Pedrinho Miranda - queridíssimo - está com tudo e não está prosa. Muito sucesso 
e muita sorte para ele com o lançamento de seu 2º cd de carreira.

 

 

Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)

 

 

Deu em O Globo

 

 

Discolândia 

Pedro Miranda reforça sua maturidade em seu segundo CD, 'Pimenteira'
Publicada em 03/11/2009 às 08h22m
 
João Pimentel 
 

RIO - No release do seu segundo disco, "Pimenteira", Pedro Miranda é saudado 
por Caetano Veloso por sua "musicalidade, cultura entranhada, naturalidade e 
frescor". O baiano termina dizendo que sempre é citado "como elogiador fácil de 
moças jovens bonitas que cantam samba", mas que considera o CD um evento 
especial mais importante do que tudo o que elas representam. Caetano tem um 
papel importante ao jogar uma luz sobre o que lhe agrada, já que tudo o que ele 
diz tem repercussão, quer se concorde com ele ou não. E seus prediletos 
agradecem a força. Mas, no caso de Miranda, Caetano não apresenta novidade 
alguma, e ele sabe disso, mas ressalta um talento refinado apoiado numa 
simplicidade que anda em falta. 

 

Seu timbre incomum por vezes causa estranheza, compensado com uma técnica 
perfeita aliada à segurança que adquiriu pela estrada. Por isso, ele tem algo 
que as ninfas de Caetano não têm: consistência. "Pimenteira" é maduro, sem o 
ranço passadista de boa parte do que se apresenta como "moderno" no gênero. O 
tal frescor a que se refere o baiano é evidente em "Hello, my girl", de Silvio 
da Silva; em "Velhice", parceria inédita e inusitada de Nelson Cavaquinho com o 
portelense Alcides Dias Lopes; em "Meio tom", de Rubinho Jacobina; e em 
"Imagem", de Wilson das Neves e Trambique. Canções de épocas e mundos 
diferentes. 

 

A chula que dá nome ao disco é um achado. Roque Ferreira mostra porque é uma 
das grandes referências da música feita no Recôncavo Baiano. O cantor também 
faz um passeio por artistas de sua geração em boas composições de Edu Krieger 
("Coluna social") e Moyséis Marques ("Cartas de metrô"), e se dá ao luxo de 
poder contar com sambas de Nei Lopes, o ótimo "Compadre Bento", e Elton 
Medeiros, numa parceria com o bandolinista Afonso Machado, "Na cara do gol". 
Outro bandolinista, Pedro Amorim, é responsável por um dos momentos mais 
bonitos do disco, "Samba da Moreninha", uma singela homenagem a Paquetá. 

O mérito de Pedro Miranda deve ser dividido com o produtor e violonista Luís 
Filipe de Lima, responsável por dar ao cantor a cama confortável e bem arrumada 
onde ele deita seu talento, que pode ser conferido no lançamento do disco hoje, 
às 19h30m, no Teatro Rival. 

                                          
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