Amigos, trago uma boa notícia neste fim de ano. Felizmente, para que o centenário de Nássara não passe em branco, Carlos Didier fez uma bonita homenagem ao mestre. Um livro sobre o Nássara. E o Rio também está abrigando uma exposição com trabalhos inéditos e raros do caricaturista. Obra de Jorge de Salles e de José Roberto. Vejam abaixo. E um feliz Natal para todos! NÁSSARA PASSADO A LIMPO Carlos Didier ISBN: 978-85-03-01100-6 Formato: 18x18 cm Páginas: 252 Preço: R$35,00 No ano em que completaria cem anos de vida, o caricaturista e compositor Antonio Gabriel Nássara ganha uma grande homenagem de Carlos Didier. Em NÁSSARA PASSADO A LIMPO, o autor faz uma deliciosa crônica da vida do artista que compôs marchinhas memoráveis como “Alalaô” e foi autor do primeiro jingle brasileiro. Filho de imigrantes sírio-libaneses, Antônio Gabriel Nássara nasceu no Rio de Janeiro. Criado em Vila Isabel, foi vizinho e parceiro de Noel Rosa (1910-1937), a quem deu um primeiro empurrãozinho na carreira ao citá-lo em um artigo no jornal “A Crítica”. Fez da caricatura o seu ganha-pão, tendo trabalhado para os principais jornais da época, como O Globo, A Crítica, Diário Carioca. Com desenhos de traços únicos e humor tipicamente carioca, Nássara faria da arte do cartum um instrumento para rir e, em algumas ocasiões, também de protesto. Multitalentoso, Nássara também deixaria um legado na rádio, onde criou o primeiro jingle brasileiro para a Padaria Bragança, um fado com toques de guitarra portuguesa. Divertiria ainda os ouvintes com anúncios com textos irreverentes. Com prefácio de Ruy Castro, a edição é ricamente ilustrada com caricaturas do próprio Nássara. O livro traz ainda uma lista completa das composições escritas pelo artista. Reconhecido historiador da música popular brasileira, Carlos Didier está se especializando em retratar os nossos maiores cronistas musicais. Começou com Noel Rosa — Uma biografia (em parceria com João Máximo), prosseguiu com Orestes Barbosa — Repórter, cronista e poeta, e agora Nássara. Os três eram craques em juntar a palavra à música, própria ou alheia. Editora José Olympio (Grupo Editorial Record) Assessoria de imprensa Tel.: (021) 2585 2047 - fax: (021) 2585 2082 Gabriela Máximo ([email protected]) Juliana Braga ([email protected]) [email protected] Nássara 100 Anos Entre os meses de junho e outubro de 1996, o artista plástico Jorge de Salles recebeu na sua residência dois envelopes recheados de desenhos originais antigos de autoria de Nássara. Junto com os desenhos, o artista deixou bilhetes que orientavam Jorge de Salles a selecionar os aproveitáveis, limpá-los retocando com guache branco e usá-los de alguma forma. Assim escreveu Nássara: “Estou te mandando antigos originais. Espero que algum abnegado desenhista (principiante e teu auxiliar) faça uma re-colagem dando uma melhor apresentação gráfica em alguns aproveitáveis...”. Em 11 de dezembro daquele ano, portanto dois meses após o envio dos envelopes, Nássara faleceu aos 87 anos na sua residência logo após ler o jornal como fazia todas as manhãs. Reunindo todas as obras enviadas por Nássara a Jorge de Salles, contam-se mais de 100 desenhos originais e raros. É a partir deste precioso acervo que planejamos a montagem desta exposição que pretende lembrar a vida e obra de Antonio Gabriel Nássara, que em novembro de 2010 completou 100 anos. Trata-se do centenário de um dos mais importantes desenhistas de humor do Brasil e um dos mais talentosos compositores que a música popular brasileira conheceu. Além de seu traço característico, Nássara deixou para a história mais de duzentas músicas, algumas cantadas até hoje, especialmente nos bailes de carnaval. Entre as mais populares, podemos citar “Periquito Verde” (pareceria com Sá Roriz), “Balzaquiana” (parceria com Wilson Batista), “Florisbela” (parceria com Frazão) e sua mais famosa marchinha “Allah-la-ô” (parceria com Haroldo Lobo). Esta exposição representa a genialidade de Nássara, um dos mais criativos artistas brasileiros, e a abnegação do curador desta mostra Jorge de Salles, um dos mais atuantes agitadores culturais do Brasil. Jorge de Salles passou os últimos dois anos de sua vida dedicando-se a organizar e catalogar tudo que possuía sobre seu amigo Nássara. Infelizmente, em decorrência de um problema de saúde, Jorge de Salles faleceu no dia 1° de novembro, pouco mais de dois meses antes da inauguração desta exposição. O acervo que compõe esta mostra é, portanto, uma oportunidade rara para conhecer o talento de dois brasileiros que ajudaram a construir a História da Caricatura Brasileira e, de certa forma, da cultura nacional.
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