Tem gente querendo transformar os blocos do Rio em micaretas. Mas eu acho
benefíco a organização dos blocos, mas não gosto das propostas de cordas, de
obrigatoriedade de comprar camisa para participar. Isso não é abadá. A cultura
carnavalesca carioca é de espontaneidade, ao contrário da cultura baiana.
Organizar sim, mas sem o excesso de regras que estão sugerindo.
Carlos Linhares
21 9815-0458
Carnavalesco
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Blocos da cidade: lucrar ou não? Ramiro Costa | Carnavalesco | 09/05/2009
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O blocos da cidade vivem um dilema. Lucrar ou não lucrar com a festa? As
despesas tem aumentado nos últimos anos. Carros de sons mais potentes,
contratação de mais rirmistas, reforço de segurança. Tudo isto tem um custo e
os blocos buscam patrocínios e vendem camisetas para de alguma forma "fechar o
caixa".
O tema foi discutido no seminário "desenrolando a serpentina", promovido pela
Liga Sebastiana (associação que reúne 12 blocos da cidade). Com as presenças
de Sergio Nogueira, superintendente da Associação Brasileira da Industria
Hoteleira, da jornalista do jornal "O Globo" Flávio Oliveria, do
superintendente do Iphan-Rio, Carlos Fernando Andrade e do secretario estadual
de desenvolvimento econômico, Luis Carlos Prestes Filho. Eles discutiram a
trajetória dos primeiros blocos que começaram timidamente até o sucesso de
hoje. "A primeira vez que coloquei um bloco na rua, a polícia militar disse
que ia dispersar a multidão", disse rindo o Carlos Fernando, que além de
superintendente do Iphan é um dos responsáveis pelo "Bloco de Segunda".
Hoje, os blocos ganharam milhares de adeptos. Vendem camisetas e movimentam a
economia da cidade. "Vocês se tornaram profissionais do carnaval. O organizador
pode escolher que rua seu bloco vai passar. A rua do barzinho que ajudou no
aluguel do carro de som", disse a jornalista Flávio Oliveira, que desfila há
onze anos no Grupo Especial. Ela também falou sobre a possibilidade dos blocos
virarem um negócio lucrativo, mas a ideia não foi bem recebida por um dos
dirigentes do Simpatia é quase amor". "Desculpa, Flávia, mas eu não concordo
com nada que você disse. Eu não quero lucrar com isso". A jornalista se
defendeu. "Existem várias possiblidades, e umas delas é esta. Mas vocês são
profissionais do carnaval", respondeu Flávia.
Segundo o secretario estadual de desenvolvimento econômico, Luis Carlos
Prestes Filho, a cultura corresponde a 4% do total do PIB do estado do Rio e um
dos grandes reponsáveis por este número está no carnaval carioca. "O Cinema não
tem nenhuma importância econômica, Ele tem uma estrutura artesanal. O retorno
que o carnaval dá para o estado chega perto dos R$ 700 milhões, muito maior que
o cinema", afirmou o secretário
Mas nem sempre foi assim. Os blocos da cidade tinham pouca importância para o
carnaval da cidade. Antes da inauguração do Sambódramo, as agremições
desfilavam pelas ruas do centro. O público era apenas com uma corda ou
assistiam de arquibancas próximas do chão. "Naquela época, as escolas eram como
se fosse blocos. Quando o desfile passou para a Marquês de Sapucaí, o que
existia de bloco da cidade foi acabando. O Rio não tinha mais carnaval de rua"
, afirmou o superintendente do Iphan. Ele também acrescentou o desejo dos
blocos pediram o direito de serem assim como o samba, patrimônio cultural do
país. "Hoje, eu considero uma expressão muito forte da cultura", acrescentou
ele.
Carlos Linhares
Contato: 21 9815-0458
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