Raggi, meu caro:

Estou acompanhando a discussão desde o começo. E confesso que me apavorou
esse tom segregacionista a que você se refere.

Você faz uma leitura racional sobre o radicalismo e sobre esses "ismos" do
grupo.
Conheço de perto, na própria pele, a censura dentro de jornais, rádios e
tevês em que trabalhei ou dirigi, da época da ditatura militar. Como conheço
o patrulhamento e a perseguição de outros "ismos" pós ditadura.

Faz-me lembrar um jornalista e cineasta que apareceu por aqui e cunhou uma
frase, para nós, os anotadores de vivências, "antológica". Dizia ele: "Eu
detesto a burguesia, mas adoro um bolo".

Um dinherim no bolso, apesar dos "ismos" aí do pessoal, como você registrou,
ninguém dispensa...
Cumprimento-o pela racionalidade da sua análise...
Abraço do
Oswaldo Oleare.








2009/5/25 Eugenio Raggi <[email protected]>

> Antonio,
>
> Tentando responder:
>
> 1. O TG fez uma espécie de marketing do ódio. Na prática eles só consideram
> samba bom o samba feito por eles. Todo o resto é "deturpação",
> "oportunismo"
> e "vender-se ao mercado".
>
> 2. Nas palavras do próprio grupo: ""Cuidamos da memória sem descuidar da
> revolução", afirma o representante comercial Roberto Didio, 32, responsável
> pelo surdo e por boa parte das idéias do grupo. Ele se diz socialista e
> "xiita".
>
> Sentiu o drama: "SOCIALISTA E XIITA".
>
> 3. A cultura do ódio serve para fomentar a polêmica. Eles adoram criticar
> os
> amba que faz sucesso de uma forma muito agressiva, deseducada e pessoal.
> Veja: ""O som convencional de hoje agride nossos ouvidos", afirma Tuco, com
> o apoio dos outros integrantes do Terreiro Grande, que dizem não ouvir Zeca
> Pagodinho. Já Alvaiade, Manacéa, Chico Santana, Zé da Zilda e outros que
> pouca gente conhece são ídolos que eles cultuam em gravações copiadas e
> trocadas com avidez."
>
> Provocação, polemismo, egolatria e carregadas dosagens de soberba
> nefelibata. É esse o caldo de cultura do TG.
>
> Para mim é o anti-samba. O samba pode ser tudo, menos segregação, menos
> certeza da verdade absoluta, menos sectarismo.
>
> Alguns "agitadores" culturais evidentemente se beneficiam desse
> desnecessário polemismo. Há aqueles que ganham dinheiro, com blogs, com
> promoção de eventos, com projetos culturais(sic) que envolvem o TG.Precisam
> da exposição, precisam da polêmica, precisam "marcar posição".
>
> Acho que é isso.
>
> Abs,
>
> Eugenio
>
>
>
>
>
>
>
> 2009/5/25 Antônio Mattos <[email protected]>
>
> > Porque esse grupo inspira tanto ódio e causa tanta polêmca por aqui?
> > Oque esse grupo tem demais? Teresa Cristina, Afredinho, Galoti, Mariana
> não
> > fazem o papel de resgatar bons samba a muito tempo, e com mais
> propriedade
> > que eles? Por que tanta importância é dada a esse grupo de Sao paulo?
> > Acho que a nossa CIDADE MARAVILHOSA  esta repleta de boas rodadas de
> samba,
> > e não é um time oriundo de sp ou seja lá de onde for que vai sacudir a
> nossa
> > moral. Ou não?
> > Quem é esse Terreiro Grande que causa +odio e amor, alguem poderia me
> > responder? Estou curioso.
> >
> > Grato!
> >
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