Frente integrada assume compromisso de defesa do direito autoral

21/12/2010

Uma frente integrada em defesa do direito autoral moral dos compositores foi
consolidada, na última quarta (14), saldo da audiência promovida pelo
Ministério Público do Trabalho – MPT para discutir o descumprimento da Lei
9.610/98 e o prejuízo na carreira dos profissionais da música. Construído
com base na provocação do procurador Pedro Lino de Carvalho Júnior, o
compromisso conjunto foi referendado por representantes do Ministério da
Cultura/Diretoria de Direitos Intelectuais, Secretaria de Cultura da
Bahia/Funceb, OAB, Ecad, ABDA, Abramus, Arpub, Amar, entre outras entidades
representativas da categoria. “É chegada a hora de somar esforços e fomentar
uma mudança cultural, de mais respeito à dignidade do compositor”, sintetiza
o procurador do MPT.

Destacada como “um feito histórico”, a audiência trouxe foco ao direito
quase sempre negado ao compositor, de ter o nome divulgado pelas emissoras
de rádio, como autor, quando sua música é tocada. Respeitada por poucos
nesse aspecto, a Lei 9.610/98 do Direito Autoral, especificamente nos
artigos 24 e 108, garante a obrigatoriedade (TRECHO ABAIXO). “Duvido que com
esses parceiros nós não tenhamos resolvida a distorção no direito autoral do
Brasil”, instigou o compositor, cantor e advogado baiano Waltinho Queiroz,
entusiasta da causa.

Os primeiros efeitos já surgiram a partir da iniciativa da Rádio Educadora
FM 107.5, que desde ontem (15/12) veicula a campanha e o jingle do tema
(autoria de Marcelo Quintanilha, premiado pela OAB/BA). “As rádios públicas
já cumprem a legislação, veiculando a autoria das músicas tocadas”, defende
o vice-presidente da Arpub, Mário Sartorello, que também representou a Rádio
Educadora na audiência pública.

A importância da identificação do compositor para facilitar a arrecadação e
o pagamento do direito autoral também foi ressaltada pelo gerente do
Ecad/Bahia, Gabriel Valois. Já o representante da Secretaria de Cultura da
Bahia, Gilberto Monte Lima, alertou para a questão da “era digital” e sobre
a necessidade de pensar no problemas que ainda estão por vir. A exemplo da
execução streaming de músicas (via internet). Rafael Pereira Oliveira,
coordenador-geral de Difusão de Direitos Autorais e Acesso à Cultura do
MinC, ressaltou a importância da iniciativa para o reconhecimento dos
compositores, lembrou que a reforma do direito autoral que está sendo
discutida pode incorporar alguns aspectos que ajudem na preservação destes
direitos e reiteirou que o MinC está atento ao desdobramento da atuação do
MPT.

Entre os profissionais das emissoras de rádio da Bahia presentes à
audiência, a diretora comercial da Rádio Recôncavo FM, Ednéia Penha, frisou
a dificuldade de as emissoras cumprirem a determinação, já que é farto o
material recebido dos artistas e gravadoras sem a devida informação sobre os
compositores. Geraldo Fontes, do Sistema Pasi de Comunicação, pontuou a
necessidade de divulgar o texto da lei. “Poucos conhecem a lei nas rádios do
interior do estado”, disse. O radialista Marcelo Carvalho, da Nova Salvador
FM, atentou para a necessidade de incluir os radialistas e comunicadores no
debate.

O texto acima foi postado originalmente no seguinte endereço:

http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/
O Blog Direto da Geladeira está realizando uma enquete sobre as mudanças na
Lei do Direito Autoral.
Aguardamos a visita e a participação na enquete.

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