Essa intimidade da Beija Flor com o poder, governos ou TV Globo, é antiga e fez parte da história da escola, que sempre foi "assim com os homens". Em meados da década de 1970, no auge da ditadura, nos governos Médici e Geisel, a escola de samba de Nilópolis primava por "lamber as botas dos generais" (para usar a linguagem da esquerda, na época). Em 1973, o samba-enredo foi "Educação para o Desenvolvimento", uma exaltação ao Mobral. No ano seguinte, o tema igualmente ufanista era "Brasil 2.000". Mas, o "melhor de todos" viria em 1975, quando a escola (antes tarde do que nunca) foi à Av. Presidente Vargas (na época) saudar com um ano de atraso os 10 anos da Redentora, com o enredo "O Grande Decênio". Que tinha versos como este:
"Lembrando o PIS e Pasep E também o Funrural Que ampara o homem do campo Com segurança total" No ano seguinte, não deu outra: A Beija-flor foi campeão pela primeira vez, feito que repetiriqa nos dois anos seguintes, danto o tri-campeonato (76-77-78) a Joãosinho Trinta, que havia surgido no Salgueiro, como campeão, nos anteriores de 1974 e 1975. Olha o primor que era O Grande Decênio: http://www.youtube.com/watch?v=y6Q58KV6DoQ&feature=related
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