Oi, AMIGOS:
Esse é um CONVITE muito especial. (Espero todos vocês lá para prestigiar essa
grande personalidade da cidade)
Nesta sexta-feira (20), o compositor portelense CARLOS ELIAS, uma das
personalidades mais importantes do samba de Brasília, comemora 50 anos de
samba. O show comemorativo acontece no Auditório da Eletronorte (ELETROBRÁS), a
partir das 13:00 h, com entrada franca, acompanhado dos melhores músicos da
cidade. IM-PER-DÍ-VEL!!!
Segue o depoimento do compositor:
"Comecei a fazer músicas no início dos anos cinqüenta, Passei aproximadamente
dez anos da minha vida frequentando programas de auditório e percorrendo
corredores das rádios no Rio de Janeiro, tentando mostrar minhas músicas aos
cantores de sucesso na época. Naquele tempo eu só fazia música romântica
(samba-canção).
No final do ano de 1959, fiz uma visita a um colega de trabalho – Sebastião
Marques Balbino -, que morava na Rua Dona Clara, em Madureira. Ali fiquei
conhecendo Vilma, Porta-Bandeira da Portela e seu marido, Mazinho – Osmar José
do Nascimento, Vice Presidente da Escola e filho de Natal - Natalino José do
Nascimento que era o Presidente. Encontramo-nos outras vezes e, após me
conhecer melhor, Mazinho me convidou para assumir o cargo de Diretor Social da
Escola e também para ingressar na Ala de Compositores.
Mais tarde, passei a assumir também as funções de Relações Públicas e Diretor
do Conjunto – Show da Portela, com passistas, ritmistas e dançarinos de
gafieira. Passei a freqüentar periodicamente os encontros de compositores que
aconteciam nas tardes de sábado ou nas manhãs de domingo no Bar Portelense,
mais conhecido como Bar do Nozinho, bem próximo da sede da Portela, na Estrada
do Portela, 446, em Oswaldo Cruz. Esses encontros não tinha regularidade.
Ninguém era convocado para comparecer.
Eram encontros informais, sem caráter de reunião. Enquanto os veteranos
portelenses ficavam jogando baralho nas mesas do bar, na calçada os
compositores cantavam seus sambas novos e antigos. Candeia, Zé-Kéti, Jair do
Cavaquinho, Jorge Bubú, Casquinha, Monarco, Ventura, João da Gente, Walter Rosa
– que morava ao lado do Bar - Altair, Ari do Cavaco, costumavam estar sempre
por lá. Foi assim que comecei a assimilar aquele estilo de samba de versos
simples e melodia agradável. Mas a primeira vez que assisti a um ensaio da
Portela foi no dia 20 de janeiro de 1960, dia de São Sebastião, padroeiro da
Cidade do Rio de Janeiro. A velha sede da Portela estava repleta. E foi a
partir daquela data que resolvi a aceitar o convite de Mazinho e começar a
trabalhar pela Portela. Primeiro como Diretor Social e pouco depois assumido
também as funções de Relações Públicas e Diretor do Conjunto-Show da Portela,
com passistas, ritmistas e dançarinos de gafieira.
Em 1962, em parceria com Zé Kéti e Marques Balbino, fui autor do Samba-Enredo
RUGENDAS – Viagem Pitoresca Através do Brasil. Lancei vários Sambas de Terreiro
na Portela dos quais alguns foram gravados por pastoras e ritmistas da Escola.
Mas meu primeiro samba gravado fora da Portela foi "Canção da Primavera",
gravado por Nara Leão. Beth Carvalho e Paulinho da Viola também gravaram
músicas minhas.
Em 1972 me afastei da Portela, depois de um desentendimento com o Presidente da
Escola, Carlinhos Maracanã, que queria se intrometer nos trabalhos da Ala dos
Compositores. Eu, Candeia e Paulinho da Viola estávamos fazendo um trabalho de
reorganização da Ala que estava infiltrada de falsos valores. Afastei-me da
Escola, mas continuei fiel a ela. Não me integrei a nenhuma outra agremiação
como costumam fazer alguns compositores quando se aborrecem em suas Escolas.
Fora da Portela continuei organizando shows de samba em teatros, Boate em
Universidades (PUC e Escola de Medicina).
Assim, meus "Cinqüenta Anos de Samba" que estou comemorando em 2010, refere-se
ao tempo em que estive ligado à Portela e nos shows dos quais participei no
Teatro Opinião no Rio de Janeiro: primeiro show, sem título, em janeiro de
1966, ao lado de Zé-Kéti, Paulinho da Viola, Jair do Cavaquinho, Casquinha e
Joãozinho da Pecadora, com a participação especial de Billy Blanco que, naquela
época, havia feito um samba em homenagem a Portela. No mesmo ano, também no
Teatro Opinião, participei dos shows "A Fina Flor do samba" organizado pelo
jornalista e escritor Sérgio Cabral e Tereza Aragão, do Grupo Opinião e, ainda
em 1966, no Show "Zicartola N. 2", organizado pelo ator Jorge Coutinho e Bayer
ao lado de Clementina de Jesus, Alvaiade da Portela, Cartola, Nelson Cavaquinho
e o Conjunto Nosso Samba, no Rio de Janeiro.
Em Brasília, criei os projetos "Clube do Samba" e a "Feira de Música" que
aconteceram no período de 18 de novembro de 1978 a maio de 1981. O show "Samba
e Outras Coisas", que apresentei pela primeira vez em outubro de 2001 no Bar e
Restaurante "Favela Chic", em Paris, também foi apresentado em Brasília na Sala
Funarte, no Teatro do SESC da 504/505 Sul e no Feitiço Mineiro. No Clube do
Choro apresentei "Calouros em Desfile", em homenagem a Ari Barroso, Zé-Kéti - A
Voz do Morro" e, em julho desse ano, "Teatro Opinião" – A Porta de Entrada do
Samba de Morro na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 2009, foi protagonista do
documentário de média metragem "Estou de Bem Com a Vida", dirigido pelo jovem
cineasta Leandro Borges (Leandro JAPA). O tema do filme é sobre o Samba em
Brasília.
Nesse show comemorativo aos meus "Cinqüenta Anos de Samba" incluí sambas da
minha autoria e de outros compositores da Portela que foram lançados naquela
época. Apresentarei também alguns sambas que fiz e que não foram cantados na
Portela porque não são do estilo "Sambas de Terreiro". Sambas como "Carnaval",
de parceria com Nelson Lis de Barros, gravado por Paulinho da Viola e Beth
Carvalho, Protesto de Sambista e "RevoluSamba" (assim mesmo, com um "S" só)
inéditos, "Canção da Primavera", gravado por Nara Leão e "Homenagem a Nelson
Cavaquinho", gravado por Beth Carvalho."
SERVIÇO:
Local: Auditório da Eletronorte (ELETROBRÁS), próximo ao Setor Hoteleiro Norte,
subsolo do Shopping ID (entrada pela rampa lateral)
Horário: das 13 às 14 horas
Classificação Livre – ENTRADA FRANCA
Participações:
Carlos Elias – Comentários e vocal
Lucas de Campos – Violão de 7 cordas e arranjos
Helena Pinheiro – Cavaquinho e vocal
Breno Alves – Pandeiro e vocal
Márcio Bezerra – Clarinete e flauta
Guto Martins - Percussão
SALVE CARLOS ELIAS!!!
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