Matéria do jornalista ROBERTO KOVALICK para o  "Bom Dia Brasil", da Rede Globo 
de Televisão, que foi ao ar agora pela manhã, trata da paixão dos japoneses 
pelo samba e pelo chorinho. O texto está abaixo transcrito.
Creio que amanhã o vídeo também estará franqueado aos interessados, como é o 
caso de edições anteriores.
Vale a pena ver as imagens e o som, depois. Pra facilitar a busca, os vídeos 
das matérias da edição de ontem está disponível neste endereço:
http://busca2.globo.com/Busca/?query=bom+dia+brasil&comboBusca=%2FBusca%2F&dataA=dd%2Fmm%2Faaaa&dataB=dd%2Fmm%2Faaaa&ordenacao=&offset=1&xargs=&formato=&requisitor=busca&aba=&filtro=programa%3A%22Bom+Dia+Brasil%22&p=&produto=&formatos=42484%2C40008%2C2397%2C70%2C2%2C0%2C0%2C0%2C7%2C0%2C0&on=&fr=cb-globocom

Caio Tiburcio
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bom dia brasil
edição do dia 31/03/2009
31/03/09 - 08h02 - Atualizado em 31/03/09 - 08h02
Música brasileira faz japoneses cantarem em português

Em vários lugares da capital japonesa, ao ouvir a música que está tocando, a 
sensação é de estar no Brasil. O gosto dá samba.
ROBERTO KOVALICK Tóquio

Tocar pandeiro não é pra qualquer um. Cuíca, então, menos ainda. E quando o 
músico mora longe do Brasil e mal fala português? Dá samba ou então chorinho. 
Nas ruas de Tóquio, muitos japoneses são apaixonados por música brasileira.

A decoração do bar pode deixar em dúvida: afinal, de que país se trata? A 
música é 100% brasileira, mas com um certo sotaque japonês. Yoshimi Katayama 
aprendeu português suficiente para cantar. Para falar, uma das poucas frases 
que ela sabe dizer é: “Eu canto chorinho”.

Ela explica que começou cantando bossa nova. Depois descobriu o chorinho e foi 
passar uma temporada de três meses no Brasil para aprender a cantar e agora vai 
gravar um CD. A banda também é formada só de japoneses. No público, não tem 
nenhum brasileiro.

Em vários lugares de Tóquio, ao ouvir a música que está tocando, a sensação é 
de estar no Brasil. Em um neste escritório, está um dos maiores acervos de 
música brasileira no exterior. São milhares de CD’s, DVD’s e discos de vinil de 
Chico Buarque, Caetano Veloso, Dominguinhos e Clementina de Jesus. O que se 
imaginar de música brasileira tem no escritório.

Foi o japonês Jim Nakahara, apaixonado pela cultura verde-e-amarela, que criou 
essa embaixada da música brasileira no coração de Tóquio. Ele é produtor de um 
programa em uma das rádios mais populares de Tóquio, só com música brasileira.

Jim aprendeu português e vai uma vez ao ano ao Brasil. Também tem uma coleção 
de fotos ao lado dos grandes astros da música brasileira. De quem ele gosta 
mais? “Marisa Monte”, responde.

O programa tem nome em português: “Saúde, saudade”. É um dos mais antigos da 
rádio: vai ao ar há 20 anos. Jim acha que, mesmo não entendendo a letra das 
músicas, os ouvintes se identificam com os ritmos brasileiros.

“A música brasileira tem mais ritmo do que outras músicas de outros países”, 
comenta Jim.

O cantor é brasileiro, mas é um japonês o responsável pela cuíca. Outro… 
japonês manda muito bem no pandeiro. Yasui Gennoshin ouviu samba pela primeira 
vez aos 16 anos de idade e ficou encantado.

“Ritmo brasileiro é o ritmo do coração”, define.

Um outro bar de Tóquio é freqüentado pelos japoneses que gostam do samba 
tradicional. Eles ainda precisam treinar um pouco mais os passos. Mas, com essa 
animação toda, quem liga para a falta de ritmo?
http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1065745-16020,00-MUSICA+BRASILEIRA+FAZ+JAPONESES+CANTAREM+EM+PORTUGUES.html
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