Dia desses encontrei numa da minhas estantes um LP, lançado no final dos anos 
80, com ótimos sambas dos blocos da Zona Sul do Rio de Janeiro, onde se destaca 
 o "República dos Vira-Latas" - samba de forte crítica social - de nada mais 
nada menos que do pernambucano Lenine. Dizem que venceu concurso de sambas no 
Suvaco do Cristo várias vezes. Alguém confirma essa informação? Não é de de se 
espantar que o filho, João Cavalcante, carioca que é, se direcionasse ao samba 
com o seu Casuarina que, aliás, fez dois bons cds e agora passam também a 
compor.

 

 

Sonia Palhares (BsB-DF)


 


From: [email protected]
To: [email protected]; [email protected]
Subject: O samba carioca está onde sempre esteve (era: O Samba do Cupinzeiro)
Date: Sun, 28 Feb 2010 21:24:25 -0300



 
Wagner:
 
 
Eu sequer moro no Rio de Janeiro, mas nunca, em tempo algum o samba carioca 
esteve ameaçado a ponto de precisar ser resgatado por quem quer que fosse. Isso 
é uma falácia!!! O samba é uma cultura tão forte no Rio de Janeiro que essa 
ameaça jamais ocorreu em que pese ele ter ficado fora da mídia por muito tempo. 
Fui à samba na minha infância, na adolescência, na juventude e continuo indo na 
minha idade adulta. Aliás, tive a oportunidade de conversar com a Beth Carvalho 
aqui em Brasília sobre isso a propósito da letra de "Samba Agoniza, Mas Não 
Morre", do Nelson Sargento. Os jovens artistas que revitalizaram a Lapa carioca 
a partir da 2ª metade dos anos 90, fizeram isso à mancheia - à beça -, e 
fizeram tanto que passaram a ser objeto de críticas por parte daqueles que 
defendiam que era necessário gravar sambas de novos compositores sem espaço na 
midia. Pedro Miranda gravou o excelente "Pimenteira", seu 2º cd de carreira, 
exatamente nesta perspectiva, ou seja, só vinha cantando e gravando sambas 
antigos - "resgatados", como se ele fosse membro da Defesa Civil ou do Corpo de 
Bombeiros - quando, no Rio de Janeiro, tem muita gente fazendo samba bom. E não 
só no Rio de Janeiro, basta falar do baianíssimo Roque Ferreira - de quem sou 
fã declarada -, que é um dos compositores mais bacanas que apareceram no 
cenário do samba nos últimos tempos - ele não é tão novo assim, mas foi 
revelado na sua plenitude há pouco tempo. O samba carioca está onde sempre 
esteve, nas ruas, nas esquinas, nos botequins, nos morros - ainda que hoje o 
funk tenha a preferência da juventude alienada -, nos terreiros que ainda 
existem - o Rio de Janeiro não é só Zona Sul e Subúrbio -, nas pequenas escolas 
de samba dos diversos grupos que não o "Especial", nos fundos de quintal, nos 
blocos de amigos, nos blocos de embalo, nas rodas de sambas abertas e até mesmo 
nas casas de shows.
 
 
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
 



 
Date: Sun, 28 Feb 2010 15:57:19 -0800
From: [email protected]
To: [email protected]; [email protected]
Subject: Re: [S-C] O Samba do Cupinzeiro







Caro amigo, eu não concordo com a tua opinião, eu não moro em SP, moro em outro 
Estado, portanto sou neutro nessa disputa e posso falar sem puxar a sardinha 
para nenhum dos lados. Todos os anos eu vou a SP, e sempre curto bons sambas,  
de altissima qualidade,  não vejo  resistência dos paulista sobre  essa questão 
, quanto ao RJ é maravilhoso e concordo com você, o samba feito no RJ tem outro 
carisma, tem uma partícularidade toda propria, é revestido de magia, o samba 
corre solto nas veias do carioca, mas isso não quer dizer que o samba carioca é 
melhor que esse ou aquele samba que se faz, se toca e se dança em SP ou em 
qualquer outro lugar fora do RJ 
 


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