráz de Pina.Quem disser que Cubango e Viradouro , não têm história ( e samba ) pramostrar não sabe o que diz ...Claro que hoje em dia tudo se transformou, hoje - entendam-me bem - nenhumaescola é mais escola de samba, e o maior exemplo foi a Portela fechando a portada avenida para a Velha Guarda. Ali foram sepultadas as escolas de samba. Hoje oque passa na avenida é outra coisa. Quenão deixa de ser uma coisa muitobonita, emocionante que relembra nossas tradições, mas não são escolas desamba. Infelizmente existem algumas lembranças, na dança da porta bandeira edo mestre sala ( cada vez mais ballet e menos samba ) , na Bateria e nospassistas ( cada vez mais corridos ), nas baianas e velhas guardasVcs acham que hoje em dia teria espaço para Cartola, Nelson (s),CarlosCachaça, na Mangueira ???Meu nome é Raphael, tenho 28 anos, sou de São Gonçalo, saio na Portela,Unidos da Tijuca, Cubango e Porto da Pedra. Na Bateria e na Harmonia, desde os18 anos. Amo o samba, mas ainda não o encontrei nas escolas.Um abraço a todos _______________________________________________Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancelaPara ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assinaAntes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta ------------------------------------------------------------------------------ Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
