Cuidado com a Ira

--- Em seg, 22/3/10, Sonia Palhares Marinho <[email protected]> 
escreveu:

De: Sonia Palhares Marinho <[email protected]>
Assunto: [S-C] Maestro Ira levin persegue músico que participou da Ópera de Rua
Para: [email protected]
Data: Segunda-feira, 22 de Março de 2010, 13:30





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Olá, amigos:
 
 
O maestro americano, atual regente da Orquestra Sinfônica de Brasília (Teatro 
Nacional Cláudio Santoro), Ira Levin, é GENRO da Deputada Distrital Eurides 
Brito, uma das envolvidas no escândalo de corrupção que Brasília presencia 
neste momento. FORA EURIDES BRITO e toda a sua corja, o maestro americano, 
inclusive!!! Repassem essa mensagem para suas listas. Cabe lembrar que os 
músicos que tocam na Orqustra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro) são 
os mesmos que atuam no Clube do Choro acompanhando os artistas que vêm à 
Brasília e nos diversos espaços de música que existe na cidade incluindo os 
espaços destinados ao samba. Vamos nos organizar e não permitir que os músicos 
da cidade sejam perseguidos por essa cambada!!!
 
 
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
 
 
 
MÚSICA ERUDITA 

 
 
Maestro Ira Levin critica instrumentista por participar de ópera-bufa que 
ironiza Eurides Brito 


Nahima Maciel 
 
 
Publicação: 20/03/2010 16:36  






Acostumado a participar de apresentações da Orquestra Sinfônica do Teatro 
Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), o clarinetista Félix Alonso se diz vítima de 
perseguição política por parte do maestro Ira Levin, regente da orquestra. 
Alonso alega ter sido dispensado de tocar na sinfônica porque participou da 
ópera-bufa Auto do pesadelo de Dom Bosco, do maestro Jorge Antunes. A peça, 
encenada em fevereiro no Conic, é uma sátira com a crise política do Distrito 
Federal e, entre outros, ironiza a deputada Eurides Brito, sogra do maestro.

Alonso não é funcionário da orquestra, mas costuma completar o quadro de 
clarinetas e realizar concertos eventuais mediante cachê de R$ 600. Há duas 
semanas, recebeu telefonema do maestro Levin no qual era dispensado de todas as 
apresentações com a orquestra deste ano. "Ele me deu uma bronca e disse: 'Você 
não vai tocar mais uma nota comigo nesta orquestra. Você ia ganhar muito 
dinheiro este ano, mas não vai ganhar mais'", conta. "Ele estava irritado 
porque eu tinha tocado numa ópera que estava criticando a sogra dele. Ele disse 
que não mistura trabalho com política? Mistura, porque se não misturasse 
permitiria que fosse contratado na orquestra."

O maestro não nega o telefonema, mas afirma que queria apenas dar uma opinião 
sobre a ópera de Antunes. "Disse a ele que ele não estaria tocando com a 
orquestra e tomei a liberdade de dar minha opinião pessoal, de artista para 
artista, sobre o assunto da ópera, algo do qual creio ter direito a dar. Não 
tem a ver com minha declaração na entrevista (concedida ao Correio na última 
terça), em que digo: 'Eu separo política e trabalho, não faço parte de nenhum 
partido'. Há dúzias de músicos que participaram da orquestra em anos passados, 
que não participarão este ano, e que podem participar ainda se a oportunidade e 
a necessidade aparecerem", diz Levin.

O maestro destaca ainda que a programação de 2010 está fechada e que suspendeu 
a participação de Alonso em um concerto em julho porque a apresentação foi 
cancelada. %u201CEstava considerando não só o Felix, bem como outros 
clarinetistas, porém foi cancelado por causa de mudanças na programação, pois 
perdemos um concerto com o adiamento do início da temporada que deveria ter 
ocorrido em nove de março. Como todos os outros solistas já estavam 
confirmados, tivemos que adiar o concerto em que não tínhamos certeza de quem 
seria o solista%u201D, diz Levin.

Decepção

Para Alonso, a decisão do maestro é fruto de perseguição política. "Eu admiro o 
maestro porque acho que é um bom músico. Mas essa ligação dele me decepcionou 
demais. Além do mais, como pode dizer que não mistura política com trabalho 
depois de ter acontecido isso comigo?" O clarinetista está acostumado a tocar 
com a orquestra brasiliense desde 1997, quando pisou em Brasília pela primeira 
vez a convite da maestrina Elena Herrera. Cubano, 34 anos, Alonso deixou o país 
natal para se casar no Brasil. Desde então, deu aulas na Escola de Música de 
Brasília (EMB) e hoje tem alunos particulares de clarineta e ensina iniciação 
musical em escolas particulares.

Naturalizado brasileiro, colaborou com a sinfônica da capital em peças como 
Sinfonia nº 3, de Schumann, Sinfonia nº 7, de Beethoven, e Bachianas 
brasileiras, de Villa-Lobos. No fim do ano passado, foi convidado por Levin 
para ensaiar a Sinfonia nº 9, de Mahler. Chegou a participar de dois ensaios 
para fazer a leitura da peça, meses antes de participar da ópera no Conic. "Sou 
um simples músico que tocou na ópera, não fiz a ópera, a ópera é do maestro 
Jorge Antunes, que é meu amigo e isso ninguém pode tirar. Vivo num país livre."
 
 
 
Fonte: 
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/20/diversaoearte,i=181020/MAESTRO+IRA+LEVIN+CRITICA+INSTRUMENTISTA+POR+PARTICIPAR+DE+OPERA+BUFA+QUE+IRONIZA+EURIDES+BRITO.shtml
                                          
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