Lançar um novo músico custa mais de 700 mil euros, mostra pesquisa inédita

*Plantão* | Publicada em *10/03/2010* às 15h57m
Thais Britto
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[image: Lily Allen /
Divulgação]<http://oglobo.globo.com/fotos/2009/03/25/25_MVG_cult_lily-clash.jpg>

RIO - Parece até um anúncio de televisão: o adiantamento para o artista, 258
mil euros; o orçamento da gravação, 169 mil euros; a realização de três
videoclipes, 140 mil euros; a verba de apoio para a turnê, 92 mil euros; a
verba para começar a divulgação, 118 mil euros. Esses são os dados
divulgados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), em
Londres, esta semana. Segundo a organização, lançar um novo rosto
constelação de estrelas da música custa em média 777 mil euros e que a
internet não basta para tornar alguém conhecido. Em 2009, segundo as
gravadoras, foram investidos 3,69 bilhões (30% do que arrecadaram) nos 4 mil
artistas que compõem seus catálogos.

A pesquisa revelou que a internet não basta para tornar um artista
conhecido. O que você
acha?<javascript:NewWindow('/cultura/vote/4913.asp?pergunta=4913&resultado=0&editoria=8','Anterior',272,300,'yes','no');>

Se o artista já é uma estrela consolidada, cada lançamento, segundo o IFPI,
ronda os 3 ou 4 milhões de euros. Essas informações são parte de um estudo
intitulado "Investindo em música", com o qual a indústria quer enfatizar que
a internet não é a solução para os problemas e que "segue apostando forte no
desenvolvimento de novas ofertas musicais" apesar da queda de vendas. O
estudo aponta que o setor renova 25% do seu catálogo anualmente, o que
implica em milhares de contratações a cada 12 meses.

" Não existe um autêntico exemplo de alguém que tenha feito sucesso apenas
recorrendo à internet "

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"Não existe um autêntico exemplo de alguém que tenha feito sucesso apenas
recorrendo à internet", declarou, numa conferência de imprensa, John
Kennedy, presidente da IFPI. Para Kennedy, inclusive artistas que começaram
a decolar graças à rede (como Arctic Monkeys ou Lilly Allen) acabaram
associando-se a grandes gravadoras.

Fontes do IFPI disseram ao jornal "El País" que trata-se da primeira vez que
realizam este estudo, por isso, não há dados anteriores para comparação.
Foram contabilizados dados de alguns países em capítulos determinadas. Na
França, por exemplo, o investimento em marketing de artistas caiu de 15% em
2006 para 12% em 2009. O responsável pela queda, segundo o IFPI, é "a troca
ilegal de arquivos e outras formas de pirataria". Na escala global, a
proporção total do investimento em marketing é de 16%. "Outras indústrias,
como a farmacêutica ou a de computadores, não alcança esse número", disseram
as fontes.

O relatório oferece exemplos de "achados" como a cantora Amy Winehouse,
artista que vendeu mais de 10 milhões de exemplares do álbum "Black to
black". Seu "descobridor", Nick Gatfield, ex- Dexy's Midnight Runners, a
indicou para o selo Island. "A internet não é uma ferramenta prática para
descobrir artistas ao acaso mas, no caso de Amy, ficamos sabendo dos boatos
e comentários que corriam sobre ela na rede", declarou Gatfield, em nota.
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