SONINHA,
 Fui sim, ontem, ao Clube do Choro. Como não ir?
 E, de lá, liguei pra você. A sua ausência estava sendo 
comentada,  sentida; e objeto de reclamações junto à Ouvidoria do
Clube do Choro.  Tentei negociar,  mas várias representações foram
 impetradas junto à Direção do Clube.
 Bom!  O  Clube do Choro está lotado.  

        Délcio Carvalho,  se não me engano, deu início àquele momento
histórico, cantando dois ou três sambas eternos. Depois, com a
mesma diretriz, subiram ao palco: Nelson Sargento, Noca da Portela, 
Agenor de Oliveira, Paulo Debétio, Wilson Moreira,  Osvaldinho da
Cuíca (do Demônios da Garoa) ; e as belas Ademilde Fonseca e
Adelaide Chiozzo  ("Sabiá lá na gaiola, fez um buraquinho, voou
voou ...";  " ...  que beijinho doce que ela tem,  depois que eu
beijei ela  nunca mais ... )
 Essa seleção divina veio à Brasília  para os acompanhamentos e
discussões acerca de projeto-lei que está em tramitação no
Congresso Nacional. O projeto prevê a garantia de um
seguro-desemprego e de aposentadoria para os músicos brasileiros 
com mais de 50 anos de atividade, como ocorre em países europeus 
(Bélgica,  França ... )
 Ainda, eles foram homenageados pela Comissão de Educação, Cultura
e Esporte do Senado Federal. E fizeram o maravilhoso show no Clube do
Choro. 
 Em seguida, cópias de artigo  divulgado no site “Luiz Nassif On
Line”, de autoria do Cafu; e de matéria do Correio Braziliense de
ontem, do competente Irlam Rocha Mendes.
 CAIO TIBURCIO
        ============================================================
 LUIZ NASSIF ON LINE
 07/12/2009 - 17:00  

        O MOVIMENTO DOS MúSICOS 

        POR CAFU 

        Nassif e colegas, 

        Amanhã, em Brasília, haverá um encontro de pessoas emblemáticas
da MPB com senadores, para discussão de um projeto-lei que garanta
seguro-desemprego e aposentadoria aos músicos brasileiros, a exemplo
do que ocorre em qualquer país desenvolvido do mundo. 

        Nossa música e nossos artistas são o grande cartão de visita do
Brasil no exterior. São eles os responsáveis pela admiração,
respeito, curiosidade e desejo de vir conhecer de perto nossa terra,
nosso povo e nossa riqueza cultural. Em troca, o que os artistas
recebem pelos excelentes serviços prestados são uma vida instável
e uma velhice desamparada. Muitos morrem à míngua, outros enfrentam
grandes dificuldades para sobreviver com dignidade, outros precisam
trabalhar até a mais avançada idade para pagar as suas contas. 

        Se os poetas são as antenas da raça, como disse o Ezra Pound, os
músicos, compositores e cantores são os ouvidos, a voz e as asas
invisíveis que elevam nossa alma ao mundo dos sonhos, da beleza , do
afeto e da criação. Um país que ignora ou abandona seus artistas
evidencia uma degeneração séria no seu estágio civilizatório.
Não devemos permitir que isso aconteça. 

        O Clube do Choro de Brasília, guardião e difusor de nossas
melhores tradições musicais, templo sagrado da música instrumental
brasileira e um dos projetos culturais mais relevantes do Brasil –
graças à luta incansável de seu presidente (visionário!), Reco do
Bandolim – abrirá suas portas para receber a comissão que virá
discutir o projeto no senado. Uma forma de acolher e celebrar os mais
altos ideais e anseios dos artistas e reafirmar o compromisso
inquebrantável do CCB com a cultura nacional .Tudo indica que será
uma noite memorável, com a presença de Altamiro Carrilho, Ademilde
Fonseca e outros monstros sagrados de nossa música.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/07/o-movimento-dos-musicos/
[1] 
 ==============================================================
 Música
 Samba não é só alegria
 Velha guarda se reúne em show no Clube do Choro e em audiência no
Senado, para discutir aposentadoria e seguro-desemprego 
 Irlam Rocha Lima 
 Salve o compositor popular! Esse é o mote do show que reunirá
sambistas da velha guarda hoje, às 21h, no Clube do Choro. Pelo
palco vão passar os bambas Nelson Sargento, Noca da Portela, Wilson
Moreira, Délcio Carvalho, Agenor de Oliveira, Paulo Debétio e
Osvaldinho da Cuíca (Demônios da Garoa) e as cantoras Ademilde
Fonseca e Adelaide Chiozzo. Eles serão acompanhados por um grupo de
músicos brasilienses, liderado pelo violonista Henrique Neto. A
entrada é franca, mas os interessados devem retirar os convites na
bilheteria do clube. 
 Amanhã, às 10h, esses representantes da tradição da música
popular brasileira serão homenageados pela Comissão de Educação,
Cultura e Esporte do Senado Federal. Também serão recebidos em
audiência, visando à discussão de uma proposta para a criação de
aposentadoria especial para compositores brasileiros com mais de 50
anos de atividade e de um seguro-desemprego para o músico, a exemplo
do que ocorre em países europeus como Bélgica e França. 
 “Os artistas ligados à música têm atividade sazonal, não é
sempre que têm oportunidade de receber cachês por trabalhos
realizados. Muitos deles chegam à velhice tendo que enfrentar
dificuldade financeira, por não terem garantia de emprego formal”,
afirma Júlio Ricardo Linhares, secretário da comissão e um dos
idealizadores do encontro. 
 Parceiro de Nei Lopes em sambas antológicos como Goiabada cascão,
Gostoso veneno e Senhora liberdade (considerado o hino das Diretas
Já), Wilson Moreira vai marcar presença no Clube do Choro nesta
noite. Para ele, essa iniciativa da Comissão de Educação, Cultura
e Esporte do Senado tem o apoio de toda a classe. “Se conseguirmos
sensibilizar os senadores a votar a aposentadoria para os velhos
sambistas e compositores será algo valioso. Temos contribuído
bastante com a cultura popular brasileira e merecemos receber esse
reconhecimento.” 
 Um dos nomes mais destacados do samba carioca, Noca da Portela
também faz parte do grupo que vem à cidade para a audiência no
Senado e o show de hoje. O cantor e compositor mineiro — radicado
no Rio de Janeiro desde a infância —, autor de sambas clássicos
como Caciqueando, É preciso muito amor, Portela querida e Vendaval
da vida, está na linha de frente dos que pleiteiam melhores
condições de vida para seus pares. 
 Noca da Portela foi recentemente ao Palácio do Planalto, a convite
da primeira-dama, Marisa Letícia, cantar na festa de aniversário do
presidente Lula. “Depois tive uma longa conversa com ele e expus os
problemas por que passam os compositores de samba. São artistas que
passam a vida alegrando as pessoas e muitos chegam à velhice
passando necessidade”, afirma. 
 “Não temos aposentadoria e somos discriminados inclusive pelas
rádios cariocas; nossas músicas são apenas tocadas na
madrugada”, emenda Noca. “Até a rádio Roquette Pinto, que é do
estado do Rio de Janeiro, nos deixa de lado no horário nobre, quando
toca pagode melacueca e axé music. Assim, o público deixa de ouvir
sambas de Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Wilson
Moreira, Walter Alfaiate. No mesmo caso estão compositores mais
novos que seguem a mesma linha, como a Teresa Cristina.” 
 AGONIZA, MAS NãO MORRE 
 Um dos primeiros a tomar a iniciativa de procurar os órgãos
competentes para reivindicar a aposentadoria dos veteranos
compositores foi o carioca Nelson Matos, conhecido nacionalmente como
Nelson Sargento. No dia 24 de junho, ele veio a Brasília e conversou
com os ministros Fernando Hadad, da Educação, e José Pimentel, da
Previdência e Assistência Social. Esteve, também, na Comissão de
Educação, Cultura e Esporte do Senado. “Sugeri a eles a criação
de um projeto de lei visando à profissionalização da nossa classe,
para que possamos ter direito a aposentadoria e plano de saúde. Como
cidadãos, pagamos todo tipo de imposto e não temos direito a
nada”, reclama. 
 Sargento conta que vários compositores de escolas de samba do Rio
de Janeiro, como Mangueira e Portela, que morreram recentemente,
deixaram as famílias em dificuldade. “A esposa de Nelson
Cavaquinho, sem nenhum tipo de amparo, não tem onde morar e vive
quase como pedinte. Internado num hospital, Walter Alfaiate enfrenta
dificuldades”, comenta. 
 Compositor, cantor e artista plástico, Nelson Sargento é velho
conhecido do brasiliense. Aqui já fez várias apresentações,
inclusive pelo projeto Gente do Samba, do Feitiço Mineiro, à epoca
produzido por Sônia Alves. Mangueirense histórico, é autor de
aproximadamente 400 sambas. Pelo menos três deles estão na boca do
povo: Falso amor sincero, Ingratidão e o hino Agoniza, mas não
morre. No show do Clube do Choro, não deve faltar Minha vez de
sorrir, que ele espera cantar quando, ao lado dos companheiros,
conseguir sucesso em sua reivindicação. 
 Fotos 

        Nelson Sargento sugeriu projeto de lei: “Como cidadãos, pagamos
todo tipo de imposto e não temos direito a nada” 
        Noca da Portela: “Muitos artistas chegam à velhice passando
necessidade” 
 SALVE O COMPOSITOR POPULAR
 _Show com Nelson Sargento, Noca da Portela, Délcio Carvalho, Wilson
Moreira e outros artistas, hoje, às 21h, no Clube do Choro (Eixo
Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães).
Entrada franca (sujeita à lotação do clube). Não recomendado para
menores de 14 anos. Informações: 3224-0599._ 
        http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_112.htm
 
-------------------------
 Sonia Palhares Marinho  
 _DATA:_ Qua 09 Dez 2009 - 17:52:56 BRST
        Beleza, Gabriel!!!  
        Aqui não é espaço para intolerância. Voltemos ao samba. Fostes
ontem ao Clube do Choro ver Noca da Portela, Délcio Carvalho, Nelson
Sargento, Oswaldinho da Cuíca e Wilson Moreira, de graça??? Não fui
porque estava absolutamente derrubada, mas sei que o Caio Tibúrcio
foi (ele me ligou de lá).  
        Conta aí, Caio. Como foi a noite???  
_______________________________________________
Tribuna mailing list
[email protected]
http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna

Responder a