Pois é,

eu não sou fã do Lobão, portanto estou a cavaleiro para emitir uma opinião.
Não concordo com tudo o que ele fala. Na realidade Lobão é um grande
marketeiro que, para fugir do ostracismo da mídia, sai falando de tudo e de
todos. Agora o que ele falou (e fala),além do marketing, tem uma certa
lógica, não é somente baboseira. É um preconceito chamá-lo de retartado e
imbecil. Não nos esqueçamos que Lobão é um verdadeiro roqueiro, e como
roqueiro traz essa contundencia nas palavras, em sua música. O Chico Buarque
é idolatrado quase que unânimamente, mas como diria Nelson Rodrigues: "toda
unanimidade é burra". O Chico é um gênio, mas tem lá seus pecadilhos. Seus
últimos discos são fraquíssimos e há canções suas tradicionais que
são bastante chatas. Eu gosto da MPB, mas reconheço (em mim também) alguma
coisa de conservador em sua boa parte. O mundo anda, a arte também. Só não
aceito as forçações de barra de uma modernidade questionável e
anti-artística. O choro, para mim é excelente, mas, na realidade, mantém-se
realmente como uma música do século 19, embora eu não ache que seja "uma
coisa morta". As tentativas de inovar no choro desperta animosidades
terríveis (que o diga Armandinho, excepcional instrumentista, quando executa
o choro numa guitarra baiana, os puristas só faltam lhe fuzilar). O João
Gilberto (que eu adoro algumas vezes) tem momentos de chatice infindável. É
preciso retirarmos do pedestal de muitos de nossos artistas, que são bons,
repito, más não são perfeitos.

Abs!

Lourival Augusto

Em 27 de janeiro de 2011 21:51, Oliveira Oliveira
<[email protected]>escreveu:

> Amigos, boa noite!!
>
> Recentemente li uma matéria no Blog do Estadão com uma entrevista do Lobão
> em que ele critica o Choro e Bossa Nova
>
> http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/lobao-diz-que-era-vitima-de-bullying/
>
>  .... pessoas de direita e de esquerda adoravam o Chico. Pô, o Chico nunca
> foi um infante-terrible. Ele era o noivo que toda sogra queria. Uma pessoa
> que, com mais de 18 anos, começa escrevendo uma música como a Banda…
> (cantarola: ‘Estava à toa na vida…’). Cara! Eu tenho coisas mais sérias pra
> falar. Não gosto deste mundo rococó e barroco das proparoxítonas tingidas de
> culpa católica. Pra mim, por exemplo, a Ópera do Malandro é um conto da
> carochinha. É de uma ingenuidade, de uma cafonice..
>
> *Neste sentido, toda a MPB é conservadora… *Pense no choro. O choro parece
> uma língua morta. Quando você ouve, você é remetido ao século 19. Trata-se
> de um gênero feito por servidores públicos. Você não pode trocar de corda,
> não pode isso ou aquilo. A Bossa Nova é a mesma coisa. Aliás, a nossa Bossa
> já nasceu anacrônica, já nasceu velha. O nosso problema é que temos mania de
> sacralizar as coisas. Nós sacralizamos a Semana de Arte Moderna (1922) até
> hoje. Temos de rever a nossa alma brasileira.....
>
>
> Achei interessante repassar apenas para refletirmos sobre o que uma pessoa
> retardada e imbecil como o Lobão é capaz de fazer quando se tem um pequeno
> espaço na mídia. (lamentável)
>
>
> Abraços!!
>
>
> Alex Mendes
>
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