CLUBE DO CHORO DE BRASÍLIA, Petrobrás, Banco do Brasil & Correios
apresentam Projeto “DORIVAL para sempre CAYMMI”
Esta semana VITOR ARAÚJO
O pianista Vitor Araújo, nascido em 1989 no Recife, iniciou seus
estudos aos nove anos de idade, no Conservatório Pernambucano de Música.
Destacou-se na infância e na adolescência pelos vários prêmios que recebeu
como, a Menção Honrosa no Concurso Magda Taggliaferro, em São Paulo, e as
primeiras colocações nos Torneios Pernambucanos de Piano, nos anos de 2001 e
2005, além de prêmio de Melhor Intérprete de Música Brasileira, no Torneio
Josefina Aguiar.
Em novembro de 2006, gravou duas apresentações no Salão Nobre do Teatro
de Santa Isabel, em Recife, para o DVD-demo "Variando". Esse concerto ganhou
proporções nacionais, ao ser comentado em capas de cadernos de cultura de
vários jornais, como o Correio Braziliense, Diário de Pernambuco e Jornal do
Commercio, e causou polêmica pelas improvisações inseridas em obras eruditas
consagradas. Apesar de seu trabalho artístico ser baseado na música erudita,
Vitor passeia musicalmente pelo jazz e pela música popular brasileira.
Em julho de 2007, ele foi atração principal do Palco Instrumental do
Festival de Inverno de Garanhuns, e em agosto veio a consagração nacional.
Apresentou Concerto no Convento de São Francisco, durante a Mostra
Internacional de Música de Olinda, ao lado de ícones como Antonio Menezes, Naná
Vasconcelos, Egberto Gismonti, Yamandú Costa, Hamilton Holanda e Isaac
Karabtchevsky.
Foi considerado o melhor show do evento pelo Diário de Pernambuco, e o
jornal O Estado de São Paulo o considerou uma grata surpresa, enquanto o Jornal
do Brasil abriu sua primeira página do Caderno de Cultura para falar
exclusivamente do que ele chamou de novo fenômeno da música brasileira. Já a
jornalista Ana Paula de Sousa, da Carta Capital, em seu artigo “Virtuosa
Molecagem”, assim o descreveu “...Araújo tem de sobra uma capacidade: fazer o
piano soar humano, simples.” No programa de Jô Soares (18/10/2007), deu uma
entrevista entre as de maiores repercussão em 2007, e em dezembro daquele ano,
já contratado pela Deckdisc, gravou o CD Dualdisc TOC, ao vivo, no Teatro de
Santa Isabel, em Recife.
Aclamado pelo público e pela crítica, Vitor Araújo recebeu os seguintes
prêmios: APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), um dos mais
importantes prêmios de Artes do país, com participação de 50 dos mais
conceituados jornalistas da área de cultura, que o escolheram como REVELAÇÃO DA
MPB em 2008; PRÊMIOS NICK, do canal a cabo Nicklodeon, escolhido por votação do
público infanto-juvenil como o ARTISTA REVELAÇÃO DO ANO 2008. Pela primeira vez
esse prêmio foi dado a um músico erudito/instrumental.
Quebrando paradigmas, marca de sua carreira, apresentou-se no maior
Festival de rock do Brasil, o Abril ProRock, no Festival Recbeat, em Recife, e
também em espaços tradicionais e contemporâneos como o Auditório do Ibirapuera
(SP), Sala Cecília Meirelles (RJ), Sala Baden Powell (RJ), Teatro José de
Alencar (CE), Palácio das Artes (MG), Vivo Rio (RJ), Centro Cultural (SP) e
SESC (SP). Em 2009 participou da tradicional “Abertura do Carnaval do Recife”,
ao lado de Caetano Veloso e Nana Vasconcelos.
Teve sua música “Última Sessão” escolhida como trilha do documentário
“Chico Mendes”, e além de participação destacada, tocando “Último dia – Levino
Ferreira”, no curta-metragem “Superbarroco”, da Diretora Renata Pinheiro, filme
vencedor do Festival de Brasília e único Brasileiro selecionado para participar
do Festival de Cannes em 2009.
Vitor Araújo surgiu como o prodígio que pisava no piano. À primeira
vista, era o pianista de All Star. Aos poucos, foi sendo descoberto como o
músico erudito que improvisava, e que nas terras de polêmicas armoriais tinha
desafiado o frevo e o conservatório. Hoje, essa fase começa a ficar para trás,
e Vitor Araújo começa a ser o pernambucano parceiro de Junior Barreto,
convidado de Otto, fã de Mombojó e integrante do Seu Chico, que ainda por cima
é a revelação do ano de 2008 para a Associação Paulista de Críticos de Arte.
Aliás, entre os pernambucanos que um dia foram ídolos do ainda garoto de
19 anos, ele é “Vitaraújo”. Com sotaque, por favor. Assim, “Vitaraújo” é o
rosto mais novo de uma geração que saía da infância quando Chico Science rufou
as primeiras alfaias e deu o choque na lama estagnada de Recife e Olinda. O que
era do mangue beat, há uns quinze anos, hoje é uma capital que abarca não só
maracatu, cirandas, funks, rocks e hip hops, mas cinema, musas, música pra
roçar, e um piano nada deslocado. É da confusão de uma grande cidade que ferve
que Vitor tira a concentração para marcar suas fronteiras: "Meu objetivo é
trocar sentimentos com o público. Eu quero ver o público aplaudir de pé, mas
meu trabalho é muito sincero".
Ainda sobre os conterrâneos contemporâneos, Vitor Araújo diz que "todos
se abraçam com muita facilidade, e mesmo eu sendo um erudito, também entrei
nessa turma. Sai coisa de lá aos montes, e com qualidade, não é fast-food".
A espontaneidade do pernambucano, portanto, depende sempre do espírito
que se cria em torno do palco. "O público faz o show. Quando tem praia na
cidade, sempre é mais quente". Tomara que faça sol.
Por Bernardo Mortimer
As apresentações acontecem dias 24, 25 e 26 de Junho de 2009 – Quarta, Quinta e
Sexta-Feira a partir das 21:45 horas. Ingressos a R$20,00(inteira) e R$10,00
(meia).
Informações: Tel.: 3224.0599. Ingressos: Clube do Choro de Brasília – SDC
BLOCO “G” - Funcionamento da bilheteria: 2ª e 3ª feira: 13:30 às
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