A classe média lacerdista, com seus preconceitos seculares, não se conforma
que um retirante semi-analfabeto tenha sido um presidente melhor e mais
popular que o Doutor da USP, com mestrado na Sorbonne. Este governo teve
graves erros e grandes acertos, mas como efetivamente melhorou a condição de
vida das pessoas, o presidente da república tem um índice de aprovação de
80%, fato inédito da história do mundo e como nada consegue afetar esta
popularidade, a classe média lacerdista parte para o fofocation, "bandido",
"corrupto", tal qual fizeram com o JK e o Jango e vão tentar ganhar no
tapetão, estão ensaiando uma forma de não respeitar a vontade do eleitor,
como sempre fizeram, agora sem a ajuda dos militares. Vamos falar de
corrupção então? Aguardem para depois das eleições o livro "Nos Porões da
Privataria" do jornalista Amauri Ribeiro Jr., a ser publicado pela Editora
Record, que está segurando pra não ser acusada de manobra eleitoreira. Neste
livro, o jornalista mostra as grossas falcatruas envolvendo o alto tucanato
na época da privatização das empresas públicas ocorridas em 97 no governo
FHC. O livro mostra, com base em documentos, que Verônica Serra e seu marido
abriram empresas off-shore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas
nesta época. Então meus caros, o escândalo da quebra do sigilo dos dois foi
para fazer uma cortina de fumaça sobre essa história. PRA QUE SE ABRE UMA
OFF-SHORE EM UM PARAÍSO FISCAL???. VERÔNICA SERRA ERA SÓCIA DE VERÔNICA
DANTAS, IRMÃ DE DANIEL DANTAS, DO BANCO OPORTUNITTY, O MAIOR BENEFICIÁRIO
DOS LEILÕES DAS EMPRESAS PÚBLICAS EM 97. QUEM INTEGRALIZOU O CAPITAL DA
EMPRESA DAS DUAS VERÔNICAS FOI ELE, 5 MILHÕES. Então, o "escândalo da quebra
do sigilo" teve a finalidade de abafar a nitroglicerina pura que é esta
história das privatizações. Percebam que os sigilos quebrados foram
justamente a da filha e a do genro do Serra. Fizeram o mesmo em 2006 com o
chamado "escândalo das ambulâncias", o objetivo era encobrir o fato de que a
"Máfia dos Sangue-Suga", que superfaturava ambulâncias, começou e teve seu
auge quando José Serra era Ministro da Saúde. O repórter José Carlos Azenha
fez uma reportagem para o Jornal Nacional ressaltando este fato da coisa ter
sido mais grossa na época do Serra, mas a direção do jornal não deixou isto
ir ao ar, pois a intenção deliberada era jogar a culpa nas costas do governo
Lula. Azenha saiu da Globo e conta esta história para quem quiser ler no seu
blog. Por isso eu não engulo essa imprensa tendenciosa e partidária, que
cinicamente pousa de "imparcial".
abs.
Eduardo Martins
----- Original Message -----
From: Juliana Férrer
Para seu governo (ou desgoverno?) eu nem leio a Veja...é a pior revista que
temos. E não defendo partido nenhum, nem ninguém destes todos aí. Acho
patético esse filão dos escândalos eleitoreiros. Não suporto nem Serra, nem
Dilma. Nem PT, nem PSDB. O que não dá é para fechar os olhos de que todos
são farinha do mesmo saco e o Lula ser "o cara", o grande presidente e por
aí vai. Como servidora federal que sou, altamnete beneficiada pelo governo
do PT e bastante prejudicada no de Fernando Henrique, seria
interessantíssimo para mim que Dilma ganhasse. Mas acho que votar pelo
umbigo é a pior forma de democracia.
2010/9/17 Eduardo S. Martins <[email protected]>
Ih!, a Juliana acredita na VEJA e na FOLHA DE SÃO PAULO. O cara que fez a
"denúncia" hoje na Folha de São Paulo já foi preso e cumpriu pena por
receptação de moedas falsas e outros estelionatos. Por isso a Folha
cinicamente diz no início da "reportagem" que a responsabilidade pelo "teor"
da denúncia era toda do "denunciante". Quanto ao filho da Erenice, a
denúncia só reforça o que a VEJA disse no fim de semana. Agora, a sujeirada
politico eleitoral começa quando o "honesto denunciante" diz que o
ex-direitor dos correios lhe pediu dinheiro para pagar "dívidas" do Hélio
Costa e da Dilma Roussef. E o "honesto denunciante" disse agora a noite nas
TVs que "quando jovem" foi do PSDB, mas "não chegou a assinar a ficha de
filiação". Estranhamente, coincidentemente, Hélio Costa e Dilma Roussef são
hoje as duas maiores dores de cabeça do PSDB, o primeiro ameaça ganhar em
Minas, onde Aécio Neves terminou seu governo com 74% de aprovação, perder
Minas seria uma tragédia para o PSDB. Perder a eleição para a presidência já
no 1º turno, de goleada, será a suprema humilhação. Então sai hoje uma
manchete garrafal na Folha de São Paulo, onde um ex-criminoso, condenado da
justiça, confessadamente militante do PSDB "quando jovem" diz que lhe
pediram propina para pagar dívidas justamente do Hélio Costa e da Dilma
Roussef. É nojento, é a filhadaputice em grau máximo. É o "P.I.G - Partido
da Imprensa Golpista" em ação, a revista diz uma coisa, a TV e o jornal
repicam a mesma coisa e martelam o fato a semana inteira. O escândalo da
quebra do sigilo não colou e já foi esquecido. Agora é o caso Berenice. E o
derradeiro será nas vésperas da eleição, no Jornal Nacional, quando a
candidata atacada não terá mais sequer o horário eleitoral pra se defender.
abs.
Eduardo Martins
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